28 de março de 2007

Claude Monet

Mais um pouquinho de arte...

Como eu tinha dito, sou apaixonada pela obra do Monet. Não sei dizer porque. Nesse link vocês podem obter mais informações.

1. Woman with a Parasol, 1875, National Gallery of Art, Washington
2. The Japanese Bridge, 1900, Private Collection
3. The Red Kerchief, 1870, Cleveland Museum of Art, Ohio
4. Garden path at Giverny, 1902
5. Jerusalem Artichoke Flowers, 1880, National Gallery of Art, Washington
6. The Japanese Bridge, Green Harmony, 1899, Musée d'Orsay, Paris

Marley e Eu

Acabei de ler ontem. Adorei... Nem imaginava que o livro ia ser tão legal, mas depois das primeiras páginas tive que me render. É daqueles que a gente devora o mais rápido possível. Dei gargalhadas deliciosas com as estripulias de Marley e com o sofrimento da sua família. Chorei nos momentos mais sofridos e, não posso negar, fiquei com aquele tantinho de vontade (que já passou...) de ter um cachorrinho lá em casa. Recomendo muito mesmo. Comprem e leiam sem preconceitos.

Bjs e boa leitura.

P.S.: Nesse link vocês podem saber mais sobre o livro, sobre o autor e, principalmente, sobre Marley.

23 de março de 2007

Gustav Klimt

"I have the gift of neither the spoken nor the written word, especially if I have to say something about myself or my work. Whoever wants to know something about me -as an artist, the only notable thing- ought to look carefully at my pictures and try and see in them what I am and what I want to do."
Gustav Klimt
"Eu não tenho nem o dom da oratória nem o dom da palavra escrita, especialmente se eu tenho que falar sobre mim mesmo ou sobre meu trabalho. Quem quiser saber alguma coisa sobre mim – como um artista, a única coisa notável – deve olhar atentamente para minhas pinturas e tentar e ver nelas o que eu sou e o que eu quero fazer." (tradução livre)
Eu não gostava muito das obras do Klimt não. Na verdade, eu vivi uma fase onde só as pinturas do Monet me apaixonavam. Eu sei que é uma grande tolice. Infantilidade até. Afinal, não é porque uma obra de arte parece diferente do que você considera bonito que ela não é bela. Quando tive a oportunidade de ver um Klimt de verdade mudei totalmente de opinião. É lindo! Impressionante e lindo. Emocionante também. Fiquei apaixonada e de quebra aprendi a apreciar as coisas antes de julgar se gosto ou não. Hoje fiz uma pequena seleção das pinturas que mais me agradam. Umas são bastante famosas, outras nem tanto. Vocês podem achar mais nos links Expo Klimt, Pintores Famosos.com.br e WebMuseum



1. Judith I, 1901, Museu de Osterreichische, Viena
2. Portrait of Emilie Flöge (Retrato de Emile Flöge), 1902, Galeria Osterreichische, Viena
3. Hope I (Espero Eu), 1903, Prague Narodni Galerie
4. The Kiss (O Beijo), 1907/8, Museu Osterreichische, Viena

P.S.: O maridão aqui acabou de lembrar que na Choperia Giovanetti Cambuí, em Campinas, tem um vitral maravilhoso do quadro "O Beijo". Para quem mora em Campinas ou estiver visitando, vale a pena dar uma passada porque, além de poder admirar o vitral, o lugar tem um chopp delicioso e petiscos maravilhosos. Bjs

Antes e Depois

Bem, pra levantar o astral da mulherada vale a pena dar uma olhadinha nas fotos aí abaixo. Gente!!! Quanta diferença, né?! É bom pra lembrarmos de que essas deusas que aparecem na TV são (ou foram) pobres mortais como nós. Agradecimentos ao Kibe Loco que é o responsável pela montagem da foto. Bjs.


