28 de janeiro de 2006

Notícias da Roça

Notícias da Roça

Caríssimos,

De acordo com o prometido estamos enviando notícias (dentro da medida do possível) sobre como estão caminhando as coisas por aqui.

Bem, como dissemos, tínhamos a intenção de utilizar o período de descanso (mais do que merecido, por sinal) para melhorarmos o aspecto geral da casa. Pois bem. Ainda não foi possível começarmos a nossa aventura com as tintas porque estamos em obras. Isso mesmo... A reforma que nós pensamos que estaria pronta em duas semanas já está adentrando a quarta. Eu sei, eu sei... Todo mundo já nos disse que reforma é assim mesmo... Que sempre demora o dobro do tempo e gasta o dobro do orçamento previstos. Mas, nós tínhamos a esperança de que dessa vez seria diferente.

De todo jeito, estamos tentando melhorar algumas coisas. Podemos acrescentar nos nossos currículos que temos experiência comprovada com lixas e afins. Isso porque demos um trato daqueles nas grades da frente da casa e nas portas de ferro. Ah! Já temos um telhado no portão de pedestres, o que tornou nossa fachada muito mais aceitável, diga-se de passagem.

No meio tempo conseguimos levar o pequeno para alguns passeios deliciosos no parque em manhãs lindas e ensolaradas. Tudo muito gostoso... Pena que já voltou a chover nesta terra de meu Deus, o que por sinal tende a atrasar ainda mais a obra. Outra coisa gostosa é que o maridão resolveu voltar a tocar violão (depois de uns 10 anos sem nem tentar) e está sendo ótimo porque eu adoro o som do violão.

No mais está tudo em ordem... Espero que todos os nossos novos amigos virtuais estejam bem também. Na verdade estamos morrendo de saudades dos blogs que gostamos de ler, mas é que o computador daqui de casa tava meio maluquete e, além disso, internet discada ninguém merece. Por isso não garanto novas notícias antes de voltarmos para o trabalho. Se isso acontecer colocaremos o papo todo em dia então.

Um grande bj e até a próxima.

20 de janeiro de 2006

AVISO


O casal que escreve este blog está de férias. Por isso, vocês podem comentar à vontade, mas não perturbem. Aceitaremos interferência apenas em caso de catástrofe mundial ou se você tiver um pincel e um rolo de parede pra ajudar a pintar a casa (tarefa que estaremos executando durante o período de descanso).

Só para registrar, estamos aceitando doações para a aquisição dos materiais necessários para a dita pintura (tinta, por exemplo).

Vocês podem entrar em contato conosco nos e-mails abaixo.

Danyrey – daniela.rey@uol.com.br
Test Driver – adeoliv@hotmail.com

Ah, o sonho...

Hoje eu tive um sonho / e foi o mais bonito / que eu sonhei em toda a minha vida /

Nah, né nada disso. Mas sim, tive um sonho. Foi bonito? Ah, foi. Fez meu coração bater como há um tempo não batia. Nem contem pra patroa porque ela vai ficar braba. Prometam que vão guardar segredo. Prometam! Humpf. Tá bom então, vou contar.

Estava eu ao ar livre, acho que numa rua, observando o movimento. Sentia nos braços e no rosto uma brisa fresca, típica do nosso verão. De repente encontrei com um amigo, que por sinal há muito tempo não via. Devíamos ter combinado, sei lá. Troco umas palavras com ele, pergunto como vai a vida. Num desvio de olhar, me espanto ao dar de cara com ela perto de nós, a alguns metros de distância. Ela, incrivelmente, há muito povoa meus pensamentos quando estou acordado, pensando na vida, à toa. Já esbarrei com ela algumas vezes pela rua, mas ela sempre vai embora sem me notar, e me deixa lá, sonhando acordado. “Ué, será que ele tá com ela?”, penso. Não, não é possível. Olhei pra ele, e pude ver um sorriso de canto de boca. Safado. Ele já tinha notado minha surpresa, e parecia divertir-se com isso. Perguntei logo de uma vez:

− O que cê tá fazendo com ela?
− Heim? Como assim? Tô com ela agora. Cê não sabia?

Cínico. Como é que pode esse cara ser assim? Cada dia ele tá com uma melhor do que a outra!

− Que beleza heim...
− Pois é, rapaz. E vou te contar. É uma delícia. Quer experimentar?

Ah, pára tudo. Eu experimentar? Não, melhor não. Nem sei se meu coração agüenta. Além do mais, se eu chegar perto demais, posso ficar atracado nela o resto da vida.

− Cê tá doido? Como é que você me pergunta um troço desse? Cê num fica com ciúmes não?
− Que nada, rapaz! A vida é curta. Experimenta lá, vé se você gosta!
− ...
− Vai lá. Relaxa, fica tranqüilo. E aproveita.

A situação podia parecer estranha, mas é que ele já tinha feito isso por mim antes. E ele realmente parecia gostar disso. Vai entender. Melhor pra mim então, ué. Diante da possibilidade de tê-la em minhas mãos, minhas pernas começaram a tremer. É uma vergonha, eu sei. Mas fazer o quê? Caras inexperientes reagem assim mesmo. Além do mais, não é todo dia que se realiza um sonho. Respirei fundo pra organizar os pensamentos, tomei coragem, e comecei a andar na direção dela. Antes de eu conseguir dar dois passos, ele me segurou pelo braço, e enquanto enfiava algo no meu bolso, disse:

− Toma, leva isso aqui. Não faça nada sem estar com isso.

Olhei o que era, e logo compreendi. Era óbvio. Voltei meus olhos pra ela, e comecei a andar em sua direção. Eu já estava mais confiante, e a tremedeira foi substituída pela pura ansiedade. Quando estava mais próximo, parei pra observar suas belas formas. Estava meio que de lado, mostrando seu belo perfil, mas ao mesmo tempo olhando para mim. Parecia ter sido esculpida por um ser superior. Um anjo, talvez. As curvas eram suaves, mas demonstravam robustez. Sua cor era linda, realçada pela luz do sol. Olhava pra mim com seus olhos azuis brilhantes, como que me convidando a chegar mais perto. Já não havia mais ninguém a nossa volta. Agora éramos só eu e ela. Me aproximei um pouco mais, e como num passe de mágica, ela se abriu pra mim, como se me convidasse para chegar ainda mais perto. Num instante, já não havia mais distância entre nós, e um segundo depois eu estava totalmente envolvido por ela. Sentia seu cheiro. Música começou a chegar aos nossos ouvidos, como uma preparação para o que viria a seguir. Com um toque do meu dedo, sua cobertura ficou pra trás. Ficamos ambos expostos, totalmente ao sabor do vento. Noutro toque, seu corpo começou a tremer, primeiro suavemente, mas foi aumentando a vibração conforme eu a pressionava. Os sons que ela produzia eram roucos, graves, vigorosos. Me convidavam a ir adiante. Ela também queria mais. Segurei-a com firmeza, mas ao mesmo tempo com delicadeza, me preparando para conduzi-la na nossa aventura. Eu não tinha certeza de como fazê-la se mover, mas tateando com as pontas dos dedos, encontrei os dois lugares que eu suspeitava serem os certos. E ela prontamente reagiu. Parecíamos feitos um para o outro.

O resto do sonho vocês imaginam. Quando acordei, fiquei saboreando as sensações do sonho, triste por ter sido tão curto, mas ao mesmo tempo comecei a nutrir ainda mais o sonho de possuí-la. Se em sonho a experiência foi inacreditável, imagina tê-la em casa, sempre à disposição. Suspirei. Olhei para o lado, e contemplei a face da patroa, que ainda dormia. Ah, como seria bom se ela também estivesse no sonho! Seria simplesmente o paraíso. Nós dois e ela, que se fosse italiana poderia ser chamada de macchina. A macchina. Quando a patroa finalmente acordou, falei:

− Precisamos juntar dinheiro.
− Ãhnn... quê? Juntar dinheiro pra quê?
− Pra comprar um Porsche conversível. E tem que ter câmbio tiptronic.
− Cê bateu com a cabeça?
− Não, sonhei que dirigi um.
− Ah, então continua sonhando.

Quem sabe eu sonho hoje de novo.

Foto extraída do site Olhares

Notícias nossas e notícias do mundo

Oi gente! Tenho algumas pequenas coisas para falar pra vocês:

1) Eu tinha prometido e estou pagando a dívida. Fiz a receita de uma Broa de Fubá Cremosa indicada pelas meninas do Mineiras, uai. AMEI! Uma delícia e super-fácil de fazer. Recomendo pra todos que gostem de um quitute mineiro. Fiquei devendo só a foto pra comprovar o crime, mas eu esqueci de tirar e agora já era...

