26 de maio de 2006

Ai, ai, ai...

São tantas coisas pra falar que não consigo lembrar de nenhuma. Também, quem mandou ficar quase uma década sem se dignar a postar alguma coisa decente. Pois bem, como dizem os entendidos, comecemos do início.

E melhor do que passar o dia trabalhando, é chegar em casa e ver nosso moleque cada vez mais esperto. Gente!! É impossível (pelo menos pra mim, que sou uma aprendiz na arte de escrever) descrever pra vocês em palavras o quanto é fantástico ver uma criança aprendendo as coisas mais simples da vida. O maridão falou sobre isso no post aí de baixo e acho que ele foi muito feliz em mostrar como é nosso moleque aprendendo a comer sozinho. Mas além dessa façanha, tem muito mais... Ele agora fala no telefone como gente grande, com direito a “ahs...” e “uhs...” enquanto o interlocutor fala lá do outro lado. Está muito prolixo nosso garoto... Acho até que vai renegar a carreira da família e partir pra outras bandas, mas isso é assunto pra um outro momento. Ele também dorme sozinho como um rapaz. Depois do banho, dá beijo de boa noite e vai pra caminha dele. Tem dias que pede pra gente ficar no quarto com ele um pouco, mas depois pega no sono sozinho. Coisa mais linda do mundo. E quem quiser pode me chamar de mãe coruja que eu nem ligo. Sou mesmo!

Outra coisa bacana que aconteceu foi que agora posso dizer que nós fomos os cupidos de um novo casal. Pelo menos eu acho que fomos. Afinal, a Aline e o Tini se conheceram porque liam a gente. Assim, me sinto totalmente no direito de nos intitular cupidos desse romance.

Ah! Não dava pra deixar passar em branco a história da carne assada do dia das mães. Foi muito (mas muito mesmo) engraçado. Sabe, eu também estava morrendo de rir enquanto travava a luta pra fazer a bendita da lingüiça aceitar ser enfiada dentro da carne. Quando vi o maridão por perto então... sabia que boa coisa ele não tava pensando. Mas, como eu tava perto dos meus pais, não dava pra falar qualquer bobagem. Só me restou conter o riso e continuar com essa tarefa meio culinária meio sádica. E quem nunca enfiou uma lingüiça gigante dentro de um pedaço de lagarto redondo não faz idéia do que eu estou falando.

Tem mais. O dia do aniversário do maridão passou e eu não tive oportunidade de declarar aqui o quanto estava feliz por passar mais uma vez esta data com ele. Já se vão dez aniversários que comemoramos juntos. São sempre datas muito gostosas (até porque aniversário do maridão sem pizza não rola). Assim, mesmo atrasada, estou aqui desejando todas as felicidades do mundo pra esse homem que é o mais velho dentre os homens da minha vida.

Já vou adiantando aqui que na semana que vem a chapa por aqui vai estar pra lá de quente... não esperem posts. Quem sabe na outra semana, se as coisas estiverem mais tranqüilas.

Ah, por falar em chapa quente... compramos o CD do DJ Malboro, o Funk Brasil. Isso pra vocês verem que eu não sou preconceituosa com respeito à estilos musicais. Gente, adorei! Se vocês tiverem um pouco de paciência com o ritmo batido e meio cansativo e prestarem atenção nas letras vão morrer de rir. Tem algumas muito engraçadas como “Dona Gigi” e “ Cabelo Encolheu”. Ouçam e divirtam-se, porque, como disseram Amilcka e Chocolate: é som de preto, de favelado, mas quando toca ninguém fica parado.

25 de maio de 2006

Coisas Simples

E aí meu povo! Estamos muito relapsos com esse blog. Antes que eu me esqueça, deixo aqui os agradecimentos pelas felicitações, parabéns e afins que um mundaréu de gente deixou pra mim tanto aqui nos comentários quanto no orkut. Fiquei muito feliz, envaidecido e emocionado. Bah, emocionado não, porque macho que é macho não fica emocionado. Humpf.

