23 de fevereiro de 2006
Notas
Bem, bateu uma mania de perseguição e resolvemos retirar do blog informações que possam nos identificar (como fotos e nomes reais). É uma pena, mas como temos que ganhar o leitinho do pequeno, não podemos nos arriscar...
Não estranhem por favor...
Carnaval
Bem, estaremos iniciando o feriado de carnaval antecipadamente. Logo, amanhã (sexta-feira) estaremos nos braços de momo. (Não! É claro que não! A gente detesta carnaval... vamos ficar só em casa mesmo).
Nos vemos na quarta-feira (quem sabe na quinta-feira). Bom feriado para todos.
Utilidade pública
Se quiserem saber melhor sobre como usar nos seus blogs leiam as instruções gentilmente escritas pela Denise aqui.
Eu escolhi um videozinho básico da Madonna porque... oras, porque eu gosto dela e porque o vídeo pertence aos bons tempos, antes dessa palhaçada toda de dance.
Um grande bj e até a próxima.
Notícias
Médicos são flagrados vendendo falso tratamento com células-tronco
SÃO PAULO - Clínicas de São Paulo estão receitando e aplicando, na clandestinidade, tratamentos falsos. Os médicos iludem os pacientes afirmando que serão aplicados medicamentos à base de células-tronco. As vítimas normalmente estão desesperadas e acabam pagando caro pelo suposto tratamento. Dois médicos, um homem e uma mulher, foram flagrados pela reportagem do "Jornal Nacional", aplicando o golpe.
(...)
Segundo a mãe, a promessa foi feita no consultório de Requena. Ele mostrou um pó. Disse que eram células-tronco, uma esperança de regenerar as lesões no cérebro de Karine. A menina tomou duas doses. Na primeira vez, a reação foi uma febre alta. A mãe ligou para o médico. Na semana seguinte, depois de tomar a segunda dose, Karine teve uma convulsão.
Eu não sei vocês, mas nessas horas eu começo a imaginar se a pena de morte não tem lá seus fundamentos... Essa gente acha mesmo que qualquer coisa é valida por causa de dinheiro? Fala sério!
Governo reduz de 20% para zero a tarifa sobre importações
Juliana Rangel - Globo Online
BRASÍLIA - A Câmara de Comércio Exterior (Camex) decidiu nesta quarta-feira reduzir de 20% para zero a alíquota de importação de álcool anidro e sua conseqüente inclusão da lista de exceções à Tarifa Externa Comum (TEC) do Mercosul.
(...)
- A princípio, não vejo essa medida afetando os preços no Brasil porque desconhecemos a oferta de álcool no mercado internacional. Ao contrário, eles é que querem comprar o álcool brasileiro - explicou Alisio Vaz , vice-presidente do Sindicato Nacional das Empresas Distribuidoras de Combustíveis e de Lubrificantes (Sindicom).
Para ele, não há muito a fazer para reduzir a escalada dos preços, a não ser a redução da mistura do álcool na gasolina, de 25% para 20%, medida que será publicada no Diário Oficial nesta quinta-feira.
(...)
O Brasil destina 500 milhões de litros/mês de álcool anidro para adicionar à gasolina tipo C. Com a redução, o consumo cairá para 400 milhões de litros. Ou seja, haverá uma economia de aproximadamente 100 milhões de litros mês no consumo de álcool anidro no país, de acordo com o governo.
Pois é. Até aí morreu neves. Agora, eu vi ontem no Jornal Nacional que a medida de redução da mistura do álcool na gasolina irá refletir no preço da gasolina para o consumidor final. Interessante... Eles melhoram o preço do álcool e pioram o da gasolina? Alguém sempre vai sair f#&*@% dessa história, vocês não acham?
Governo adia conversão de pulso para minuto por um ano
Luiza Damé - O Globo
Globo Online
BRASÍLIA - Depois de reunião na Casa Civil nesta quarta-feira, o ministro das Comunicações, Hélio Costa, anunciou o adiamento por um ano da conversão de pulso para minuto nas contas de telefone fixo. A conversão entraria em vigor no próximo dia 1º de março.
O ministro justificou a decisão afirmando que a mudança traria prejuízo para os consumidores. Ele disse que o acesso à internet teria um acréscimo de 100% nas contas e que os consumidores que falassem acima de três minutos também teriam prejuízo. Segundo cálculos do Instituto de Defesa do Consumidor (Idec), ligações de até uma hora teriam acréscimo de 165,76%. Pessoas que gastam meia hora por dia na internet discada poderiam passar de um custo de R$ 30 para R$ 75 por mês. Hélio Costa disse que somente as ligações de até três minutos teriam ganho ( clique e saiba mais ).
Ufa!! Ainda bem que alguém pôs a boca no trombone antes que a gente entrasse pelo cano novamente. Mas tem que ficar alerta porque senão, no ano que vem, eles enfiam mais esse pepino goela abaixo do povo e a gente só vai ficar sabendo depois, quando estiver com indigestão.
No dia em que galinha criar dente? Esse dia chegou
Agências Internacionais
RIO - Melhor pensar duas vezes antes de prometer que cumprirá algo no dia em que galinha tiver dente. Ela já teve, naturalmente. E voltou a ter, graças a uma pesquisa britânica. Cientistas da Universidade de Manchester manipularam genes de galinha para criar uma variação dentada.
A pesquisa foi possível depois que o bico de uma galinha mutante, morta há cerca de cinco décadas, foi reexaminado, e dentes foram encontrados. A formação deles é similar à dos dentes dos crocodilos.
Ai meu Deus! Lembra daquela história do porco verde fosforescente? Pois é! Medo!