2) Queria registrar aqui que a Denise, que escreve brilhantemente o blog Síndrome de Estocolmo nos agraciou com um link. Como nós somos altamente bajuladores daqueles que nos linkam, estou agradecendo publicamente à Denise. Ah! E leiam o Síndrome porque é show de bola.

3) Caríssimos, para finalizar gostaria de informá-los que o digníssimo casal estará de férias no período entre 23/01 e 11/02. Por esse motivo vocês não encontrarão novos posts com regularidade. Prometo tentar (só tentar) escrever alguma coisa e postar de casa, mas já vou logo adiantando de o computador do lar está com problemas existenciais e pode ser que seja impossível cumprir a promessa. Se assim for, garantimos que sentiremos muitas saudades e que postaremos os textos escritos quando retornarmos.

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Como o post com notícias da sexta-feira passada foi um sucesso (3 comentários) estou repetindo a dose. Espero que gostem tanto quanto...

Mínimo: governo e centrais não chegam a acordo e marcam nova reunião
Luiza Damé - O Globo
BRASÍLIA - Depois de quase sete horas e meia de negociações, o governo e as centrais sindicais não chegaram a um acordo sobre a data de reajuste do salário-mínimo e sobre o índice de correção da tabela do Imposto de Renda. (...) As centrais recuaram de sua proposta inicial e sugeriram que o salário passe para R$ 350 a partir de 1º de abril e que a tabela do IR seja corrigida em 8%.
O governo argumenta que a antecipação do reajuste para abril custará R$ 1,068 bilhão aos cofres públicos e que a correção do Imposto de Renda em 8% terá um custo de cerca de R$ 1,1 bilhão.


Arrecadação em 2005 foi de R$ 364,136 bilhões
Martha Beck - O Globo
BRASÍLIA. A arrecadação de impostos e contribuições federais somou R$ 364,136 bilhões em 2005. Esse valor representa um recorde histórico e um aumento real de 5,65% em relação a 2004. Segundo dados divulgados pela Receita Federal, somente em dezembro, o recolhimento de impostos e contribuições foi de R$ 36,994 bilhões. Esse montante também é recorde e equivale a um aumento real de 7,3% sobre o mesmo período em 2004.


Acho que essas duas primeiras notícias merecem um comentário único. Eu não sei se vocês concordam, mas esse negócio está meio contraditório. Primeiro o governo garante que não em grana pra aumentar o mínimo, e depois diz que arrecadação bateu recorde. Eu espero que alguém tenha se engando nas contas... (e que o coelhinho da páscoa não esqueça de passar lá em casa em abril, quando o mínimo deve aumentar pros fantásticos R$ 350,00).

Presa suspeita de encomendar morte para ficar com emprego
Fabiana Parajara - Globo Online
SÃO PAULO - A polícia prendeu nesta quarta-feira uma jovem de 22 anos, suspeita de encomendar a morte de uma mulher para ficar com o emprego dela. Carolina de Paula Farias Santos foi presa em Cubatão, na Baixada Santista, juntamente com dois comparsas, o primo dela, Rodolfo Queiroz dos Santos, e Edson dos Santos. Outros dois homens que teriam participado do plano conseguiriam fugir.
(...)
Carolina havia sido funcionária temporária da Petrocoque, ocupando o lugar de Renata que cobriu a licença-maternidade de uma colega. No dia 28 de dezembro, essa colega, Monica Tamer de Almeida, foi morta quando saía de casa rumo ao trabalho, em Santos, no litoral paulista. Carolina teria confessado que mandou matar Monica para que Renata fosse obrigada a ocupar um outro posto. Monica deixou dois filhos pequenos

Será que tá faltando emprego no Brasil? Ou a garota é só completamente louca e psicopata? Ou será que são as duas coisas juntas? Eu sei lá, mas a partir de agora é melhor todo mundo ficar com o pé atrás com eventuais substitutos no trabalho.

Luma fora do desfile
Cesar Tartaglia
O mote deste período pré-carnavalesco foi dado ontem, para variar, pelo furacão Luma de Oliveira. A rainha da bateria da Caprichosos anunciou que, pelo menos este ano, renunciou à majestade e não participará do desfile da escola de Pilares.

Ah! Essa notícia não serve pra nada... Foi só pra poder botar uma foto de mulher bonita no site (pros meninos de plantão).

Agora é oficial: Brad Pitt é pai legal dos filhos de Angelina Jolie
Agora é oficial. Os filhos de Angelina Jolie, Maddox, de 4 anos, e Zahara, de 1 ano, tiveram o sobrenome Pitt acrescentado ao Jolie, da mãe adotiva.
A Justiça da Califórnia aprovou o pedido de adoção feito por Brad Pitt, após cerca de um mês de análise legal dos papéis. Os nomes das crianças passam a ser, portanto, Zahara Marley Jolie-Pitt e Maddox Chivan Jolie-Pitt.
E a família ainda vai crescer. O casal espera seu primeiro filho biológico para maio.

Essa também não serve pra nada. É que, pras meninas não ficarem tristes eu procurei uma notícia que servisse pra eu colocar a foto do bonitão Pitt.

Um grande bj e até a próxima.

19 de janeiro de 2006

Celebração

Hoje é uma data bastante importante para o distinto casal que escreve abobrinhas neste blog. Pois é, há 10 anos atrás, nas férias de verão de 1996, eu e o maridão demos inicio ao nosso relacionamento. Para comemorar a data eu escolhi postar a letra de uma das músicas que foram importantes na nossa vida. Apreciem...

Tonight I Celebrate My Love For You
Roberta Flack & Peabo Bryson - 1983

Tonight I celebrate my love for you,
It seems the natural thing to do!
Tonight, no one’s going to find us,
We’ll leave the world behind us,
When I make love to you, tonight!
Tonight I celebrate my love for you,
And hope that you can feel that way too!
Tonight our spirits will be climbin’
To a sky lit up with diamonds!
When I make love to you, tonight!

Tonight I celebrate my love for you,
And the midnight sun is gonna come shining through,
Tonight, there’ll be no distance between us,
What I want most of you,
Is to get close to you,
Tonight!

Tonight I celebrate my love for you,
And soon this old world will seem brand new!
Tonight, we will both discover,
How friends turn into lovers,
When I make love to you, tonight!

Um grande bj.

17 de janeiro de 2006

Filmes modernos e filmes clássicos

Gosto de ver filmes, e acho até que já falei sobre isso aqui no blog. Principalmente filmes de ação (por causa dos efeitos sonoros), mas também gosto dos outros gêneros. Desde ficção até comédias românticas. De uns tempos pra cá, com o advento do DVD, foi possível assistir filmes ditos clássicos, mas que quando passavam na televisão, era num horário desumano. Acho interessante observar a evolução do cinema. Vem comigo.

Os filmes mudaram muito. Acho que disso ninguém vai discordar, até porque é um fato, e não uma opinião. E mudaram não necessariamente pra pior, na minha opinião. Quer ver só? Então lá vai. Pega o DVD do Bullit (com Steve McQueen, conhece?) e assiste. Assistiu? Prestou atenção na perseguição final, com o Steve dirigindo o próprio Mustang pelas ruas? (Digo “o próprio” porque li que ele, o ator, usou realmente o próprio carro pra filmar.) Tá. Agora pega um filme recente que tenha uma boa perseguição de carros e/ou motos. Vou até te dar uma mão e fazer uma listinha boa de cenas. Ó, pode ser o Bad Boys 2, naquela cena que eles perseguem um caminhão-cegonha e carros passam literalmente voando por cima deles; ou o Missão Impossível II, na memorável perseguição de carros e motos do final; ou o Velozes e Furiosos, naquela cena da primeira arrancada; ou até mesmo o Matrix Reloaded, naquela longuíssima cena da perseguição na estrada, com a Trinity de moto. Ah, e como pude esquecer da série Máquina Mortífera? Putz, pega qualquer cena de perseguição em que o Mel Gibson pula pra outro carro pra pegar os bandidos, especialmente a do quarto filme, na parte que o Danny Glover mete a cabeça pra fora da janela pra imitar uma sirene de polícia e grita: “uóóóóóóóó!”. Tá, parei. Viu alguma dessas cenas? Então, o cinema evoluiu ou não? Tá, tá, eu sei. Bullit é um clássico, e isso não se discute, e eu até gostei de assistir. Pô, mas que esses outros que eu falei são muito mais empolgantes, ah, isso são!