Lembrei de escrever sobre um assunto muito interessante, pelo menos na minha opinião. Quero falar de coisas simples. Não, não é aquela frescura de aproveitar os momentos, nada disso. É sobre coisas simples no sentido mais restrito do termo. Por exemplo: nosso moleque está aprendendo a comer sozinho. Claro que não é com a destreza adequada, ainda, mas vez ou outra o ajudamos a encher a colher e levar à própria boca. Claro que ele fica todo contente, afinal é um ato de liberdade poder alimentar a si mesmo. É instintivo e simples, mas não é tão trivial quanto possa parecer. O movimento de levar o talher à boca requer um certo controle para girar o pulso, sem falar do posicionamento dos dedos, que precisa ser firme. Mas agora ele pelo menos já consegue comer as frutas picadinhas sozinho. Ele mesmo espeta com o garfinho, fala “espetô” com os olhos arregalados e põe na boca. Uma beleza.

Há coisas simples que não são instintivas nem triviais, mas que são de fato muito simples a partir do momento que você aprende a fazê-las. Parece complicado? Relaxa, vou dar um exemplo que acabei de discutir com a Publicitária. Digitar. Isso mesmo. Digitar. O ato de escrever num teclado de computador usando todos os dez dedinhos. Isso veio da datilografia, e a essência é exatamente a mesma. É extremamente simples digitar. Depois que você aprende, claro. Antes, é um mistério. É uma catação de milho pavorosa. Parece que as letras se escondem de você, e acaba levando segundos intermináveis até que se escreva “sim”. Deve ser infernal conversar no MSN sem saber digitar. O coitado do outro lado cochilaria antes de você terminar uma frase. Pra quem não fez curso de datilografia ou de digitação, resta a tarefa de decorar o teclado até que se possa pelo menos catar milho mais rápido (usando não mais apenas um dedo de cada mão). Enfim, apesar de ser simples, conheço muitas pessoas que não conseguem fazer.

Vou fazer um parêntese bem longo aqui. A Publicitária também acha simples falar no telefone com uma pessoa e conversar com outra no MSN, digitando com as duas mãos e todos os dedos. Humm. Não concordo com isso. Na minha opinião tipicamente masculina e monotarefa, acho que isso requereria (êta palavrinha danada!) ao menos dois cérebros. É tipo assobiar e chupar cana, ou bater o escanteio e cabecear. Pode até não ser fisicamente impossível (duvido muito!), mas não é simples e pronto. Humpf.

Como não podia deixar de ser, descobri uma coisa simples (simples de verdade, não essas esquisitices que citei no parágrafo anterior) que não consigo fazer nem com ajuda divina. Dar nó em bola de gás. Isso mesmo. É, bola, bexiga, balão. Esses de aniversário de criança, que você enche soprando e depois tem que dar um nó na ponta pra que não esvazie. Pois é. Estava eu brincando com o moleque com uma dessas, quando ele espetou a dita cuja com alguma coisa e a bola estourou. Eu, mais que depressa, disse: “papai vai encher outra pra você”. Fui lá no armário dele, que tem um saco cheio dessas bolas vazias, catei uma e enchi. Só faltava dar o nó. A teoria era clara na minha cabeça. Basta pegar a ponta, esticar e dar a volta em dois dedos, depois puxar a ponta entre os dois dedos fazendo o nó. Sei. Bom, depois de mais de vinte tentativas frustradas o moleque desistiu de esperar e foi brincar com outra coisa. Eu continuei lá, firme e forte, tentando de todas as formas dar o maldito nó. Como meus dedos são meio grossos, até duas colherzinhas de café eu usei pra tentar dar a volta com a ponta da bola. Uma meia hora se passou e nada de nó. Quando estava quase desistindo a patroa apareceu, e eu lhe pedi que me mostrasse como fazer o nó (ela é exímia fazedora de nós em bola de gás). Quem sabe eu estivesse fazendo algo errado, sei lá. Ela disse: “mas é só pegar a ponta, dar a volta em dois dedos e depois passar a ponta entre eles... é muito simples”. E foi o que ela fez. Pegou a bola, fez lá essa mágica e me mandou a bola, que veio flutuando até minhas mãos. Muito simples. Humpf.