22 de março de 2007

Violência doméstica

Olha gente, eu não sou muito de escrever sobre assuntos polêmicos, até porque eu acho que tem aí, pela blogsfera, muita gente competente (muito mais competente do que eu) fazendo isso. Mas não tá dando mais pra ficar calada quando o que eu tenho visto nos jornais é uma enxurrada de notícias sobre violências contra a mulher. A grande maioria praticada pelos companheiros ou ex-companheiros. Essa violência não tem classe social nem raça. Acontece em todos os níveis e com gente de toda cor.

Eu não vivo e nem nunca vivi este tipo de sofrimento. Tive a sorte de encontrar um companheiro que me respeita acima de tudo. Nós sempre conseguimos, mesmo nos momentos de crise conjugal, manter o nível da discussão em patamares sadios. Acho que por isso mesmo eu me sinta tão penalizada pela situação que um sem número de mulheres enfrenta pelo mundo afora.

É bem verdade que os casos que eu estou citando aí abaixo são extremos, onde a violência chegou ao nível de tirar a vida dessas pobres mulheres. Não quero entrar no mérito se uma traiu ou se a outra era uma megera chata. Nada serve como desculpa para que esses homens se achassem no direito de acabar com a vida delas. Mas todos nós sabemos que diariamente muitas esposas, companheiras e namoradas sofrem caladas violências físicas e psicológicas.

E a gente se pergunta: porque estas mulheres permanecem caladas?

Bem, eu acho que quando estamos falando de classes mais altas, onde as pessoas tiveram acesso à educação, a explicação está na imagem que elas precisam manter. As famílias esperam isso delas. Muitos pais e mães preferem acreditar que suas filhas são felizes no casamento e não querem enxergar (nem que elas contem) que sofrem agressões por parte daqueles que elas escolheram para dividir a vida. Preferem manter um discurso do tipo: “Ora, minha filha. Mas ele é um ótimo marido. Nunca faltou nada dentro de casa. Você deve estar exagerando”.

Se pensarmos nas classes menos favorecidas a explicação é ainda mais óbvia e chocante. Essas mulheres não têm direitos. Os companheiros acreditam que elas não têm. Viram suas mães sofrendo o mesmo tipo de tratamento e acreditam que é assim que as mulheres devem ser tratadas. Elas não merecem escolher se querem ou não transar naquele dia. Eles querem e é assim que tem que ser. Se elas fazem “doce” apanham pra “aprender”.

Mas as coisas não têm de ser exatamente como eu descrevi acima. Os motivos podem ser trocados e o que achamos que seria o comportamento de um homem que não teve direito à educação pode muito bem vir de um “mauricinho”.




Bem, não quero chegar em conclusão nenhuma com este texto. Queria mesmo era botar pra fora minha indignação e fazer o leitor pensar sobre o assunto também. Na web tem muita coisa sobre o assunto. Uma ótima fonte de informações sobre esse assunto é o Portal da Violência Contra a Mulher e o blog Mulheres de Olho, ambos do Instituto Patrícia Galvão. A Denise sempre aborda o tema no Síndrome de Estocolmo e uma simples busca no google vai trazer uma lista infinita. No vídeo abaixo está a Campanha pela Não Violência Contra a Mulher de 2006 do Intstituto Patrícia Galvão.



Notícias recentes de extremos da violência contra a mulher.

Notícia do dia 9 de março de 2007, Redação Terra.
Câmera mostra homem matando ex a tiros no PR
Um homem de 56 anos, que estaria inconformado com o fim do relacionamento, teria atirado na ex-namorada, 23 anos, no centro de Curitiba (PR). Ela morreu no local. De acordo com informações da Globonews, a ação foi flagrada por uma câmera do circuito interno de um prédio. O crime teria ocorrido na quarta-feira, mas as imagens foram divulgadas ontem.
(...)
Dos quatro tiros, dois atingiram a cabeça da vítima, que morreu na hora. Ela tinha três filhos, de outro relacionamento. As crianças têm 10 meses, 5 e 6 anos.
Haroldo foi preso em flagrante com a arma do crime e foi reconhecido por cinco testemunhas. As imagens do crime foram anexadas ao inquérito.
De acordo com colegas de trabalho de Susane, ele já teria ameaçado a jovem anteriormente. Os dois moraram juntos durante oito meses e Haroldo teria ficado inconformado com o fim do namoro, em dezembro.