Transformou a casa na "Enterprise" e faliu

O designer inglês Tony Alleyne é um "trekkie" corajoso. Este fã do seriado "Jornada nas Estrelas" resolveu bancar do próprio bolso a metamorfose de seu apartamento em Leicester, Inglaterra, numa cópia fiel do interior da espaçonave "Enterprise". Tudo começou quando a mulher de Alleyne pediu o chapéu e abandonou o barco: foi a senha para ele estourar o limite de 100 mil libras em QUATORZE cartões de crédito para realizar o seu grande sonho.
Paredes pré-moldadas, painéis com controle sensíveis ao toque, um console central, a cópia fiel do teletransportador (incluindo feixes de luz verticais e o escambau), está tudo lá. Quando viu o buraco negro financeiro em que havia se metido, Tony colocou o apartamento à venda no eBay por 2 milhões de dólares mas não conseguiu nenhum "trekkie" endinheirado para comprá-lo. Ele tem um consolo: com as milhas acumuladas nos cartões de crédito, certamente poderá tirar uma passagem nos vôos espaciais que serão realizados pela Virgin Galactic em breve.
O sujeito deve ser maluco de pedra, mas que ficou maneiro ficou...
Um grande bj e até a próxima.
22 de fevereiro de 2006
Ainda sobre as listas...
Também sou contra correntes. Por exemplo, acho um saco aqueles e-mails .pps que no final enfatizam que o mesmo deve ser enviado para um número X de pessoas, caso contrário todas as maldições do universo irão cair sobre você. Concordo que não existe coisa mais chata.
Logo, se escrevi (e convenci o maridão a escrever) uma lista com minhas manias é porque jamais encarei essa brincadeira como uma corrente. De fato, só achei divertido e imaginei que seria legal mostrar um pouco da minha intimidade para todos que gostam de ler o que escrevemos.
Se no convite (que transcrevo abaixo) que enviei aos poucos blogueiros que já tive oportunidade de trocar um ou outro comentário (e que por esse motivo se tornaram um pouco mais próximos, mesmo que virtualmente) eu disse que estavam intimados a participar da brincadeira foi para tornar o texto do convite mais divertido. Quem sou eu para intimar ou obrigar alguém a fazer (ou escrever) qualquer coisa que não queira. Perdoem-me se assim fui interpretada.
Por fim, prometo não incomodar mais ninguém com este tipo de brincadeira (palavra de escoteiro).
Um grande bj e até a próxima.
Você tem manias??? Heim??? Então. Você está convocado pra falar um pouco da sua intimidade e listar essas manias que te fazem essa pessoa tão especial no seu blog (É! É pra todo mundo ver mesmo... deixa de ser chato!). Dá uma olhada no meu blog e veja as regras. E para de reclamar e dizer que não gosta dessas brincadeiras...
Holoscan a pu#%quepa#$%
....
É! E destruiu totalmente o meu template (deu pra perceber?) ... Também, quem mandou usar um treco que não conhece acentuação?!!! Já arrumo tudo... SACO! Tá, tá! Já tô mais calma...
....
Tudo bem! Tudo bem! Quem foi o gênio que disse: bacana esse négocio... podia usar! Uhrg!
Listas...
"Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogs aviso do 'recrutamento'. Ademais, cada participante deve reproduzir este 'regulamento' no seu blog".
As manias da Navegadora
1. tenho mania de usar creme nas mãos. Pois é! Euzinha, pouco afeita às coisas-de-menina, não passo sem um creminho na mão. Não adianta! Lavei a mão tenho que passar creme, senão morro;
2. tenho mania de dormir coberta. Não importa se tá calor... pelo menos um lençol. Caso contrário, eu não durmo mesmo e se dormir tenho pesadelos;
3. tenho mania de escovar os dentes no chuveiro... eu sei que não é ecologicamente correto, mas essa é uma mania e, como tal, não tem explicação plausível e nem é passível de discussões ecológicas;
4. tenho mania de não fazer absolutamente nada na vida antes de tomar café de manhã. Bem, agora o pequeno mudou um pouco essa mania porque ele quer mil coisas logo que acorda... mas eu ainda fico meio zumbi antes do café;
5. ah! Tenho mania de ler o final do livro antes de terminar a leitura do mesmo... nem vem discutir, porque mania é mania e eu não estou sozinha nessa.
As manias do Test
1. Vou começar logo pela mais nojenta, abominável e pavorosa de todas. Tenho mania de comer os dedos. Tá, claro que não “como” os dedos literalmente, senão eu já não os teria mais. Mas enfim, vendo filmes, ou então lendo, ou sei lá mais o que, fico futucando os dedos. O indicador futuca o polegar, depois o indicador da outra mão futuca o médio, e por aí vai. Acaba que as pelinhas vão se soltando, e eu depois preciso arranca-las com os dentes. É deprimente, eu sei. Preciso fazer terapia.
2. Tenho mania de comer biscoitos. Preferencialmente salgados, tipo cream cracker ou água e sal, porque pelo menos eles engordam menos. Se eu tô com fome, cato biscoito pra comer. Pode ser que vá almoçar dentro de poucos minutos. Não importa. Biscoito nunca atrapalha meu apetite. Ah, e de vez em quando como biscoito de sobremesa. Na verdade, acho que sou o único ser humano que gosta de comer biscoito cream cracker puro e a seco.
3. Tenho mania de colecionar coisas. Quando criança, colecionei caixas de fósforo, chaveiros, chapinhas de garrafa, figurinhas de chiclete, moedas e cédulas antigas, sendo que a preferida e mais bem cuidada era a coleção de selos. Na adolescência, colecionava basicamente revistas Quatro Rodas. Depois de adulto, passei a colecionar livros, CDs, DVDs, só que isso não é bem uma coleção. É mais um ciúme que tenho deles.