16 de maio de 2006

Mães

– Isso. Abre aí.
– Será que já dá?
– Dá sim. Empurra com força.
– Nossa senhora. Não tá querendo entrar não... esse troço é muito grosso.
– Então tira e abre mais.
– Tá. Pronto. Se abrir mais do que isso, vai acabar rasgando!
– Isso. Agora enfia devagar. Vai rodando.

Nessa hora eu saí de perto. Comecei a ter visões obscenas e fui incapaz de segurar as gargalhadas. Agora você vê. Eu, um cara sério, ouvindo isso dos lábios da patroa e da mãe dela. Eu tava quieto, passando pela cozinha, e de repente vejo a cena. Elas duas tentando enfiar uma lingüiça gigantesca dentro de um pedado de lagarto redondo. Coitado do lagarto. Mas que foi muito gozado foi. Mas só no sentido figurado. Humm. De fato gozamos do lagarto no almoço do dia das mamães.

Parabéns atrasado à todas as mulheres desse Brasil. Sim, porque ninguém me engana. Sei que toda mulher quer ser mãe, então dá no mesmo.

15 de maio de 2006

"O amor e o amor plagiado"

Faz um tempão eu escrevi aqui uma parte de um texto lindo escrito pelo Alexandre Inagaki, que eu não sabia que era dele. Pois é, lá eu deixei um pedido para que quem soubesse me dissesse quem era o autor e eu daria os devidos créditos. Pois bem, passado um montão de tempo a Vanessa Lampert (que escreve o blog Autor Desconhecido) fez a gentileza de me esclarecer sobre o famoso autor do texto. Estou aqui para deixar os créditos e aproveito para reproduzir o texto na íntegra abaixo (vale a pena porque é lindo). Agora, leiam também os comentários do Alexandre no Digestivo Cultural sobre como ele acabou se tornando um "Autor Desconhecido".

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Todos os dias morre um amor. Quase nunca percebemos, mas todos os dias morre um amor. Às vezes de forma lenta e gradativa, quase indolor, após anos e anos de rotina. Às vezes melodramaticamente, como nas piores novelas mexicanas, com direito a bate-bocas vexaminosos, capazes de acordar o mais surdo dos vizinhos. Morre em uma cama de motel ou em frente à televisão de domingo. Morre sem beijo antes de dormir, sem mãos dadas, sem olhares compreensivos, com gosto de lágrima nos lábios. Morre depois de telefonemas cada vez mais espaçados, cartas cada vez mais concisas, beijos que esfriam aos poucos. Morre da mais completa e letal inanição.

Todos os dias morre um amor. Às vezes com uma explosão, quase sempre com um suspiro. Todos os dias morre um amor, embora nós, românticos mais na teoria do que na prática, relutemos em admitir. Porque nada é mais dolorido do que a constatação de um fracasso. De saber que, mais uma vez, um amor morreu. Porque, por mais que não queiramos aprender, a vida sempre nos ensina alguma coisa. E esta é a lição: amores morrem.

Todos os dias um amor é assassinado. Com a adaga do tédio, a cicuta da indiferença, a forca do escárnio, a metralhadora da traição. A sacola de presentes devolvidos, os ponteiros tiquetaqueando no relógio, o silêncio ensurdecedor depois de uma discussão: todo crime deixa evidências.

Todos nós fomos assassinos um dia. Há aqueles que, feito Lee Harvey Oswald, se refugiam em salas de cinema vazias. Ou preferem se esconder debaixo da cama, ao lado do bicho-papão. Outros confessam sua culpa em altos brados, fazendo de penico os ouvidos de infelizes garçons. Há aqueles que negam, veementemente, participação no crime, e buscam por novas vítimas em salas de chat ou pistas de danceteria, sem dor ou remorso. Os mais periculosos aproveitam sua experiência de criminosos para escrever livros de auto-ajuda com nomes paradoxais como O Amor Inteligente ou romances açucarados de banca de jornal, do tipo A Paixão Tem Olhos Azuis, difundindo ao mundo ilusões fatais aos corações sem cicatrizes.