Notícia do dia 20 de março de 2007, G1 em São Paulo
Marido deixa a ex em cativeiro por 9 meses
Mulher, de 20 anos, foi seqüestrada em junho do ano passado no Paraná. Vítima está pesando 35 quilos e tem hematomas e queimaduras pelo corpo.
Uma mulher de 20 anos foi mantida em cárcere privado pelo ex-marido durante nove meses em Colombo, no Paraná. Segundo reportagem publicada nesta terça-feira (20) pela “Gazeta do Povo”, a vítima foi libertada do cativeiro na sexta-feira (16).
A mulher foi encontrada com a cabeça e as sobrancelhas raspadas. O corpo tinha hematomas e queimaduras de cigarro. De acordo com a polícia, ela estava pesando apenas 35 quilos.
A vítima, que não teve o nome divulgado, foi seqüestrada em 21 de junho do ano passado pelo ex-marido, que tem 29 anos e era procurado por ter matado a ex-cunhada.
Ela contou à polícia que fugiu da casa do ex-marido porque era agredida. A mulher foi seqüestrada na rua e nunca mais pôde ver a família. Chegou a fazer alguns contatos com a mãe por telefone, mas não podia dizer onde estava. Segundo a delegada Márcia Rejane Marcondes, a vítima era espancada com freqüência e ameaçada de morte.
Quando percebeu que ela corria risco de morte, o ex-marido ligou para um conhecido e revelou onde estava a vítima, que foi hospitalizada e terá de passar por cirurgia. O ex-marido está desaparecido.

Notícia do dia 21/03/2007, G1 no Rio de Janeiro
Homem suspeito de matar mulher e duas filhas é hospitalizado
Ele teria usado faca e até um machado, segundo a polícia. Uma filha de 9 anos e o sogro dele também ficaram feridos.
Carlos Alberto dos Santos, de 42 anos, está internado no Hospital Rocha Faria, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, sob custódia da polícia. Ele foi preso suspeito de matar a golpes de faca e machado a mulher, Alessandra Pereira, de 28 anos, e duas filhas, de 1 e 4 anos, na noite desta terça-feira (20), na Favela da Taquaral, em Santíssimo, na Zona Oeste. Ele sofreu escoriações após ser linchado por vizinhos. Carlos Alberto, que está algemado e é vigiado por dois policiais militares, teria dito que era traído pela mulher e disse estar arrependido de ter atacado as filhas.
De acordo com a polícia, a terceira filha do casal, de 9 anos, e o sogro dele, Antônio Vicente do Carmo, de 52 anos também foram feridos. Eles foram levados para o Hospital Rocha Faria. Segundo informações do hospital, a menina teve lesões no fígado e no pulmão e deve ter que passar por uma nova cirurgia. Ela está em observação. E o avô dela, que levou uma facada na cabeça, não corre risco de morte.
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E por falar em violência, vejam que coisa mais triste. Tem horas que a gente começa a achar que esse mundo não tem jeito mesmo. Como pode um ser humano ser capaz de tanta maldade?
Menino de 2 anos é mantido preso em canil com 3 pitbulls em SP
Avô diz que mantinha criança em canil para que ela não estragasse o jardim da casa.
Segundo polícia de Ibiúna, menino ficava amarrado pelo pescoço.
Patrícia Araújo Do G1, em São Paulo entre em contato