4. Tenho mania de arrumar as minhas coisas. Não gosto de ver os meus livros, CDs, DVDs bagunçados, sem ordem nenhuma. Como é que vou fazer pra achar um CD no meio de outros duzentos, se não existe uma ordem clara? Tem que classificar como nacional, internacional, cantor, cantora, grupo, e por aí vai.
5. Tenho mania de deitar na cama à noite pra ver televisão sem escovar os dentes. Obviamente, acabo cochilando, e depois tenho que levantar pra fazer isso, porque não consigo dormir sem escovar os dentes. Humm, que contraditório, né?
E os indicados são...
Jana
Cláudia (que fez uma lista muito bacana de 100 coisas pra realizar em 2006)
Tinimuzel
Kingofthefools
21 de fevereiro de 2006
U2

Sem nada mais a declarar...
One (Um)
Ouça aqui: Globo Online Áudio
Is it getting better / Está melhorando
Or do you feel the same? / Ou você se sente a mesma?
Will it make it easier on you now / As coisas vão ficar mais fáceis para você
You got someone to blame? / Agora que você tem alguém para culpar?
You say / Você diz
One love, one life / Um amor, uma vida
When it's one need / Quando é uma necessidade
In the night / Na noite
One love / Um amor
We get to share it / Temos que compartilha-lo
It leaves you, baby / Ele te abandona, baby
If you don't care for it / Se você não cuida dele
Did I disappoint you / Eu te desapontei
Or leave a bad taste in your mouth? / Ou deixei um gosto ruim em sua boca?
You act like you never had love / Você age como se nunca tivesse tido amor
And you want me to go without / E quer que eu continue sem nenhum
Well, it's too late / Bem, é muito tarde
Tonight / Esta noite
To drag your past out / Para trazer o passado à tona
Into the light / Para a luz
We're one / Somos um
But we're not the same / Mas não somos os mesmos
We get to carry each other / Temos que carregar um ao outro
Carry each other / Carregar um ao outro
One / Um
Have you come here for forgiveness? / Você veio aqui pelo perdão?
Have you come to raise the dead? / Você veio levantar os mortos?
Have you come to play Jesus / Você veio aqui bancar o Jesus
To the lepers in your head? / Para os leprosos que você inventa?
Did I ask too much / Eu te pedi muito
More than a lot? / Mais do que devia?
You gave me nothing now / Você não me deu nada agora
It's all I got / É tudo que eu tenho
We're one / Somos um
But we're not the same / Mas não somos os mesmo
We will / Nós vamos
We hurt each other / Ferimos um ao outro
Then we do it again / Então fazemos de novo
You say / Você diz
Love is a temple / O amor é um templo
Love, a higher law / O amor é uma lei suprema
Love is a temple / O amor é um templo
Love, the higher law / O amor é a lei suprema
You ask me to enter / Você me pede para entrar
And then you make me crawl / E então você me faz rastejar
And I can't be holding on / E eu não posso continuar me agarrando
To what you got / Ao que você tem
When all you got is hurt / Quando tudo que você tem é dor
One love / Um amor
One blood / Um sangue
One life you got / Uma vida você tem
To do what you should / Para fazer o que deve
One life / Uma vida
With each other / Um com o outro
Sisters, brothers / Irmãs, irmãos
One life / Uma vida
But we're not the same / Mas não somos os mesmo
We get to carry each other / Temos que carregar um ao outro
Carry each other / Carregar um ao outro
One ... one / Um... um
20 de fevereiro de 2006
Os shows da minha vida.
Já curti alguns shows bacanas na minha vida. É fato que não foram muitos, mas foram muito bons. Fui no Maracanã assistir os mesmos Stones em um Hollywood Rock nos idos de 1995 (veja bem: eu NÃO estou velha! Eu era novinha na época, ta?!). Também é verdade que não gostei muito não, afinal os caras não são da minha época e têm um estilo digamos, meio pesado pro meu gosto. Também fui ver o Bon Jovi (banda) na Apoteose no mesmo ano de 1995. Desse gostei bem mais! Além disso, tem um fato marcante nesse show: o maridão também foi, mas não éramos namorados ainda e obviamente não nos encontramos. Logo esse é um comentário bobo e sem sentido.
Durante o período da faculdade e de namoro eu e o maridão curtimos shows nacionais dos melhores. Fomos ver a Ivete (ainda no tempo da Banda Eva), o vovô Lulu Santos (que mesmo com os cabelos brancos ainda batia e bate um bolão) e o Sr. Herbert Viana e Cia. em um show impagável dos Paralamas antes do acidente. Tudo isso no finado Metropolitan (que já mudou de nome infinitas vezes e eu não sei como se chama agora, mas com certeza Algum-nome-de-empresa Hall).
Mas passou! Passou o tempo que eu tinha a disposição necessária para lançar mão do tênis velho-de-guerra e encarar a multidão, de ficar lá cantando como uma louca e pulando feito uma macaca. Simples assim: passou. E eu respeito muitíssimo quem ainda tem esse pique, como minha cunhada fez recentemente. Dou força e encorajo, mas não vou mais.
Mas sabe o que é pior? Saber que vou passar desta para melhor sem ter visto alguns shows que eu morria de vontade. A Madonna veio (acho que em 1993) e eu não fui... Pena, porque agora também não vou mais... E o U2? Eles estão aqui e eu não estou muito longe de SP, mas nem em sonho! (tirando, é claro, o fato de que o ingresso pro show está num preço absolutamente impagável).Mas acho que é assim mesmo... A vida vai passando pela gente (ou será que nós é que passamos pela vida?!) e nossos gostos e prioridades vão mudando. Acho que agora prefiro programas mais intimistas, mais calminhos, mais românticos (eu sei, eu sei, toda hora fico falando de coisas românticas... não precisa repetir tinimuzel... vou maneirar, prometo!).