Cê já assistiu o famoso Butch Cassidy and the Sundance Kid, com Paul Newman e Robert Redford novinhos? O filme é um clássico dos filmes de faroeste, com um enredo quase épico, cheio de dramas, de valentia, e até mesmo paixão. Mas em vários pedaços, os caras ficam lá andando de cavalo, andando de cavalo, e cavalo vai, e cavalo vem, e nem uma musiquinha botaram que aliviar a chatice dessas cenas! Pelamordedeus! Música de fundo, ouviu falar? Até aquele filme bobinho do Jackie Chan, Bater ou Correr, é mais divertido. E não pense que música de fundo não faz falta. Faz sim! Indiana Jones não seria o mesmo sem o “tan tanaaan, tan tanãããn, tan tanananaaan, tan tanan tan tan”. Mas tudo bem, Butch Cassidy marcou uma geração mesmo sem musiquinha.

E por falar em épico, já assistiu Ben-Hur, com Charlton Heston? Esse é bom demais. Dá até pra tirar um paralelo com o Gladiador, do Russell Crowe. Em ambos, o mocinho do filme é um cara legal, notável por suas ações, mas que se vê num mato-sem-cachorro. Come o pão-que-o-diabo-amassou, consegue dar a volta por cima, e acaba conseguindo limpar sua honra. Ah sim, e de quebra, mata o vilão nojento. Pra assistir tanto um quanto o outro, arrume um balde gigantesco de pipoca, porque são longos. Mas valem cada minuto do seu tempo.

Domingo agora assisti Taxi Driver. Não, não é aquele da
Gisele Bündchen. O da Gisele é só Taxi. Aliás, preciso assistir, porque já disseram que é legalzinho. Mas então. Assisti Taxi Driver, aquele com um Robert De Niro irreconhecivelmente novo, com uma Jodie Foster com cara de adolescente, com um Harvey Kietel praticamente igual ao atual, e com uma Cybill Shepherd (aquela que uns anos depois fez par com Bruce Willis em A Gata e o Rato) sem rugas. Esse filme, apesar de ser dos anos 1970, já passou pra categoria de clássico. Vale a pena assistir e refletir. Putz, o cara se transforma totalmente em função do meio em que vive. Se adapta pra sobreviver. Dá medo pensar que o filme é mais atual do que nunca.

Descambando pro gênero de ficção, recentemente adquiri a trilogia Star Wars, que vem num belíssimo box com quatro DVDs (três contendo os Episódios rebatizados para IV, V e VI, e outro DVD só com extras), e também o Episódio I (que também vem com um DVD só de extras). O Episódio II (duplo também, claro) eu já tinha, e o Episódio III meu fiel pai comprou (pra mim?); esse último não veio com o DVD de extras, mas tá valendo. Resumindo a salada de Episódios, tenho pras minhas férias que começam semana que vem um total de seis filmes com três DVDs de extras. Se eu sobreviver à maratona, posto os comentários quando voltar. Se eu já não vi esses filmes? Claro que já, mas tenho que ver de novo, oras.

Ansiosos por comentários vocês vão ficar, mas pacientes vocês precisam ser. Que a Força esteja com você.


Mais um

Isso mesmo! Mais uma vez temos nossas casas invadidas por aqueles perfeitos estranhos que parecem ligeiramente com alguém que conhecemos intimamente, mas não lembramos direito. Pois é meus queridos, na terça-feira passada o Pedro Bial (ou Miau para alguns. Não para mim. Porque, na minha opinião, de gato ele não tem absolutamente nada.) deu a largada para mais um Big Brother Brasil, o sexto a acontecer em terras tupiniquins.

Até domingo passado eu tinha passado em branco com respeito à esta última edição do famoso programa. É que, devido à reforma, o pequeno estava dormindo no nosso quarto e não podíamos ligar a televisão no horário de apresentação dessa pérola da TV nacional. Pois é! Se eu tivesse aberto um livro ao invés de ligar o aparelho televisivo provavelmente me veria livre desta praga que assola a nação. Mas não! Eu tinha que dar asas à curiosidade de ver só um pouquinho. Então. Fui novamente acometida pela doença do BBB e vou ter que acompanhar a história desse amontoado de pessoas.

Então. Mesmo só tendo assistido ao programa dominical do BBB, onde o paredão (termo interessante esse) é formado, deu pra pegar o bonde e ter uma leve noção de alguns dos estereótipos da vez. Pra ajudar, entrei no site do BBB e li um pouco sobre cada participante. Aí deu uma vontade louca de escrever o que acho de cada um, como se fosse um exercício para entender as pessoas. Ficou mais ou menos bom e resolvi colocar aqui pra vocês lerem. Quero deixar claro que estou escrevendo apenas minhas opiniões e percepções, que são baseadas puramente no que assisti na televisão e li na internet. Se o que eu imagino está de acordo com a realidade, só vamos descobrir ao longo do programa.

Agustinho – o sortudo da vez que tem tudo pra faturar o milhão. Como foi sorteado e não escolhido a dedo, o Agustinho foge dos estereótipos pré-determinados pela produção e tem seu próprio perfil. Animado, boa-praça e divertido só não leva o prêmio se, ao longo do programa, se revelar um mala-sem-alça. Acredito que deve trilhar os caminhos da Cida e do Thiagão do BBB4.

Carlos – esse eu fico devendo, ainda não deu pra sacar qual é a do cara.

Dan – bonitão (sic) pega-todas. Cheio de ginga e malemolência, o garotão espera conquistar o disputado milhão como conquista a mulherada, na lábia e na sedução. Pode ser... Mas convenhamos que esses tipinhos não conseguiram nada até agora na história do BBB.

Daniel – esse não se revelou totalmente ainda, mas posso arriscar seu perfil. Bonitão como o Dan (ou até mais, na minha modesta opinião), mas sem querer impor sua presença para a mulherada, tem todo o tipo do mineiro-come-queto. Pode ser um daqueles jogadores que arruma um par e faz o Brasil suspirar com um romance água-com-açucar, que tanto pode ser verdadeiro como armado, não faz diferença. Já deu certo em outras edições e tem tudo pra funcionar nessa também.

Gustavo – ainda estou um pouco confusa quanto ao rapaz. Vamos combinar que ele tem uma história bem atípica. Esse negócio de monge beneditino participando de BBB é deveras estranho, mas tudo bem... Vou aguardar mais para emitir opiniões.

Inês – bonitinha e patricinha. Acho que esses são os adjetivos que podem definir a Inês. Ela é aquela menina que daria tudo pra ser miss e por isso mesmo imagina que pode se tornar a Grazi do BBB6. Poder até pode, quem sabe... mas talvez falte o carisma. Vamos ver... Isso se ela sobreviver ao primeiro paredão, é claro.

Iran – mais um ponto de interrogação. Carioca e meio malandro. Parece um daqueles jogadores que ficam guardando as cartas na manga. Também prefiro aguardar pra dizer mais coisas.

Juliana – essa já entra no BBB6 fazendo parte do time de gostosas da atração televisiva. Não acredito que tenha o perfil de patricinha, como a Inês, mas certamente tem a beleza como arma fundamental. Talvez um pouco sem tempero para resistir aos paredões e chegar ao prêmio, mas vai fazer uma grana certa como capa da Playboy. Quem sabe se rolar um affair ela chegue longe no programa.

Léa – aparentemente a menos favorecida financeiramente do grupo, morando em bairro pobre e levando uma vida dura como moto-girl. Acredito que a Léa pode despertar a simpatia do público por causa de sua história fora da casa. Mas ainda não entrou no jogo e está parecendo meio deslocada. Eu não apostaria numa permanência longa.

Mara – também entrou através do sorteio, mas não tem nem de longe o carisma do Agustinho. Está claramente sofrendo com a falta da família e não parece muito segura dentro da casa. Ainda pode surpreender e cativar audiência através da simplicidade e sair como vitoriosa.

Mariana – modelo nota 1000 com uma história de vida difícil. Acho que essa é uma combinação bastante interessante para atrair o público.

Rafael – professor boa praça deve agradar pela simpatia (e pela beleza, por que não?). Parece despertar nas integrantes do time feminino um sentimento maternal. Já mostra indícios de estar irremediavelmente apaixonado por uma das moças da casa. Só nos basta saber se é romance de verdade ou uma jogada planejada.

Roberta – mais uma beldade que ainda não se mostrou totalmente. Vai para lista dos que precisam de mais tempo para avaliação.

Thaís – essa é a psicóloga do grupo e já está mostrando suas habilidades ao tentar analisar e ajudar a todos. Não sei se está agradando dentro ou fora da casa, mas certamente irá conquistar uma parcela do público pela beleza.

Pois então, essa é a minha primeira análise dos integrantes do BBB6. Ao longo do programa essas impressões podem mudar muito (ou não). Se alguém discordar de alguma coisa vou adorar ouvir outras opiniões e discutir um pouco. Como eu estava falando ontem pro maridão, o BBB pode não servir pra acrescentar nada na cultura de ninguém, mas serve pra todo mundo aprender um pouco mais sobre a natureza humana.