Um idoso de 64 anos foi preso na manhã desta quinta-feira (22) em Ibiúna (a 64 km de São Paulo) por manter uma criança de 2 anos amarrada com uma corda no pescoço dentro de um canil com três cachorros da raça pitbull.
De acordo com o delegado titular do 1º Distrito Policial da cidade, José de Arruda Madureira Júnior, o idoso era avô da criança. O homem, de 64 anos, teria dito que mantinha a criança amarrada junto aos cachorros havia cerca de um mês. Segundo a polícia, ele disse ainda que havia tomado a atitude para evitar que a criança destruísse as flores do jardim da casa onde moravam.
O menino dormia num colchão velho colocado no local e, segundo o idoso, a última refeição do garoto havia sido feita às 17h da quarta-feira (21): uma mamadeira com cerca de 100 ml de leite.
De acordo com o avô, a criança tinha sido deixada com ele pela mãe. O pai do menino teria morrido em uma troca de tiros. A mãe começou a namorar com outro homem e decidiu fugir com ele, deixando a criança para o avô.
O menino está internada na Santa Casa de Ibiúna e passa bem. Ele deverá ser encaminhado posteriormente para o Conselho Tutelar da cidade. O avô foi levado para a delegacia. Ele foi preso em flagrante por tortura e deverá ir para a cadeia de São Roque (a 59 km de São Paulo) ou de Pilar do Sul (a 142 km da capital paulista).
A guarda municipal chegou até a casa por volta das 10h30 por causa de uma denúncia anônima. Até o final da tarde desta quinta, deverá ser feita a perícia no local. Um guarda chegou a filmar a criança amarrada sendo retirada do local.
Segundo o delegado, o idoso parecia lúcido e respondeu a todas as perguntas com naturalidade. “Tenho 15 anos como delegado, mas essa foi a primeira vez que vi algo assim”, disse Madureira Júnior.
Eu não consigo nem imaginar o sofrimento desta criança. Como podemos esperar que depois de sofre toda esta maldade um menino desse cresça respeitanto o próximo? Como?

20 de março de 2007

Mouse completa 45 anos

Notícia muito bacana!!

Mouse completa 45 anos
Em 1962, inventor descreveu aquilo que viria a se tornar o mouse. Acessório foi criado por Douglas Engelbart para facilitar manuseio de dados.
Do G1, em São Paulo

Em 1962, Douglas Engelbart, do Instituto de Pesquisa Stanford, nos EUA, descreveu aquilo que viria a se tornar o mouse, um acessório que transformou a maneira como os internautas interagem com os computadores. Com esse protótipo nada ergonômico da foto ao lado, o inventor norte-americano tinha o objetivo de mudar a maneira como as pessoas manuseavam informações contidas em computadores.

Clique aqui para ver fotos da evolução do mouse

A idéia nasceu muito vaga, descrita no estudo “Augmenting Human Intellect: A Conceptual Framework” (Ampliando o Intelecto Humano: um Arcabouço Conceitual), considerado a principal obra do inventor. “Uma caneta leve (uma ferramenta com formato de caneta com cabo flexível ligado ao console eletrônico) pode ser apontada por um humano a um símbolo ou linha na tela e o computador poderá determinar automaticamente para onde a caneta está apontando”, descreveu.

O acessório foi patenteado em 1970, como um “indicador de posicionamento X e Y para monitores”. Uma roda era usada para “traduzir” o movimento do mouse para o movimento do cursor mostrado na tela. “Para Engelbart, essa era apenas uma parte de um sistema tecnológico muito maior, que tinha como objetivo facilitar o aprendizado e a colaboração global”, diz um texto do instituto de pesquisa SRI International, ligado à Universidade de Stanford até 1970, onde o inventor trabalhou.

Em 2000, o inventor desse dispositivo ganhou do então presidente Bill Clinton a Medalha Nacional de Tecnologia, um prêmio de reconhecimento a pessoas responsáveis por grandes inovações tecnológicos.

19 de março de 2007

Comentários

Tenho reparado que muita gente tem nos visitado (vejam o link aí do lado para o Site Meter)!! Queria registrar aqui que Nós Dois ficamos muito contentes com as visitas. Na verdade a gente chegou a achar que este blog tinha falecido e pensamos em providenciar o funeral. Mas no final das contas ele está vivo. É verdade que ainda inspira cuidados, mas o prognóstico parece bom. Por esse motivo, Nós Dois queríamos pedir que nossos visitantes sejam menos tímidos e nos agraciem com comentários. Tenho certeza de que essa ajuda será de fundamental importância no processo de recuperação do paciente.

Um grande bj e até a próxima.