Mas tem uma alternativa maravilhosa: podemos ver tudo do sofá de casa! É meus queridos: hoje eu vou ficar grudadinha na TV pra ver o Bono, pode ter certeza! E se amanhã eu vier trabalhar parecendo um zumbi, nem ligo! Eu não sou a Penélope-charmosa.

Um grande bj e até a próxima.
P.S.: Leia mais sobre o mesmo assunto aqui, aqui e aqui. Ah, tem aqui também.
16 de fevereiro de 2006
Professora de alemão
Ainda morando no Rio, eu e a patroa conhecemos uma senhora bem velhinha, muito simpática e educada, chamada Felícia. Dona Felícia, era como todos a chamavam. Um amor de pessoa. Daquele tipo que você se encanta automaticamente. Tinha muita dificuldade pra andar, mas fazia questão de sair de casa, todos os dias, para se dirigir à empresa onde trabalhava como tradutora e professora de alemão. Na verdade ela prestava serviços à empresa onde eu e a patroa começamos a trabalhar. Teve, na empresa, um passado de muito trabalho, já que a grande maioria dos documentos, manuais de equipamentos, etc, eram originalmente em alemão. Além de traduzir os textos, dava aulas de alemão pra Deus e o mundo. Ao longo dos anos, os textos passaram a vir cada vez mais em inglês, e aos poucos o trabalho dela foi escasseando. Apesar disso, cada novo grupo de funcionários que entrava na empresa acabava montando uma turminha e indo lá pedir aulas para a Dona Felícia. E isso certamente causava nela uma alegria intensa, visto que ela respondia com seu sotaque característico: “Clarro! Que dia é bom parra vocês?”
Participamos da última turminha dela. Éramos quatro alunos portando o livro-texto de alemão. Sentávamos ao redor dela numa mesa de reunião, e a aula era dada no lápis e papel. O apontador à manivela que ficava preso no canto de sua mesa foi o segundo e último que vi da espécie. Antes desse, só o do meu avô, que decorava uma estante no salão de jogos. Acho que estão extintos. Mas enfim, entre uma lição e outra, e sempre à nosso pedido, ela contava alguma passagem da sua vida. Não posso falar pelos outros alunos, mas o meu maior interesse nas cinco ou seis aulas que tivemos não era aprender alemão, e sim aprender com sua história de vida. Ah, claro, e ouvi-la falar Arrarraquarra, porque era a coisa mais engraçada do mundo.Confesso que não lembro direito onde ela nasceu, mas acho que foi numa cidadezinha alemã ou de algum outro país de mesmo idioma, visto que ela falava alemão fluentemente. Saiu fugida de sua cidade natal por conta da segunda guerra mundial. Ela contava que os nazistas invadiam as cidades e raptavam as moças novinhas (ela devia ter uns 15 ou 18 anos na época) pra formar a tal raça pura que eles falavam. Ou seja, pegavam as meninas, à força, pra procriar. Pura barbárie. A fim de escapar disso, seu pai a mandou para o Brasil. Aqui, ela encontrou um grego pelo qual se apaixonou, e acabou casando.
− Epa! Peraí! Desde quando uma alemã e um grego conseguem entender o que o outro fala?
Pois eu mesmo perguntei como eles faziam pra se comunicar, e ela disse, com aquele sorrisinho maroto de uma senhora de mais de 80 anos: “Dávamos um jeito. Eu aprrendi a falarr um pouquinho de grrego, e ele aprrendeu a falarr um pouquinho de alemão. E nós dois estávamos aprrendendo o português.” Pensando bem, quem é que disse que o amor precisa de palavras?
Na época das nossas aulas, o marido já havia falecido há alguns anos, mas ela não parecia triste com isso. Muito pelo contrário. Ela transparecia que tinham tido uma vida maravilhosa, sem coisas não-ditas, sem meias-palavras. Era ainda, sim, apaixonada pelo marido. Apaixonada pela vida que tiveram juntos. Era uma pessoa feliz por tudo que a vida havia lhe dado.
Logo depois Dona Felícia adoeceu, e muito a contragosto, parou de trabalhar à pedido do filho que cuidava dela. Aos poucos, as notícias sobre seu estado de saúde foram rareando, e depois de três anos, ninguém sabe dizer se ela ainda está viva. Parece até que ela era um anjo que veio nos agraciar com sua presença, e de uma forma ou de outra, terminou sua missão. Gosto de pensar assim, e o fato de não ter me despedido dela gera em mim uma esperança. Esperança de um dia vê-la novamente, olhar para aquele rosto levemente maquiado e emoldurado por um gigantesco par de óculos com armação de plástico, cumprimentá-la dando um suave aperto em suas mãos delicadas, e dizer apenas: “obrigado por ser minha professora de alemão”.
Juntando pecinhas
Ta bom, tá bom... Eu admito! Montar mesmo, do começo ao fim, tudinho, tudinho, só montei um. Vou contar (mais ou menos) como foi: nas primeiras férias que eu e o maridão tiramos juntos depois do casamento decidimos pegar emprestadas as chaves da casa do meu tio em Paty do Alferes (interior do RJ) e passar uma semana por lá. Bem, pros que não conhecem, em Paty faz bastante frio no inverno e, pra não contrariar a regra, estava um frio de doer os ossos. Além disso, como meu tio nunca foi muito fã de televisão, a casa só dispõe de um aparelho de 14 polegadas, sem vídeo ou DVD. Portanto, não dava pra fazer muita coisa por lá. Demos graças à deus por termos lembrado de levar o quebra-cabeça que tínhamos acabado de comprar e decidimos que passar o tempo montando a “Santa Ceia” (com 1000 peças) era uma idéia maravilhosa. Devidamente agasalhados, abrimos espaço na mesa da sala e colocamos mãos à obra. Bem, hoje fica difícil de lembrar mais detalhes porque já passou um tempo considerável, mas algumas coisas ficaram marcadas: lembro de ter achado muito difícil; lembro de que à noite ficava muito escuro e precisamos usar um abajur pra ver as cores das peças; lembro de que quando terminamos de montar eu achei a coisa mais linda do mundo; lembro de que foi uma das coisas mais românticas que fizemos juntos. Isso mesmo... Decididamente, montar quebra-cabeça à dois é uma coisa altamente romântica!