Ah! E por falar nisso ainda não tenho um aposta para o paredão de hoje... Quem vocês acham que vai dançar logo de cara (acho que sair logo na primeira votação é meio chato, né?!)? A patricinha Inês ou a sem-sal Juliana? Hoje a gente descobre e comenta amanhã.

Um grande bj e até a próxima.

P.S.: Saiu no jornal hoje uma matéria sobre o Agustinho. Tem tudo pra ajudar mais um pouco o cara a ganhar o milhão. Confiram. Bjs

13 de janeiro de 2006

Notícias de arrepiar os cabelos

Hoje tava olhando as notícias e fiquei achando que o mundo está deveras estranho. Vejam só:

Taiwan cria porco transgênico verde fosforescente
Reuters
TAIPÉ - Taiwan, terra natal do primeiro peixe fosforescente transgênico, conseguiu criar porcos verdes fosforescentes, que podem contribuir para as pesquisas com células-tronco na ilha, disse nesta quinta-feira o professor Wu Shinn-Chih, da Universidade Nacional de Taiwan.
(...)
- Existem porcos verdes parcialmente fosforescentes em outros lugares, mas os nossos são os únicos do mundo que são verdes de dentro para fora. Até seus corações e órgãos internos são verdes - disse o professor.


Ah, tá... Pelo menos os porcos são verdes de dentro pra fora... Que alívio!

Religioso muçulmano de Londres exortou crianças a lutarem
Globo Online
LONDRES - O júri que participa do julgamento de Abu Hamza al-Masri ouviu a gravação de sermões em que o controvertido clérigo muçulmano diz a seus seguidores "a se juntarem à linha de frente" na luta contra o que considera infiéis e convoca crianças para treinamento visando a uma batalha violenta, informou nesta sexta-feira a rede CNN.
(...)
"O Islã jamais será amado por seus corações a menos que vocês se sacrifiquem por ele, até que o sangue de vocês jorre por ele, seus dentes se quebrem por ele, vocês tenham inimigos por causa dele", disse Abu Hamza em uma das fitas exibidas na Corte Criminal Central de Londres.


Olha, ter inimigos por causa do Islã não é muito difícil. Na verdade, depois de 11 de setembro quase o mundo todo virou inimigo do Islã (sem querer entrar no mérito da briga), mas esse negócio de sangue jorrando e dentes quebrando é bastante assustador.

Governo suspende licitação para nova faixa presidencial
Francisco Leali e Alan Gripp - O Globo
Globo Online

BRASÍLIA - O Palácio do Planalto decidiu suspender a licitação para confecção de uma nova faixa presidencial. A faixa com detalhes em fio de ouro estava orçada em R$ 38 mil, ou seja, 126 salários-mínimos ou ainda 211 cestas básicas. A suspensão da licitação foi publicada no Diário Oficial da União desta sexta-feira.
Na quinta-feira da semana passada a Casa Civil havia lançado o edital para a compra do apetrecho. Só a descrição da nova faixa ocupava 97 linhas do documento, publicado no site da Presidência. A nova faixa presidencial teria 1,67 metro de comprimento, 12 centímetros de largura e, seria confeccionada em cetim nas cores verde-bandeira/amarelo-ouro/verde-bandeira (nessa ordem). Todos os detalhes seriam feitos em ouro 18 quilates.


Eu nem sei se essa notícia é digna de comentários. Vamos combinar que ouro 18 quilates é um pouco demais... Ainda bem que alguém colocou a mão na cabeça e suspendeu essa papagaiada.

Não sigo a moda, diz Gisele
Alcino Leite Neto e Vivian Whiteman
Folha de São Paulo

Gisele Bündchen é a principal estrela da moda em todo o mundo. Mas se você pergunta a ela se costuma seguir a moda, ela dirá, com toda tranqüilidade: "Nunca segui. Posso usar a mesma roupa durante dez anos". E ainda completa, com firmeza: "Ninguém é modelo para ninguém".


Eu não sei quanto a vocês, mas pra mim esse negócio é um tremendo contra-senso, afinal a moça vive (ou faz fortuna) por cauda da moda. Mas vindo de quem vem... Deixa pra lá, ela deve ter suas razões (eu imagino...).

Agora, eu não sei se sou eu que estou achando tudo muito esquisito ou se é só a sexta-feira 13.
Um grande bj e até a próxima.

12 de janeiro de 2006

Corte de cabelo

Ontem uma pessoa me fez mais feliz do que já sou normalmente. E é curioso como você pode, sem mais nem menos, ser surpreendido por situações assim.
Estava eu lá, na minha, cortando o cabelo. Quer dizer, quem tava cortando o meu cabelo era a cabeleireira (eita palavra ruim de escrever, mas acho que agora tá certo). Cabeleireira sim, por quê? Barbeiro é do tempo das cavernas! Então. Como eu ia dizendo, tava eu lá. A patroa e o moleque estavam sentados mais atrás, e todos nós falávamos sobre o fato de eu sempre passar máquina. Não, eu não raspo a cabeça. Apenas prefiro a máquina, porque meus cabelos são muito, digamos, rebeldes, e eles não ficam de bom humor quando têm mais que dois centímetros de comprimento. Quando cortados com tesoura então, eles ficam rebeldes sem motivo algum. Um inferno. Enfim, passo a máquina já há uns 15 anos, e sou satisfeito com isso. Animado, eu falava ainda da maravilha que era a nova máquina-de-cortar-cabelo que a cabeleireira estava usando. Um espetáculo. Silenciosa, o pente (aquele que regula a altura do corte) não arranha o couro cabeludo, e ela produz um corte limpo, sem deixar pontas. Repito: um espetáculo.
Mês passado foi a primeira vez que ela cortou meu cabelo com essa máquina, só que ela não teve piedade. Meteu um pente muito baixinho, e eu acabei ficando quase careca. Quando cheguei em casa (dessa outra vez eu tinha ido sozinho ao salão), a patroa levou um susto quando olhou pra mim, o moleque começou a chorar, os cachorros da rua uivaram, e espantei até a coruja que mora na chaminé da nossa churrasqueira. Traumatizei todo mundo. A patroa falou:

− Putz, dessa fez ela te escalpelou, heim?
− É. Acho que ela tava meio braba com alguma coisa e descontou em mim. Sei lá. Ah, mas ela cortou com uma máquina nova muito bacana. Me amarrei. Passa a mão pra ver que legal, ó. Parece um caroço de manga chupado.
− Humm. É, legal. Semi-careca, mas legal.

Pois bem, ontem então... onde é que eu estava mesmo? Ah sim. Falávamos sobre passar a máquina no cabelo. De repente, e não mais que de repente, escuto a cabeleireira dizer:

− Ah, mas você pode passar a máquina tranqüilo, que mesmo ficando curtinho não tem problema, porque sua cabeça é bonitinha.
− Quê que cê disse? Minha cabeça é bonitinha?
− É sério! Sua cabeça é bonitinha, tipo assim, redondinha. Não é aquela cabeça que tem um patamar aqui atrás, ó. Ih, cê precisa ver! Tem cliente minha que tem um patamar horroroso na cabeça. Tem que usar o cabelo pra esconder. Mas você não.
− Pfffffffff... Ah ha ha ha ha.... cabeça bonitinha.... pfffffffffffffff.

Depois de me recuperar das gargalhadas, saí do salão com aquele sorriso no rosto. Afinal de contas, sou um cara com a cabeça bonitinha. Se você passar por mim na rua e me achar feio, não se iluda! Peça pra ver minha cabeça. Talvez eu deixe até você tirar uma foto.
Achou que é bobeira minha? Não tenho culpa de você não ter a cabeça bonitinha que nem a minha.