14 de março de 2007

Atitudes

Faz tempo que não venho aqui. Não que não tenha nada a dizer, muito pelo contrário. Ultimamente acho até que tenho falado bobagem demais. Os amigos do trabalho que o digam. Mas é que tem me faltado a energia suficiente pra organizar tudo na cabeça e escrever. O engraçado é que andei escrevendo um pouco mais justamente quando a cabeça não estava muito boa. Agora que estou bem não sai nada. Vem tudo na cabeça, mas se digitar do jeito que vem, vocês vão entender tanto quanto eu entendo alemão. Sem querer ser engraçadinho, vamos por partes.

Sabe a última novidade? A Terra tá aquecendo. Ah, pra você não é novidade? Pois pra mim também não é. Há anos que eu leio sobre esse assunto em revistas como Superinteressante. A diferença é que só agora os bonecos (leia-se líderes mundiais) resolveram aceitar e alardear o fato pra todo mundo. Agora tá todo mundo sabendo que a situação tá preta, que não vai esfriar nem que muita coisa seja feita, que piriri pororó. Mas cadê as atitudes? Vai todo mundo continuar sentado em cima da bunda?

Quer outra novidade? A violência passou dos limites. Seja no Rio de Janeiro ou São Paulo ou Curitiba ou Belo Horizonte ou Tremembé do Oeste. Você também acha que já passou dos limites faz tempo? Pois é. Na década de 80 o crime venceu. Eles é que comandam as grandes cidades desde então. Pessoas matam outras e, quando condenadas, voltam pra rua em menos tempo do que um cidadão leva pra pagar o financiamento do carro mil.

A lista de assuntos é interminável: redução da Amazônia, educação deprimente, estradas federais intransitáveis, corrupção... Sabe o que liga todos esses assuntos? Atitude. Ou falta dela, no caso. Na maioria dos casos, a impressão é que nada está sendo feito. Ou, no máximo, as ações são tão tímidas e fracas que não surtem efeito. É tipo dar aspirina pra paciente com câncer que precisa de morfina e cirurgia. E o dinheiro pra aspirina ainda sai do nosso bolso! Agora, me diz: quem é que vai ter coragem de cortar a aspirina, passar a faca no cara e arrancar os tumores?

"Perguntaram se eu luto no gel"

Ainda na onda do dia 8 de março achei essa entrevista muito pertinente. Também não entendo porque mulher só pode ter profissão "de mulher". Vivo esse problema com minha profissão também. Nunca entendi porque existe essa fixação em separar as profissões por sexo. Eu consigo fazer qualquer coisa que um homem faz na minha profissão. E se precisar de força física (desculpa típica pra dizer que uma determinada profissão é "coisa de homem") arrumo um outro modo de fazer, mas garanto que o trabalho vai ser realizado com sucesso. Bem, leiam e pensem. Bjs.

Duda: "Perguntaram se eu luto no gel"
Musa do boxe mostra indignação com o preconceito com as mulheres no esporte
Joanna de Assis | Fonte: GLOBOESPORTE.COM

SÃO PAULO - A pergunta que mais irrita Duda Yankovich é, ironicamente, a que mais escuta dos repórteres. Por ser bonita, a boxeadora conta que o preconceito ainda é muito presente no seu dia a dia. Quase ninguém acredita em seu potencial dentro do ringue, pelo menos não à primeira olhadela.

- Me perguntam sempre se eu sei lutar mesmo. Claro que eu sei, né? Outro dia mesmo vieram me perguntar se eu lutava no gel. Não dá. – conta, indignada.
Duda fez questão de destacar que seu lado bela não é responsável pelos seus resultados. Afinal, a força de um cruzado ou de um gancho definitivamente não vem de seu cabelo loiro.

- Eu procuro não me irritar mais com isso. Mas é complicado. Poxa, não foi a minha beleza que me deu o título, e as pessoas precisam aprender a reconhecer isso – pede.

Apesar de ser fera lutando, Duda se comporta como uma mulher normal quando não está praticando o esporte.

- Vou ao salão, faço as unhas e namoro. Só no ringue que não tem como ser muito delicada, mas vaidosa eu sou. Até me zoam porque eu venho maquiada. Qual é o problema nisso? – questiona.