Depois deste (que ficou guardado apenas na memória porque, no dia de irmos embora, desmontamos o dito cujo e nem uma foto tiramos) o maridão montou outro, ainda maior, praticamente sozinho. Pobrezinho! Dessa vez já estávamos morando aqui em Poços e eu estava ligeiramente grávida (mais ou menos uns 8 meses). Já não tinha paciência pra fazer nada... quando não estava no trabalho (eu trabalhei até a última semana de gestação) ficava praticamente o tempo todo deitada com dores terríveis nas costas. O pobre do maridão já não sabia mais o que fazer pra se distrair e ficar por perto, ao mesmo tempo. Passamos numa loja e ele se encantou com um quebra-cabeça de 3000 mil peças. Não pensamos duas vezes, levamos o brinquedo pra casa... Eu até prometi que ia ajudar, mas o peso da barriga não permitia que eu ficasse muito tempo debruçada na mesa, e em pouco tempo eu desisti da empreitada. Mas o maridão foi guerreiro e terminou de montar tudinho poucos dias antes do pequeno nascer! Ficou lindo de morrer... Desse a gente tem foto. Foram dias deliciosos esses também... Diferente do primeiro, que eu participei e achei romântico porque foi uma coisa que fizemos juntos, dessa vez o romantismo estava no fato do esforço que o maridão fez pra agüentar a chatice da grávida aqui poucas semanas antes do parto...Bem... como estamos pensando em aumentar a família num futuro relativamente próximo, eu já estou imaginando o maridão montando outro quebra-cabeça. Quem sabe o mesmo que o Marco tá montando, com a bagatela de 5000 peças... Apesar de que agora fica um pouco mais difícil, porque o pequeno certamente vai querer “ajudar”... Sei lá! Mas o que queria mesmo dizer é que quebra-cabeça e namoro combinam fortemente. Nada mais gostoso do que ficar juntinho do ser amando procurando pecinhas (será?!). Ah! Experimentem e depois me contem...
Um grande bj e até a próxima.
15 de fevereiro de 2006
Prostituição: profissão?
Claro que não me tornei cliente dela, afinal não tinha como pagar pelo serviço (afinal não era nada barato), e além disso ela atendia em Sampa. Ah sim, claro, sou casado também, mas apesar disso me impedir, não impede muita gente. Ah, vamos deixar isso pra lá, porque nem é disso que quero falar. O fato é que me tornei leitor assíduo do blog da moça desde meados de 2004 mais ou menos. Acompanhei os dramas, os planos, as euforias, as angústias, e uns dois ou três namoros que teve antes de encontrar o companheiro atual. Posso dizer que fui um dos primeiros a comprar o livro dela, ainda na primeira edição, na mesma semana que foi lançado. Li e então conheci um pouco mais da menina por trás da Bruna. Descobri que se chamava Raquel Pacheco (Kel pros íntimos), que tinha sido adotada, que foi criada numa família de alta renda. Combinava com os ataques de frescurite que tinha de vez em quando. Saiu de casa por não mais suportar o clima que ela própria construiu por conta das rebeldias típicas de adolescente-filhinha-de-mamãe.
Enfim, cometeu muitos erros, mas manteve a sanidade. Por pouco. Tentou se matar, e olha que ela tentou com convicção. Não foi aquela frescura de tomar remédio, nem de passar navalha nos pulsos pra chamar atenção. Na verdade, acho que quando ela encostou a arma do pai na cabeça (ou na boca ou no queixo, não lembro mais) e apertou o gatilho, ela realmente matou alguma coisa. Por um momento ficou confusa por ainda estar viva, mas quando viu que a arma estava sem balas, acho que ela entendeu que tinha matado a pessoa que era. Desse jeito, só restava renascer.
Saiu de casa e caiu na prostituição acho que pelo dinheiro rápido ao qual estava acostumada. Antes, pedia dinheiro aos pais em troca de obediência. Era rápido e fácil, mas tinha que engolir o orgulho. Depois passou a roubar coisas de casa e vender pra ter o dinheiro. Era rápido e fácil, mas tinha que conviver com o peso na consciência. Na rua, passou a vender não o corpo, porque este continuava sendo dela, mas sim prazer, a quem quisesse pagar. Era rápido, mas muito longe de ser fácil. Assim, reencontrou o caráter e a honestidade que havia perdido há muito. Do mesmo jeito que a prostituição a levou às drogas e quase ao fracasso até decidir livrar-se delas, também a fez amadurecer. Deixou de ser uma adolescente e se tornou uma mulher.
Sempre torci pra que ela desse certo. Por que não? Afinal, ela é uma menina como outra qualquer, que vive sua vida, não faz mal pra ninguém, faz planos de cursar psicologia, sonha em ter filhos. Diz que não se arrepende de nada do que fez, mas sofre por estar longe do contato com a família. É insegura como todos nós. É exatamente como a maioria de nós. Trabalhou uns anos fazendo algo que às vezes gostava, às vezes não. Mas tinha as rédeas da vida nas mãos, e foi atrás do seu sonho.