Esquecimentos

A pessoa acorda com uma música na cabeça: aquela do Leoni que diz: Por que não eu? Ah, Ah, Por que não eu?. Pois então, sabe aquela sensação nervosa de querer cantar uma música e não lembrar a letra? A pessoa já ouviu a música uma centena de vezes e não conseguiu decorar a letra, mas quer porque quer cantar a dita cuja. Aí essa mesma pessoa fica lá embaixo do chuveiro cantando: encomendo um jantar só pra nós dois, vinho à beça na cabeça, eu não sei... e jura que lembrou. Tem certeza absoluta de que a letra escrita pelo pobre coitado do compositor diz exatamente isso. Quando chega no trabalho a pessoa (que não tem rádio no carro) coloca a música pra tocar e se dá conta de que não era nada daquilo... Pobre pessoa!
E tem mais. Sabe aquelas situações em que o maridão pergunta: quem é o fulano de tal da novela. Ai a pessoa começa a explicar dizendo que o fulano de tal é aquele que fez aquela novela na qual fazia par romântico com aquela atriz... Mas não é capaz de lembrar um nome sequer. Nem do fulano de tal, nem da novela que ele participou nem tampouco da bendita atriz na qual ele tascou uns beijos. Aí começa o desespero! A pessoa tenta lembrar de todos os jeitos, pergunta pra mãe, pro pai, pra sogra, pros armários da cozinha e nada, nem uma pista! Saco!
Tem mais... A mãe da pessoa pergunta: sabe de quem foi aniversário ontem? Aí a pessoa entra logo naquele estado pré-desespero, quando parece que todo o sangue deixa de fluir na face. Pensa na mesma hora: esqueci o aniversário do meu pai novamente! (porque de fato, caríssimos, a pessoa já cometeu essa gafe... o pobrezinho saiu pra trabalhar, a pessoa deu tchau e nem um parabéns! É claro que a pessoa quis morrer depois...). Deve ser terrível ter esse bloqueio mental para datas de aniversário. E não tem agenda, palm top ou orkut que dê jeito. Que vergonha!
Agora. O cúmulo do desespero é aquela sensação que a pessoa tem quando sai de casa e tem certeza de que esqueceu alguma coisa. Entra no carro, olha pra bolsa e fica pensando: tá faltando alguma coisa! Dá de ombros e segue para o trabalho... Sei lá, mas a sensação continua... Aí dá um clique! Esqueci de trancar a porta de casa! Ai meu Deus! Mas já não dá mais pra voltar em casa pra reparar o erro... A pessoa passa o dia tendo absoluta certeza de que não trancou a danada da porta e de que todos os ladrões da cidade sabem disso (como se os ladrões tivessem bola de cristal ou algum tipo de alarme que avisasse quando as pessoas esquecessem suas portas destrancadas). Aí a pessoa volta pra casa no final do dia certa de que não irá encontrar nem uma agulha no seu lar. Chegando lá, a pessoa para diante da porta fechada, testa a maçaneta e se dá conta de que ela está devidamente trancada... Foi apenas mais um truque do cérebro!
Depois de escrever isso tudo, a pessoa (que eu nem sei de quem se trata...) começa a ficar meio preocupada com esse negócio de esquecer as coisas Será que não seria um momento adequado para procurar um geriatra? Ah?!
Um grande bj e até a próxima.


11 de janeiro de 2006

Ainda sobre livros...

Vocês devem estar achando que o distinto casal aqui está realmente numa “fase livros”... E vou dizer uma coisa: vocês estão totalmente certos! Acho que passamos muito tempo sem ler nada porque o pequeno consumia todo o nosso tempo livre. Agora que ele está com os horários um pouco mais ajustados (quase todos os dias), nós estamos podendo retornar para os pequenos prazeres da vida, como ler um bom livro. Pois é! Por esse motivo os livrinhos estão saindo felizes daquele armário que o maridão descreveu no post anterior e pulando em nossas mãos pedindo para serem lidos.
Pois então, já li um monte e sei que tem mais uma fila enorme de espera. Mas o que estou sentindo falta é de ler umas coisas um pouco mais maduras... Sei lá! Acho que estou meio cansada de ler só os best-sellers e estou precisando conhecer o outro lado (não! não o lado negro da força!), o lado mais adulto da literatura.
Então. Nessa linha de pensamento, o maridão me enviou o link do site de um cara chamado Paulo Polzonoff que é muito (mas muito mesmo) maneiro (ah! o maridão acabou de esclarecer que conheceu o Polzonoff através do Marco Aurélio, lá do Jesus, me chicoteia!). Ele é um jovem senhor de apenas 28 anos que lê muito, e em seguida escreve sobre os livros que leu (se um dia ele ler isso aqui, acho que ele não vai ficar triste com minha explicação simplória da profissão que escolheu como ganha-pão). Gostei demais da forma como ele escreve porque dá pra perceber que não é uma critica pra vender ou afundar um livro. Na verdade, ele escreve apenas o que acha com muita honestidade: se é bom, é bom; se não é bom, não é bom. E ponto final.
Como efeito imediato de ler o Polzonoff eu decidi que vou parar de escrever minhas resenhas medíocres sobre os livrinhos que leio... Quando vocês quiserem saber uma opinião honesta e bem escrita sobre um livro procurem o Polzonoff que tenho certeza de que sairão com uma dica bastante certeira.
Outro efeito colateral foi que eu criei uma lista de livros desejados que está maior do que lista de compras de mês no supermercado... E quanto mais eu leio o Polzonoff, mais a lista cresce... Tem o lado bom, que é ter livros bacanas para serem comprados; e o lado ruim, que é estar totalmente quebrada e não poder comprar nenhum por hora...
Então o negócio é esse: leiam o Polzonoff e comprem livros! Se por ventura, durante uma compra, vocês lembrarem dessa pobre pessoa que está sedenta por ter alguns livrinhos novos, olhem a lista que eu fiz que está aí ao lado e podem comprar e mandar entregar lá em casa... Um grande bj e até a próxima.


10 de janeiro de 2006

Sobre livros

Sou um leitor pobre. Não no sentido de falta de dinheiro ou de falta de inteligência (frescuras à parte). Mas no sentido de mediocridade, de preguiça. Assumo isso. Adoro ler, e acho até que para um cara com formação técnica, já li e leio bastante coisa não-técnica. Mas não consigo ter disciplina pra estar sempre lendo algum livro. Gostaria de ter, mas não tenho. Normalmente alterno um best-seller com um ou dois meses de Superinteressante. (Tá, também leio Playboy, mas só porque ganhei a assinatura de presente de um tio distante e deixar de ler seria uma desfeita abominável.) Já fiz até aquela maluquice de ler dois ou três livros ao mesmo tempo, mas faz tempo que isso não acontece.
Lá em casa temos um armário pequeno, com duas portas e cerca de um metro e oitenta de altura por um de largura, com algumas dezenas de livros guardados. Em sua maioria, são livros muito bons, clássicos, ou de autores consagrados, e acho que merecem serem lidos com carinho. Só que nem todos foram. Alguns só eu li, alguns só a patroa leu, e uma parte nós dois lemos. Mas ainda há outros que nunca foram abertos. Aliás, quando ainda morávamos no Rio e fazíamos visitas diárias às mega-stores no horário do almoço, eu e a patroa sempre brincávamos um com o outro dizendo “compro muito menos do que eu queria, mas muito mais do que eu consigo ler”. E o armário foi-se enchendo, acumulando títulos.
No meu caso específico, que encaro como uma quase patologia, ainda existe a tara por colecionar coisas. Acho que é do signo, sei lá. Mas o fato é que não sossego até comprar todos os livros do autor, ou da série, ou seja lá o que for que meu cérebro deficiente ache que completa a minha coleção. Sei que isso não é muito inteligente, mas não consigo me controlar. Com isso tudo, volta e meia saíamos das lojas carregando dois ou mais títulos novos. Fora as vezes que compramos uma penca logo de uma vez, tipo quando resolvi completar a minha coleção do John Grisham. (Completar modo de dizer, né. Eu devia ter uns cinco, e faltavam uns seis, não lembro bem, isso em 2000.) Tá, eu sei que é meio chato ler livros dele em sequência, porque ele só fala do mundo dos advogados e tal. Mas eu já tinha lido alguns, e precisava comprar os outros. Pois então, até hoje não li todos, e me culpo por isso. Mas eu chego lá.
Mas também acontece o contrário. Depois de ler o primeiro Cavalo de Tróia do Benitez, comprei e devorei os outros cinco. Tô esperando lançarem o sétimo. A patroa, por sua vez, acho que não passou do segundo. De fato não a culpo, porque esses livros são complicados de ler. Não que sejam inatingíveis, pelo contrário, é que eles te afetam demais.
Li todos os Sidney Sheldon também, e esses eu nem precisei comprar porque minha digníssima irmã fez isso por nós. Dan Brown nem se fala. Compramos o Código da Vinci quando ele ainda não era famoso. Depois disso compramos os outros, sempre em pré-venda. Aliás, tô lendo o Ponto de Impacto.
Nesse meio tempo, fui lendo outras coisas, como O Enigma do Quatro (livro de estréia de uma dupla promissora, Ian Caldwell e Dustin Thomason), Contágio Criminoso (Patrícia Cornwell), outros títulos do Benitez, um do Juan Arias, Caim e Abel (um livrão em todos os sentidos, do Jeffrey Archer), e outros não tão, como direi?, ortodoxos, tipo O Doce Veneno do Escorpião (da ex-garota de programa Raquel Pacheco) ou A Casa dos Budas Ditosos (esse é do João Ubaldo Ribeiro, tá!), porém igualmente interessantes.
Bah, vou parar de escrever e voltar pros meus livros. Tenho que ler muita coisa pra terminar o armário. Quer ver? Então lá vai. Estado de Medo (Michael Crichton), O Senhor dos Anéis (volume único... é, aquele tijolão mesmo), um volumão contendo O Médico e o Monstro/Drácula/Frankenstein em suas versões originais, As Brumas de Avalon (os 4, pois acredite, passei pela adolescência sem lê-los), As Mil e Uma Noites, uma série de três livros sobre a Cleópatra, ..., chega né.