Existem os amores que clamam por um tiro de misericórdia: corcéis feridos.

Existem os amores-zumbis, aqueles que se recusam a admitir que morreram. São capazes de perdurar anos, mortos-vivos sobre a Terra teimando em resistir à base de camas separadas, beijos burocráticos, sexo sem tesão. Estes não querem ser sacrificados, e, à semelhança dos zumbis hollywoodianos, também se alimentam de cérebros humanos, definhando paulatinamente até se tornarem laranjas chupadas.

Existem os amores-vegetais, aqueles que vivem em permanente estado de letargia, comuns principalmente entre os amantes platônicos que recordarão até o fim de seus dias o sorriso daquela ruivinha da 4ª série, ou entre fãs que ainda suspiram em frente a um pôster do Elvis Presley (e, pior, da fase havaiana). Mas titubeio em dizer que isso possa ser classificado como amor (bah, isso não é amor; amor vivido só do pescoço pra cima não é amor).

Existem, por fim, os amores-fênix. Aqueles que, apesar da luta diária pela sobrevivência, das contas a pagar, da paixão que escasseia com o decorrer dos anos, da TV ligada na mesa-redonda ao final do domingo, das calcinhas penduradas no chuveiro e das brigas que não levam a nada, ressuscitam das cinzas a cada fim de dia e perduram – teimosos, e belos, e cegos, e intensos. Mas estes são raríssimos, e há quem duvide de sua existência. Alguns os chamam de amores-unicórnio, porque são de uma beleza tão pura e rara que jamais poderiam ter existido, a não ser como lendas. Mas não quero acreditar nisso.

Um dia vou colocar um anúncio, bem espalhafatoso, no jornal.

PROCURA-SE: AMOR-FÊNIX (oferece-se generosa recompensa)

Olá pessoal!

É, vejamos: séculos sem escrever! Eu sei, eu sei. A gente meio que deu uma abandonada no blog. Mas, como eu disse aí embaixo, nós andamos (do verbo que continuamos andando) muito ocupados. Saímos de um estado de praticamente sem trabalho para uma fase de trabalho total. Bom por um lado (ninguém agüenta ficar sem fazer nada por muito tempo) e ruim por outro (tá faltando tempo pras coisas gostosas como escrever no blog e ler os posts de vocês).

Resumindo brevemente este período só posso dizer que estamos muito bem, felizes e com saúde. O pequeno está ficando enorme! Já quase não usa mais fraldas e dorme numa caminha (não mais no berço). Fizemos uma pequena arrumação no quartinho dele, com direito à pintura nova e reorganização dos móveis. Ah, por falar nisso, passei um ótimo dia das mães, para quem quiser saber. Ficamos em casa eu, minha mãe, minha sogra e minha cunhada (além dos rapazes, é claro). O almoço estava uma delícia e o vinho melhor ainda.

Quanto às questões da vida, que costumamos discutir aqui com vocês, essas continuam batendo à porta todos os dias. Só não tem dado pra escrever sobre elas, mas sempre nos lembramos que esse ou aquele determinado assunto “merece um post”. Dentre estes assuntos, coisas prosaicas e marcantes, como a maravilha de ver nosso moleque aprendendo tudo (tudo mesmo!!) em tão pouco tempo e ou como a violência está querendo tomar conta do nosso país.

Mas como as oportunidades pra escrever tem sido muito poucas, não vou ocupar o espaço hoje com as nossas divagações. Vamos ficar só com as saudades e com a certeza de que em breve tudo vai ficar mais tranqüilo e vamos poder voltar à programação normal.

Enquanto isso, muitos bjs pra vocês.

8 de maio de 2006

Oi gente...

Mais uma semana e nada de posts... A coisa tá apertada mesmo.

Mas estamos lendo o que vocês escrevem, na medida do possível.

Bjs

2 de maio de 2006

Notícias...

Bem, tivemos um final de semana excelente.

A semana de trabalho já começou bombando (como se diz por aí) e não tivemos tempo ainda pra escrever alguma coisinha mais elaborada. Mas temos ótimas idéias na cabeça...

No mais, tudo azul.

Bjs