Imagina se colocarmos a prostituição como sendo “fazer algo do qual não nos orgulhamos em troca do dinheiro”? E quem é que gosta do seu trabalho 100% do tempo? Vai lá. Pergunta por aí. Vai descobrir que é difícil encontrar um motoboy que sonhou viver em cima de uma moto arriscando a vida. Vai descobrir que porteiros de prédio sonhavam em ser administradores, que administradores queriam ser engenheiros. Vai descobrir que advogados gostariam de ser jogadores de futebol, que jogadores de futebol queriam ser médicos, que médicos queriam ser tenistas. Vai descobrir que físicos queriam ser pianistas, e que pianistas queriam ser bailarinas. Pergunte pra mim e vai descobrir que muitas vezes fico frustrado por ter escolhido a carreira segura em detrimento do sonho de pilotar carros. Sabe o que todos temos em comum? A prostituição. Em maior ou menor grau, acabamos nos prostituindo. Vendemos nossa mente, nosso corpo, nossa vida, nossa alma, em função de um dinheiro nem sempre tão necessário. “Mas e nossas famílias, nossos filhos, nossos desejos materiais?” você pergunta. “Não posso largar tudo, emprego, salário fixo, pra correr atrás de um sonho!”, você diz. Tá, eu sei. Eu sei.
Tomara que pelo menos algum de nós consiga um dia tomar as rédeas da própria vida e correr atrás dos seus sonhos. A Raquel tá aí pra servir de exemplo, e torço tanto por ela quanto por mim e por você.
Foto extraída do site
Olhares.Prostituição e Marketing
O assunto tá na moda. É inegável que a internet, e mais recentemente o restante da mídia (como revistas, jornais e até a televisão), trouxe às pessoas uma nova visão sobre uma profissão antiga. Dizem até que é a mais antiga, mas disso eu já não tenho certeza. Nunca comentei nada sobre isso por aqui, mas de fato acompanho há um bom tempo o fenômeno que está em andamento. Acho que houve uma evolução sem precedentes no mercado do sexo. Um salto gigantesco.Antes de mais nada, adianto que nunca fiz uso dos serviços de uma profissional do sexo. Digo isso não para fazer papel de santo ou de juiz, longe de mim uma frescura dessas. Digo isso apenas para atestar que minhas opiniões são frutos da mais simples observação seguida de reflexão. Humm. Parece papo de pesquisador. Mas enfim.
Como todo homem minimamente curioso, claro que já fucei a internet pra ver fotos de mulher e tal. Quem já procurou sabe quão pouco material de qualidade existe em meio ao lixo. Com duas ou três palavras-chave adequadas, invariavelmente, você acaba achando sites de garotas de programa, ou acompanhantes. Até aí nenhuma novidade. Os anúncios na internet foram uma evolução natural dos anúncios nos classificados, com a vantagem de apresentarem fotos.
Bom, há uns dois anos atrás, meio que por acaso, encontrei um site que na verdade era um fórum de clientes de acompanhantes de Belo Horizonte. Depois desse, encontrei outro do Rio de Janeiro, e depois outro de São Paulo, o GPGuia. Basicamente esses fóruns compilam relatos sobre os programas realizados, ou seja, abre-se um tópico para uma determinada acompanhante e os foristas vão colocando lá as impressões que tiveram. Postam um resumo, o link com as fotos (quando disponível), o que faz, o que deixa de fazer, se é competente, dão notas para diversos quesitos físicos e técnicos, etc. Aí é que está, na minha opinião, o grande salto. O fórum funciona como marketing invertido. Não no sentido de negativo, mas de invertido mesmo, pois a propaganda (boa ou ruim) é feita pelos consumidores. Pensa só, é como se na hora de escolher um carro novo, você entrasse num fórum e visse tudo que se fala sobre determinado modelo, sem a interferência do fabricante! Sei que existem alguns rankings de reclamações, número de ações no procon e tal, mas falta justamente um canal para os clientes falarem não dos defeitos, mas das qualidades dos produtos e serviços. Isso nos faria escolher um modelo por julgarmos que ele seja o melhor, ao contrário do que ocorre hoje, quando eliminamos um modelo por julgarmos que ele seja o pior. Não quero inventar uma nova teoria de marketing, mas há tempos esse troço volta e meia vem na cabeça e eu fico encasquetado pensando. Parece até que isso é uma evolução do antigo boca-a-boca, mas não tenho conhecimentos de marketing pra entender melhor isso.
Onde é que eu estava mesmo? Hummm... ah sim! Com esse negócio de fórum, acaba que algumas acompanhantes se destacam, seja pela beleza, seja por alguma qualidade técnica, ou por tudo isso junto. Passam a ser mais procuradas que ingresso pro show do U2!
Foi aí que a famosa Bruna Surfistinha se deu bem. Antes dela se aposentar, revelar o nome verdadeiro, lançar o livro, e se tornar famosa para o grande público, ela já era famosa num desses fóruns. A diferença dela para as outras foi que ela criou um blog dentro do site com as fotos (que era só www.brunasurfistinha.com), e começou a postar exatamente o inverso do que os foristas postavam no fórum. Ou seja, do mesmo modo que eles postavam as impressões sobre ela, ela postava as impressões sobre eles. E o blog recebe, há muito tempo, uma quantidade de acessos impressionante. O livro, lançado há pouco mais de noventa dias, esta semana atingiu o primeiro lugar em vendas (de acordo com a revista Veja), já totalizando mais de 80 mil vendidos, em sete edições esgotadas. Já deu entrevistas no rádio e em vários jornais e revistas do Brasil e do exterior. Foi no Superpop, no Gilberto Barros, no Pânico na TV. Foi capa da revista Época de 30 de janeiro, numa reportagem sobre a prostituição de luxo. Segunda-feira passada foi pro Rio de Janeiro (pela primeira vez, diga-se de passagem) filmar um comercial de tv. Não revelou ainda o produto, diz terem pedido segredo. Paralelamente, está montando uma empresa pra vender itens de banho com a sua marca pela internet, e acho que tem tudo pra dar certo. Já a vi dizer que ela soube muito bem fazer o marketing dela. Vai discordar?