9 de janeiro de 2006

Grandes-amigos-de-infância

Dias atrás eu escrevi sobre Friends, mas não sobre amigos. Lá eu disse que não ia escrever um texto meloso sobre amigos e amizades. Mas hoje eu vou. Hoje eu vou falar daquela sensação gostosa que é ter uma pessoa com quem você sabe que pode contar independente da enrascada que você esteja metido. Vou falar sobre como é bom caminhar horas a fio com aquela pessoa bacana e ir conversando sobre tudo e sobre nada, dando gargalhadas de doer a barriga. Falarei da maravilha que é você saber que tem mais alguém nesse mundão que pensa mais ou menos como você (ou pensou em algum momento da vida). Pois é, ter um grande-amigo-de-infância é tudo isso e muito, mas muito mais.
Quem tem, ou já teve, um exemplar de grande-amigo-de-infância sabe do que estou falando. Sabe que é maravilhoso quando esbarramos nessa pessoa (em geral lá naquela longínqua terceira série do primário) e quando é doído quando nos separamos. Porque a vida é assim mesmo: ela se encarrega de juntar as pessoas e de separá-las também, ao seu bel prazer.
Na grande maioria das vezes nós não perdemos um grande-amigo-de-infância. O que normalmente acontece é que crescemos, e a tal da Dona Vida trata de mandar um pra cada canto pra poder cuidar de seus afazeres. E pumf! Quando nos damos conta já não temos mais tanto em comum quanto antes, já não gostamos das mesmas músicas e não partilhamos os mesmos sonhos.
Mas independente de quanto nos tornamos pessoas diferentes ele ainda fica lá, guardadinho no cantinho do coração. E em muitos momentos nos lembramos das conversas e dos sonhos e isso sempre ajuda nas horas de turbulência. E é sempre com bastante saudade que recordamos daquela festa de formatura ou daquela conversa boba antes de dormir na casa do amigo.
Eu hoje abri o coração porque é o aniversário da minha grande-amiga-de-infância e eu queria desejar pra ela tudo de melhor nesse mundo. Queria desejar também que aqueles sonhos que tínhamos quando meninas se tornem (pro caso de ainda não terem se tornado) realidade, e que os novos sonhos que eu não conheço também sejam concretizados. Parabéns Cinara!
Um grande bj e até a próxima.

6 de janeiro de 2006

Só chove, chove, chove...

Quando decidimos vir morar nessa cidade que nos acolhe hoje, várias pessoas nos disseram que não íamos nos adaptar. Disseram que aqui faz muito frio (vocês não vão aguentar... estão acostumados com o calor... vão sofrer muito...), que era uma cidade pequena (vocês vão estranhar... estão acostumados com uma metrópole...), que nós íamos ficar longe da família (vocês vão sentir saudades... não vão ter ninguém pra visitar nos fins de semana...). Bah! Tudo bobagem! Depois de dois anos só posso dizes que o frio não é nada de mais e não sofremos nadica de nada; que a cidade é pequena sim, mas tem tudo que a gente precisa e de quebra não tem os perigos da cidade grande; e que da família a gente sentiu saudades, mas não sente mais porque eles estão morando aqui também...
Agora, NINGUÉM disse que aqui chovia o verão INTEIRO! Isso mesmo, o verão inteiro! Tô falando sério. Nunca vi lugar pra chover tanto quanto nessa cidadezinha aqui. Pelamordedeus! Por exemplo: está chovendo direto faz mais de uma semana. Quando eu digo direto, é direto mesmo... Minto, às vezes para de chover uns 5 minutos e logo depois começa a cair água de novo... Choveu na passagem de ano! Pra ser sincera, choveu no Natal também, mas deu uma paradinha na semana entre uma festa e outra.
Carnaval então? Esquece... Adivinha o que acontece sempre? Chove!
Eu não costumo ser uma pessoa depressiva não, mas fala sério! Não há quem suporte tanta chuva seguida. Não dá pra fazer nada fora de casa... O pequeno começa a parecer um animalzinho enjaulado. Você chega na janela e tudo que vê é o céu cinza e a água descendo. E pra vir pro trabalho então? Haja paciência pra sair de casa debaixo de temporal.
Até acrescentei aqui no blog um quadrinho com a previsão do tempo... Assim vocês podem ver quando parar de chover e procurar saber se eu ainda estou viva ou morri afogada com tanta chuva.
Um grande bj (molhado) e até a próxima.



Foto: Daniel Garcia, da USP

Sexta-feira magra

Hoje é sexta-feira. Normalmente, passo o dia pensando na hora em que vou chegar em casa, tirar as cinzas do fogão de lenha, fazer o ritual todo pra acender o fogo (tem ritual sim!), esperar que o fogão esquente, e avisar a patroa que tá liberado pra começar a assar. Assar o quê? Bom, isso não importa muito, desde que seja pizza ou pão de queijo. Mas claro que prefiro pizza. Só que estamos naquele período infernal pós-festas-de-fim-de-ano. Conclusão: todo mundo de boca fechada, comendo folhinhas verdinhas como se fôssemos bodes, fingindo que aquele mato resolve a nossa fome. A minha não resolve. Humpf. Mas não vou ficar reclamando. Coloquei como meta que até os 30 anos tenho que voltar ao meu peso de 20, e pra isso tenho que perder... peraí, deixa eu fazer as contas.... eita! isso tudo?? Aham, bom, digamos que eu preciso perder uns 20 kg mesmo, pra não ficar uma meta inatingível. É, assim acho que vai dar. E chegarei aos 30 com o corpo em dia e com a mente equilibrada. Humm, será mesmo? Acho que vou ficar meio doido de tanto comer mato. Tô até aprendendo a distinguir alface de chicória. E sem ler na tabuleta do mercado, lógico. Vê se pode! Sei não....
Será que não tem alguma verdura com sabor de pizza? Sabe, tipo aquele capim-gordura, que dá até pra fritar bife, ou tipo o capim-limão, que uns e outros usam pra fazer caipirinha, ou então aquela flor... como é mesmo o nome? Lembrei! Margarida! Deve ser com ela que fazem marguerita, né? Acho até que leva tequila nisso. Então. Se não tem, a Embrapa devia desenvolver isso. Imagina só, plantar em casa umas mudinhas de pepino-salame, de ipê-provolone, de salsa-calabresa... e nem daria trabalho pra cuidar. Era só combinar com os anõezinhos que moram lá no jardim.
Acho que tô com febre e tendo delírios. Deve ser a fome.

Só para esclarecer

Olá meus amados leitores. Eu gostaria de deixar claro que o maridão não desistiu do blog não... Ele tá só meio ocupado (ao contrário dessa que vos fala, rs). Tenho certeza de que muito em breve ele terá tempo para escrever alguma coisa nessa birosca aqui.
Um grande bj e até a próxima.

Da série resenhas - Estado de Medo


Olha, dizer que o livro Estado de Medo do Michael Crichton é bom seria um absurdo. Este livro é prá lá de ótimo. Tive que me esforçar para largar o livro e continuar fazendo as tarefas cotidianas.
Na verdade, eu nunca tinha lido nenhum livro do Sr. Crichton, apesar de gostar muito da série de filmes Parque dos Dinossauros e da série de tv E.R. (ou Plantão Médico), e imaginava que seus livros seriam complexos e difíceis de serem lidos por terem muitos ingredientes científicos. Engano meu! O livro é de fácil leitura e muito instigante.
Resumindo brevemente: o personagem principal do livro é um advogado que se vê envolvido em uma conspiração ambientalista que tem como objetivo criar um verdadeiro estado de medo mundial usando para isso a tal da teroria do aquecimento global. Para isso os tais dos terroristas querem transformar a teoria em evidência e nosso herói vai ter que evitar que ocorram catástrofes provocadas pelos bandidos. Pra melhorar um pouco, o mocinho passa por poucas e boas e fica quase o tempo todo sem entender patavinas do que está acontecendo. Mas o que realmente torna o livro diferente é que o autor utiliza dezenas de referências bibliográficas de pesquisas reais para fundamentar as afirmações científicas do livro. E é esse toque de realidade no meio da ficção que acaba por fazer o leitor ficar com uma pulga atrás da orelha...
Agora, ainda melhor do que todo o livro é o Apêndice I – Por que a ciência politizada é perigosa. Leiam e fiquem com os cabelos em pé (assim como eu estou agora).
Esse vai pra lista dos fortemente recomendados.
Aproveitem a leitura. Um grande bj e até a próxima.