E para quem insiste em dizer à Duda que o boxe é esporte de homem, a lutadora tem uma resposta na ponta da língua.

- Boxe é esporte de homem como todos os outros. Eu não critico ninguém. Se um cara me fala que está fazendo ballet eu não o chamo de gay. Sou feminista, mas não machista – explica.

Duda conquistou o título mundial da Wiba em novembro do ano passado, após derrotar por decisão unânime dos jurados a colombiana Darys Pardo, em São Paulo. Ela está invicta em sete combates, com cinco nocautes. Neste sábado, a boxeadora colocará em jogo pela primeira vez seu cinturão.

- Já me perguntei se eu fosse feia eu sofreria esse tipo de preconceito. Será que eu tenho que ser feia e coçar o saco para ser respeitada? Não adianta, meu cabelo é loiro mesmo, nem tingido é. Fazer o que? Sou bonita – finaliza.

13 de março de 2007

Situações de desepero.

A gente tava lá em casa conversando sobre o caso da menina que foi baleada num assalto à banco em São Paulo esses dias. O assunto era se ela tinha ficado paraplégica por causa do tiro apenas, ou se o socorro tinha sido feito de forma incorreta pelos policiais que a levaram para o hospital.

Olha, vendo as cenas que passaram na tv dá até pra pensar que o socorro não foi feito mesmo com aquele rigor e cuidado que sempre recomendam, sem que coluna da pessoa ferida seja movimentada. Mas acho que no final das contas o que os policiais se preocuparam em fazer na hora foi apenas tentar salvar a vida da menina. E olha que na hora que você se vê envolvido numa situação onde tem alguém ferido dá um tremendo desespero.

Um dia desses estávamos eu e o maridão voltando pro trabalho, depois do almoço, e vimos um acidente na estrada. Um carro tinha atropelado um menino de bicicleta. Deu o maior pânico. Paramos para ajudar e ver se podíamos fazer alguma coisa. Ligamos pra polícia e pros bombeiros. O motorista do carro tinha parado para prestar socorro e estava sendo totalmente correto na ajuda ao menino. Mas mesmo assim, ver aquele garotinho (ele devia ter uns 10 anos) estendido no chão, gritando de dor foi uma das piores experiências da minha vida. Fui lá e tentei acalmar o menino. Mas ele só pedia pra gente levar ele pro hospital. Foi preciso muito sangue frio pra ficar esperando ali pela chegada do socorro. O que dava vontade era de pegar ele no colo e sair correndo. É verdade que sem contar o braço, que estava claramente quebrado, ele estava consciente e não parecia ter sofrido nenhum ferimento sério, então ficamos esperando. Mas no caso da menina, que estava sangrando e correndo perigo de vida, dá pra entender o desespero dos policiais.

O que não dá pra entender é essa violência que tomou conta do nosso país e ninguém fazendo nada.

Leia mais aqui.

8 de março de 2007

De meninas a mulheres.