Primeira foto extraída do site
Olhares.Cultura inútil...
Seguindo na linha de posts para pessoas que perderam a criatividade (pessoas que escrevem, não que lêem, é claro!) encontrei esse texto que achei muito bacana. Pra ser sincera, eu estou plagiando a idéia do Tinimuzel http://tinimuzel.blogspot.com/ que hoje escreveu sobre a origem da palavra fuck. Lendo o texto dele eu lembrei de já ter lido alguma coisa parecida um tempo atrás. Então, para aqueles que gostam de um pouco de cultura inútil, sirvam-se. Pros que não gostam... f&%$#.
Curiosidades muito interessantes sobre a Idade Média
(Autor desconhecido. Alterações por danyrey)
Na Idade Média, não existiam pastas de dentes e muito menos escovas de dente ou perfumes. Desodorantes e papel higiênico, nem pensar... As excrescências humanas eram despejadas pelas janelas do palácio. Se pararmos para analisar os filmes que retratam este período de tempo vemos que aparecem pessoas sendo abanadas, mas os motivos passam desapercebidos. Vale notar que, em um país de clima temperado, a justificativa não poderia ser o calor. O fato é que esta prática devia-se ao péssimo odor que as pessoas exalavam, pois não tomavam banho, não escovavam os dentes e não usavam papel higiênico e muito menos faziam higiene íntima. É claro que os nobres eram os únicos que podiam ter súditos para os abanarem e espalhar o mau cheiro que seus corpos e suas bocas exalavam, além de ser uma forma de espantar os insetos.Também na Idade Média, a maioria dos casamentos ocorria no mês de maio (para eles, o início do verão). A razão é simples: o primeiro banho do ano era tomado em maio; assim o cheiro das pessoas ainda estava tolerável. Entretanto, como alguns odores já começavam a ser exalados, as noivas carregavam buquês de flores junto ao corpo, para disfarçar. Daí ser o mês de maio conhecido como o "mês das noivas" e a também da origem do buquê de noiva.
No mesmo período da história, os banhos eram tomados numa única tina, enorme, cheia de água quente. O chefe da família tinha o privilégio do primeiro banho na água limpa. Depois, sem trocar a água, vinham os outros homens da casa, por ordem de idade, as mulheres, também por idade e, por fim, as crianças. Os bebês eram os últimos a tomar banho. Quando chegava a vez deles, a água da tina já estava tão suja que seria possível "perder" um bebê lá dentro. É por isso que existe a expressão em inglês "don't throw the baby out with the bath water", ou seja, literalmente "não jogue o bebê fora junto com a água do banho", que hoje usamos para os mais apressadinhos...
Ainda na Idade Média, os telhados das casas não tinham forro e as madeiras que os sustentavam eram o melhor lugar para os animais - cães, gatos e outros, de pequeno porte, como ratos e besouros se aquecerem. Quando chovia, começavam as goteiras e os animais pulavam para o chão. Assim, a nossa expressão "está chovendo canivetes" tem o seu equivalente em inglês em "it's raining cats and dogs" = está chovendo gatos e cachorros.
Aqueles que tinham dinheiro possuíam pratos de estanho. Certos tipos de alimento oxidavam o material, o que fazia com que muita gente morresse envenenada (lembremo-nos que os hábitos higiênicos da época não eram lá grande coisa...). Além disso, os copos de estanho eram usados para beber cerveja ou uísque. Essa combinação, às vezes, deixava o indivíduo "no chão" (numa espécie de narcolepsia induzida pela bebida alcoólica e pelo óxido de estanho). Alguém que passasse pela rua poderia pensar que ele estava morto, portanto recolhia o corpo e preparava o enterro. O corpo era então colocado sobre a mesa da cozinha por alguns dias e a família ficava em volta, em vigília, comendo, bebendo e esperando para ver se o morto acordava ou não. Daí surgiu o hábito de velório.
A Inglaterra é um país pequeno e nem sempre houve espaço para enterrar todos os mortos. Então, os caixões eram abertos, os ossos tirados e encaminhados ao ossário e o túmulo era utilizado para outro infeliz. Às vezes, ao abrir os caixões, percebiam que havia arranhões nas tampas, do lado de dentro, o que indicava que aquele morto, na verdade, tinha sido enterrado vivo. Assim, surgiu a idéia de, ao fechar os caixões, amarrar uma tira no pulso do defunto, tira essa que passava por um buraco no caixão e ficava amarrada num sino. Após o enterro, alguém ficava de plantão ao lado do túmulo durante uns dias. Se o indivíduo acordasse, o movimento de seu braço faria o sino tocar. E ele seria "saved by the bell", ou "salvo pelo sino (ou gongo)", expressão essa por nós usada até os dias atuais.
De fato, não posso garantir o quanto de verdade existe nessas histórias. Elas podem ser meras lendas... Mas vale como divertimento de todo jeito. Um grande bj e até a próxima.
14 de fevereiro de 2006
Só pra distrair
O Diário de DeusÉ meio tedioso passar a eternidade toda sozinho no espaço, sem nada acontecendo. Resolvi hoje criar os céus e a Terra. Só que a Terra ficou meio vazia, sem nada, deserta. Amanhã Eu começo a pensar em algo pra preencher a Terra. Hoje já está escuro, é melhor ir dormir. Aliás, tudo aqui é escuro. O tempo todo escuro.
Malditas trevas! Perdi minha carteira, e naquela escuridão nunca conseguiria encontrá-la! Além disso, dei uma topada num banquinho e bati a cara na parede. Criei então a luz! É tipo uma lanterna, só que mais potente. Modestamente, Eu sou divino!