5 de janeiro de 2006

Pensando na vida

Tô num daqueles raros momentos sozinha (explico porque nem todos sabem: eu divido o recinto de trabalho com o maridão, dividimos também o transporte para nos deslocarmos do lar para a labuta e, como não podia deixar de ser, dividimos o leito. Isso significa que ficamos o tempo todo grudados. Ok! Voltando...) e me percebi pensando na vida (pois é! Pensar na vida é um negócio que eu preciso fazer mesmo quando estou no trabalho, porque é o único modo que conheço de decidir coisas). Então. Como eu ia dizendo, estava pensando na vida e percebi que estou numa fase sem paciência pra absolutamente tudo. Isso mesmo... Tenho algumas tarefas do trabalho para serem executadas e eu simplesmente queria que tudo explodisse... Tava mesmo era com vontade de pegar o maridão e ir pra casa brincar com o pequeno. Mas, como na vida a gente precisa fazer o que tem que ser feito, (o que nesse caso é ficar no trabalho pra poder receber o bendito salário no final do mês) eu fico por aqui mesmo e continuo pensando na vida...
Engraçado como a cabeça da gente viaja quando paramos de focar em um assunto específico e deixamos que os pensamentos fluam livremente. Num segundo eu tava pensando sobra a porqueira do trabalho e no segundo seguinte tava pensando sobre um e-mail lindo que o maridão mandou pra mim faz um tempo... Tava querendo lembrar o que dizia exatamente, mas sei que não vou conseguir então vou dar uma parada aqui e abrir o dito cujo.
...
Então. Encontrei o e-mail e li novamente... Sei lá onde ele encontrou isso, mas tem uma parte que eu acho especialmente bacana que fala assim:

“Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. (...)
Existem, por fim, os AMORES-FÊNIX. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, dos preconceitos da sociedade, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da mesa-redonda no final de domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro, das toalhas molhadas sobre a cama e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram: teimosos, belos, cegos e intensos. (...)”

Lindo, não? Até procurei o autor na internet, mas não achei... Se alguém souber me avise pra eu poder colocar os créditos aqui.
Eu já perdi mesmo o fio da meada e nem sei mais sobre o que exatamente eu ia escrever, mas tudo bem... Pelo menos consegui deixar de pensar no trabalho e lembrar de uma coisa bonita. Já valeu o dia. Ah! Lembrei! O que eu queria dizer é que depois de pensar na vida eu cheguei a uma conclusão sobre o motivo de estar tão sem paciência: estou precisando tirar férias pra renovar o ânimo. Ah há! E o melhor de tudo é que as férias já estão marcadíssimas... Vamos ficar em casa 20 maravilhosos dias! Tô até contando nos dedos...
Enquanto isso: continue a nadar, continue a nadar, continue a nadar...1
Um grande bj e até a próxima.

1. Tá bom! Pra quem nunca viu “Procurando Nemo” (ou não se lembra) eu explico: no filme tem uma peixinha chamada Dori que canta isso sempre que a situação tá complicada. Eu e o maridão gostamos e adotamos...

Maratona de supermercado

Vem cá. Me diz uma coisa: quem foi o idiota que inventou essa forma muito inteligente de fazer compras de mês? Eu juro que queria saber pra poder matar o infeliz! Porque, vamos combinar, não dá pra suportar. Ontem mesmo eu tive que cumprir esta tarefa inglória junto com o maridão e mais uma vez me dei conta do quanto é chato e cansativo, pra não dizer que é COISA DE MALUCO esse negócio de supermercado.
Acompanhe comigo: você olha pros armários de casa e percebe que estão assim, digamos, ligeiramente vazios; abre a geladeira e tudo que você percebe lá dentro é ar frio; ótimo, você decide que precisa ir ao supermercado. Até aí tudo bem. Você lança mão daquela lista deliciosa feita no Excel (que por sinal melhorou enormemente a tarefa de fazer lista de compras porque eu não suportava mais ficar toda vez querendo adivinhar o que tinha naquele espacinho do armário e que precisa ser recolocado) e começa a enumerar os itens que precisam ser comprados.
Lista feita, você, alegremente, se dirige para o(s) supermercado(s) de preferência (aqui precisamos fazer um enorme parêntese: na atual conjuntura econômica a pesquisa de preços é um item fundamental para manter o orçamento doméstico equilibrado. Agora me conta: quem tem saco de ir a duzentos supermercados para comparar preço? E o pior, quem lembra do preço do primeiro quando chega ao quinto pra saber qual é o mais barato? Ah! Esquece! Que se dane o orçamento doméstico!) e pega o fantástico carrinho. Aí começa a mazela: pega tudo e coloca no carrinho (e o pior é que é necessário arrumar a desgraça do carrinho, porque senão no final das compras não cabe mais nem um sabonete. E eu, que sempre achei uma bobagem essa arrumação toda, tenho que admitir que é necessária. Dá-lhe maridão); chega ao caixa e tira tudo do carrinho; depois coloca tudo nas sacolas e de volta para o carrinho; chega no carro e tira tudo novamente para colocar na mala. Ufa!
Muito bem, agora você volta para o lar com a mala carregada, feliz da vida. Chegando em casa outro sofrimento: tira tudo do carro; carrega pra cozinha e então suspira fortemente e começa a colocar cada item no lugar que lhe pertence. Ao final de tudo o que você vê? Uma pilha gigantesca de sacolas de plástico que precisam ser dobradas porque não há lugar no mundo onde caibam tantas sacolas de plástico.
DIZ!! Diz pra mim se isso não é coisa de maluco?!!!
Agora pensemos juntos novamente: não seria muito mais bacana conectar nosso lindo computador à nossa amiga web, entrar no site do(s) supermercado(s) favorito (sem aquele tormento de comparar preços, já que existem ferramentas próprias para tal), escolher os itens em uma lista lindinha, pagar com o cartão e receber tudo em casa? Aí era só pedir para a secretária-do-lar arrumar as compras e tcharãã: tudo arrumadinho e limpinho, com os armários cheinhos. EU SEI!!! Eu sei que já é possível fazer isso... Mas sejamos honestos: em primeiro lugar o preço desse servicinho é de matar e em segundo lugar EU MORO NA ROÇA, não tem essas frescuras.
Um grande bj e até a próxima.