Nascemos meninas e ainda na maternidade nos enfeitam com lacinhos cor-de-rosa. Em lindos vestidos de princesa parecemos bonecas com vida. De fato somos, nessa época da vida, bonequinhas ou princesas para aqueles que nos amam. Depois ganhamos nossas próprias bonecas. Essas inanimadas, é verdade, mas que serão nossas amigas, filhas e companheiras por muito tempo. Aí, num belo dia, nos aparecem com um sapatinho de salto e pronto, fomos apresentadas para aquela que é a grande companheira do sexo feminino: a vaidade. E todos podem nos ver bonequinhas de camisola longa e Francesinha dançando pela sala ao som de Dancing Days. Mais adiante nos encantamos com outra faceta do mundo feminino e somos presenteadas com panelinhas, cozinhas de plástico, ferros de passar. Utensílios que permeiam o universo das rainhas do lar. Ao mesmo tempo, conhecemos as letras e os livros. Saias plissadas, lancheiras enfeitadas e sapatos-boneca nos encantam em nosso pequeno mundo. Mas, ao fundo, ouvimos a voz de nossas progenitoras repetindo: não dependa de ninguém nessa vida minha filha; tenha a sua independência. Conflito entre panelinhas e livros. Será?! No decorrer do tempo, que transforma tudo e nos transforma junto, surgem mini-saias, maquiagens, scarpins e paqueras. Nessa fase as bonecas, nossas antigas companheiras, passam para a categoria de artigos decorativos e o aparelho de som se torna o centro do mundo. Aprendemos que mulher sangra sim, mas que isso não é uma vergonha, mas um presente divino. Aprendemos que beijar não significar namorar e que namorar não significa amar ou ser amada. Decidimos, em algum ponto entre garranchos incertos e equações do segundo-grau, que é preciso algum esforço para ganhar a vida e que os anos da escola estão ficando para trás. Vestibular, vestibular, vestibular e faculdade enfim. Mas nada é como sonhado e vemos que ainda é preciso muita luta pra chegar lá, mesmo que não saibamos exatamente onde este lá fique. E como que por acaso, mas um acaso com toques de milagre, surge o amor. Amor salvador e quente, que faz a vida tomar o rumo que devia, mesmo que não soubéssemos. Finalmente nos descobrimos mulheres. Batom, perfume e sedução. Cinta-liga, meias-pretas e sedução. E o amor quente e salvador se torna amor eterno e acolhedor. E nos vemos de beca a receber o canudo. Lágrimas, lágrimas e lágrimas. De alegria e de redenção. Finalmente atendemos ao sonho da figura feminina da geração anterior à nossa: não dependeremos de ninguém. Será? Mas o sonho de mulher habita nossos corações e vestidos de noiva rondam nossos pensamentos. Então é marcado o dia do sim e lá estamos bonecas novamente: vestido, maquiagem, sapado de salto e buquê-de-noiva. E damos vazão àquela faceta que foi moldada por panelinhas e cozinhas: montamos nossa casinha, não a de brinquedo, mas a de verdade e cuidamos dela e daquele que escolhemos pra dividir a vida. Orgulhosas rainhas do lar. Orgulhosas profissionais. Dupla jornada e felizes. A vida entra no piloto automático e os anos vão passando. Então o despertador toca e olhamos para o relógio biológico. É momento de procriar, de dar a vida a alguém. Ansiedade e preocupação. A barriga cresce e o medo também. E num dia dormimos filhas e no outro acordamos mães. Com um pacotinho azul nos braços e dois olhos de jabuticaba nos fitando nos sentimos poderosas e indefesas, num turbilhão de emoções. Amamentar, educar, criar. E a vida segue seu curso novamente, até que um dia nos redescobrimos mulheres outra vez. Redescobrimos também o amor ao nosso lado, firme e forte, apesar de fraquejar aqui e ali. Vemos finalmente que a questão não é não depender de ninguém, mas sim precisar de alguém. Podemos ser mulheres completas sozinhas, mas somos perfeitas com os nossos amores. Podemos ser profissionais maravilhosas sozinhas, mas somos pessoas incríveis com os nossos amores. O conflito entre panelinhas e livros não precisa existir. De fato, ele nunca existiu. Foi só um sonho. A vida real é doce com pitadas de sal e azul com toques de vermelho. Somos mulheres e nada é preto no branco. E tem mais: nem todas as jornadas são iguais é claro, mas todas nós somos parecidas. Tememos, amamos, choramos, lutamos, cuidamos. Somos mulheres.

Dia Internacional da Mulher




Este texto faz parte do esforço de blogagem coletiva liderado pela Denise Arcoverde. É ainda uma re-edição do texto postado para celebrar o dia internacional da mulher de 2006. A lista com todos os blogs participantes você pode encontrar no Síndrome de Estocolmo.

6 de março de 2007

Já voltamos!

E faz um bom tempo. Na verade, estamos trabalhando desde a quinta-feira depois das cinzas. Mas é que como sempre, a vida anda corrida e a vontade de postar muito pequena.

Eu lembro com carinho do blog e muitas vezes penso que algum assunto seria perfeito para um post, mas fica só nisso mesmo...

Quem sabe mais pra frente...

Muitos bjs.