4 de janeiro de 2006

Rally da Roça

Hoje precisei fazer um serviço fora do escritório. Recrutei um fiel escudeiro, pegamos o carro da firma, e fomos. Detalhe: eu estava dirigindo, claro. Já terminado o trabalho, resolvemos passar num outro ponto pra verificar as conseqüências das chuvas recentes. Pegamos então uma pequena estradinha de terra (ou lama, no caso) que nos levaria até lá, e fomos andando devagarzinho. Quase chegando ao tal ponto, havia uma poça gigante de água e lama, acho até que mais lama do que água. Como estávamos eu e ele conversando (sobre o trabalho que havíamos feito há pouco, ou seja, eu estava dirigindo no piloto automático), meus sentidos reagiram da mesma forma que reagem no asfalto. Reduzi a velocidade pra algo em torno de 30 km/h, puxei a segunda e desviei da parte mais alagada da poça. Só que este é o procedimento padrão no caso de asfalto. Resultado: inocentemente, acabei embicando o carro para a região com aquelas cristas de lama. Quando ele viu a manobra, falou:
− Acho que nós vâmo atolá.
Antes que eu pudesse responder, a lama segurou o carro, que perdeu força instantaneamente por estar em segunda, e parou. Imediatamente, empurrei a primeira, fiz o movimento pra sair com o carro, mas a única coisa que se mexeu foram as rodas da frente que giravam em falso. Só então respondi:
− De fato. Acho que atolamos mesmo.
− Fica tranqüilo. Dá uma rézinha e vai pra frente de novo.
− Tá. Vou tentar.
Na mesma. O carro só fez espalhar lama pra todo lado. Depois de mais umas duas tentativas igualmente frustradas, ele disse:
− Pronto! Tâmo na roça!
Decididamente meti a cabeça pra fora do vidro, olhando atentamente pra roda. Empurrei a primeira e acelerei com cuidado. O carro mexeu um centímetro pra frente e depois começou a patinar de novo. Olhei pra cara dele e disse:
− É. Tá ruim mesmo.
− Deixa eu tirar esse carro daí. Tem jeito de você passar pro banco de trás?
Aqui cabe um parêntese. Ele tem as manhas de andar em estrada de terra, passar em atoleiro, etc. Já tinha me dito isso uns dias antes.
Dito isso, engoli meu orgulho de motorista competente e abri a porta do carro. Sem chance. Ia sujar até a cueca. Mas por fora, e não por dentro. Isso se eu não levasse um tombo e acabasse sujando até os cabelos. Pular pro banco de trás seria impossível pra qualquer um de nós por conta da altura.
− Dá não. Vamos ter que dar um jeito. O que eu faço?
− Tá. Então faz o seguinte: dá ré devagar.
Engatei a ré e consegui fazer o carro andar uns 20 centímetros pra trás.
− Agora pra frente. Vira o volante pra cá. Afunda o pé!
− Pra cá pra onde? Pra direita ou pra esquerda?
− Pra cá! Acelera!
E fez com a mão o movimento indicando que era pra eu virar pra direita. Engatei a primeira, virei o volante pra direita e acelerei com vontade. Relutantemente o carro começou a andar pra frente, as rodas meio que fazendo o carro andar, meio que girando em falso. Ainda fiz aquela força mental, tipo “vai, vai, vai...”. E ele foi indo, foi indo... e por fim, o carro saiu do atoleiro.
Passada a euforia momentânea (de minha parte, porque acho que ele nem se comoveu com minha proeza), lembrei que teríamos de voltar pelo mesmo caminho. É, esse mesmo do atoleiro. Bom, antes de começar a me preocupar com o que fazer pra não atolar de novo, olhamos o que tínhamos ido lá olhar (aquele tal ponto, lembra? O que por sinal neste momento me pareceu muito idiota). Enfim, olhamos, manobrei o carro pra voltar, e perguntei:
− E aí, como faço pra não atolar?
− É só passar com as rodas dentro da poça. Cê só atola se botar as rodas em cima do monte de lama. Da outra vez, quando eu percebi, cê já tava atolando.
− Ué. Tem que passar dentro da poça d’água? Eu nunca ia adivinhar isso!
− Mas é. Vai lá. Pode ficar sossegado.
Antes de entrar na poça, passei a primeira e pisei fundo. Entramos na poça espalhando água pra todo lado e saímos do outro lado sãos e salvos. Aprendi não só a desatolar o carro como também em como não atolá-lo. E olha que esse era 4x2 tração dianteira! Imagina com um 4x4!

A patroa sempre diz que tem vontade de fazer rally comigo. Eu no volante e ela de navegadora. E olha que ela é uma excelente navegadora em estradas. Pelo menos nas de asfalto. Agora só preciso de um jipão 4x4 pra poder nos inscrever no Rally dos Sertões. Por isso estamos aceitando doações. Por acaso você não teria aí um Land Rover sem uso ocupando espaço na sua garagem, ou um Pajero subutilizado, ou uma Hilux que você já tenha enjoado?

Estamos em obras

Pois é! Mas, não é o blog não (ai meu Deus! tô nem pensando em mudar o template de novo... dá muito trabalho!!). Estamos em obras lá em casa mesmo. E vou logo avisando: vai demorar pra acabar. Acho até que vou mandar fazer uma plaquinha pra colocar no portão, assim os visitantes desavisados não ficam surpresos quando entrarem e se depararem com buracos maiores do que os da construção do metrô ou quando se virem diante de uma camada secular de poeira... Bem, de todo jeito era inevitável e estamos enfrentando a tal da reforma de cabeça erguida e bolsos vazios.
Também, quem mandou comprar uma casa velha. É nisso que dá... Pra resumir tá tudo horrível (eu juro que não estou exagerando!). Vocês precisam ver: paredes roxinhas, piso marfim, azulejos do tempo do ronca e ainda por cima todos tortinhos (eu costumo dizer que o pedreiro que fez aquela casa era cego, surdo e mudo: cego porque não viu o que estava fazendo, surdo porque não ouviu quando o dono da casa falou que tava uma caca e mudo porque não foi capaz de dizer que era cego e surdo), não tem pintura na parte externa e nem tampouco piso.
Mas vocês querem saber a verdade: eu nem ligo!!! É minha e isso é suficiente. Além do mais, as idéias estão todas na caixola. Vai ficar uma maravilha quando as obras terminarem (daqui uns 35 anos mais ou menos) e eu ainda vou poder dizer que fui eu e o maridão (é claro!) que escolhemos tudinho. Por enquanto vamos ficando com a poeirada e o barulho de quebra-quebra.
Um grande bj e até a próxima.

2 de janeiro de 2006

Do que as mulheres gostam

Parece o título de um filme, não parece? Pois é. Estávamos eu e a patroa sentadinhos no sofá assistindo. Ah, você ainda não viu o filme? Bom, se você é mulher, vai ver porque é com o Mel Gibson. Se você é homem, vai ver pra aprender alguma coisa. Já viu? Então prestenção. Pra quem é pobre e não tem televisão, é um filme que fala sobre um cara mulherengo-machista-insensível (tudo isso num cara só, acredite. Mas não é culpa dele, foi o meio onde ele foi criado, as más-influências que recebeu. Não colou, né? Então vou fechar parênteses). Logo no início do filme, uma mulher é contratada pra ocupar o cargo que ele acha que deveria ser dele. Bom, num artifício de ficção-científica meio mágico, ele começa a ouvir os pensamentos das mulheres. Aí é que o bicho pega! O cara quase enlouquece quando se dá conta de que quase todas as mulheres do círculo de relacionamento dele acham que ele é um babaca, pra falar resumidamente. Eu disse quase porque a porteira do prédio assovia mentalmente pra ele e as secretárias dele (pois é, o cara tem duas!) aparentemente não pensam. Enfim, antes de ter um ataque ele procura uma psicóloga e eles acabam concluindo juntos que o melhor a fazer é tirar proveito da situação. “Sabendo o que as mulheres querem, você pode se dar bem!”, é o que ela diz. No decurso de suas ações pra passar a perna na chefe-recém-contratada-que-tomou-o-cargo-que-seria dele, ele acaba se apaixonando por ela. (Peraí. Eu cheguei a dizer que era uma comédia romântica? Não? Esqueci.) Ele se apaixona por ela ser uma mulher que é, ao mesmo tempo, insegura porém forte, romântica contudo prática, sonhadora todavia sensata, batalhadora entretanto justa, tímida mas atrevida. (Gastei todas as conjunções coordenativas adversativas que conheço. E nunca vi um post com tantos parênteses.) E é aqui o ponto que gostaria de comentar. Não posso culpar o cara. Eu mesmo me apaixonei por uma mulher assim. Ela é isso tudo mesmo. Queria ter palavras pra expressar tudo que sinto por ela. Acho que me falta talento, ou sei lá. Só não me falta admiração.
Não sei o que as mulheres gostam (ou querem, que estaria mais de acordo com o título original do filme, What Women Want. Tá, prometo que é o último.), mas espero que essa mulher maravilhosa que casou comigo há quase quatro anos e meio nunca deixe de gostar de mim.
Acho que sou um cara de sorte.


Da série resenhas - Ponto de Impacto

Ponto de Impacto
Dan Brown

Pra quem já leu O Código Da Vinci certamente ler Ponto de Impacto vai deixar aquela sensação de que não é tão bom assim. Mas, convenhamos, é muito difícil que um autor consiga escrever todos os livros com a mesma intensidade e o mesmo apelo. Apelo este que está rendendo ao Código Da Vinci um blockbuster de Hollywood, estrelado por ninguém menos que Tom Hanks.
De todo jeito, este livro do Sr. Brown é imperdível, assim como Anjos e Demônios e Fortaleza Digital.
Para resumir, o livro conta uma história intrincada envolvendo a política estadunidense (que não deixa nada a dever à similar tupiniquim no quesito sujeira, diga-se de passagem) e pesquisas da NASA sobre um pedregulho escondido no Ártico. Tudo muito dinâmico e animado. Mais uma vez vamos poder torcer por uma heroína inteligente e independente, que tem sua vida sacudida por uma corrida frenética para tentar desvendar o mistério do tal pedregulho e para fugir de uma galera que tenta a qualquer custo mandar ela pro beleléu. Temos também um mocinho cheio de complexos, mas totalmente gente-fina e charmoso, que foge da galera do mal junto com a mocinha (é claro!). Some-se a isso um final bastante surpreendente, que é uma das características do autor, e você tem nas mãos um daqueles best-sellers que não-dá-pra-largar-enquanto-não-terminar. Recomendo fortemente. Um grande bj e até a próxima.

P.S.: Como já disse anteriormente, o livro que estou lendo agora é o Estado de Medo do Michael Crichton. Aguardem comentários.