Esse negócio de ficar andando sobre as águas é muito cansativo. E meio úmido também. Resolvi separar umas águas das outras águas. Assim, na terra firme, posso fincar duas estacas e amarrar minha rede nelas e descansar um pouco...
Terra e água, água e terra, isso aqui estava muito monótono. Resolvi fazer algo para colorir a terra. Escolhi o verde. Fiz um monte de folhinhas verdes pra ficarem no chão, e umas árvores que têm folhas verdes no alto. E cada uma destas vai dar uma flor de outra cor que não o verde. Vai ficar bem colorido por aqui, bem mais fashion, super moderno!
E darão frutos também. A abóbora, por exemplo, é grande e vai nascer numa plantinha rasteira pra evitar que caia na cabeça de algum idiota. A jaca, que também é grande, vai dar numa árvore grande e frondosa, pra que caia na cabeça de algum idiota.
Estava tudo muito claro por aqui, é difícil dormir assim. Tive que dividir os dias entre a luz e a escuridão. Deu quase certo. No Pólo Norte algo desandou e parece que vão ser uns seis meses de luz e outros seis de escuridão. Mas o Papai Noel disse que não tem problema, ele tem que fazer hora-extra no verão pra cumprir a cota de presentes todo ano; no Natal ele trabalha sem parar e depois empresta a fábrica pro Coelhinho e dorme até a Páscoa.
Fiz hoje uns animais. São muito mais divertidos do que as árvores. Andam sozinhos, matam-se uns aos outros. Fiz alguns que vivem na água e outros com penas e que voam. Errei com alguns. Exagerei no fermento da baleia azul, o bico do tucano ficou meio desproporcional, a avestruz não voa e fica enfiando a cabeça no chão... É, nem Eu sou perfeito. Mas onde é que Eu estava com a cabeça quando inventei o cavalo-marinho?
Hoje criei uns animais que vivem no chão. Os que voam estavam fazendo sujeira lá de cima na Minha cabeça! No começo do dia fiz o gato, o cavalo, a ostra, animaizinhos bonitinhos. Depois resolvi experimentar. Fiz o camelo, o sapo-boi, o iguana gigante das Galápagos. Não fiquei satisfeito. Misturei um pato, um castor e um morcego e fiz minha obra-prima: ornitorrinco!
Resolvi fazer, ainda, um animal pra botar ordem nisso tudo. Tentei fazê-lo à Minha imagem e semelhança. Peguei o último monte de barro sagrado, e esculpi uma criatura maravilhosa, belíssima. Como Eu. Mas antes que Eu desse o sopro da vida, o barro (que estava meio mole) deformou um pouco e deu nisso aí: o Adão.
E o Adão acabou ficando bastante chato. Passou um tempão pedindo uma companheira. Mas o barro tinha acabado. Ele tanto insistiu que Eu aceitei: "Faço uma companheira, bonita, inteligente, amiga. Mas preciso de matéria-prima. Vou ter que pegar uma perna e seis costelas suas." Ele pechinchou e ficou por uma costela só. Mas aí não deu pra fazer uma coisa tão boa assim, só a Eva.
Chega! Já não descansava fazia uma eternidade! Estava tão cansado que nem consigo Me lembrar de quem é esse cérebro que ficou aqui comigo. Será da Eva ou do Adão?
Hoje Eu resolvi não vou fazer nada, tirei uma folga! E para isso, criei um lugar consagrado ao ócio, um lugar em que todos podem ficar sem fazer nada! E lá Eu fiquei de papo pro ar, deitado numa rede, tomando água de coco, e vi que isto era bom.
Vou ficar por lá, até o final dos tempos, se Deus quiser. Aliás, se Eu quiser! "... e no sétimo dia Deus criou a Bahia."
P.S.: Não fiquem irritados. É que os escrivinhadores desse blog estão passando por uma fase pós-férias e a criatividade parece ter ficado em casa por mais uns dias. Por isso decidi abrir minha caixa de piadas do Outlook e postar uma das antigas para vocês se divertirem. No meio tempo a gente vai tentando por ordem nos neurônios. Um grande bj e até a próxima.
Foto extraída do site Olhares. Autor: Aquadesigner.
13 de fevereiro de 2006
Estamos de volta
Se o sol me fez incorporar uma camiseta branca de alça que ficou impressa na minha pele e um chinelo de dedos que não sai do meu pé mesmo quando estou descalço, por outro lado apanhamos um pouco da chuva. Quando arma o temporal, toca todo mundo a correr pra tudo que é canto. E é um tal de cobre a areia e tapa a massa e bota plástico nos degraus da escada pra não estragar o serviço, um saco.
Mas os esforços de todos estão valendo a pena. Tá ficando bom, eu acho. Ah, e de quebra ainda perdi parcialmente o medo de subir em escadas. Diria que foi um progresso e tanto.
Fim das férias
Olá meus amados! Depois das férias mais cansativas da história estamos de volta. Pois é. Apesar do atraso na reforma e da chuva que insiste em atrapalhar, conseguimos fazer grande parte do que planejamos na pintura da casa. Está ficando muito bacana e assim que estiver pronta eu posto fotos para vocês verem o antes-e-depois.
Mais uma vez, queremos agradecer publicamente à dois amigos da blogsfera que gentilmente nos agraciaram com links em seus respectivos blogs: ao Áureo, um menino meio Besta, que escreve coisas hilárias no Vida Besta (dêem uma passada e confirmem que rir é o melhor remédio) e à Cláudia que escreve lá no Penso, logo mudo de idéia. Eu conheci o blog da Cláudia meio que por acaso e me apaixonei pelos comentários da vida de uma brasileira morando em Washington DC (não NY como a gênia aqui tinha escrito antes. Perdoem esta criatura ignorante...).
Ah, aproveitando a deixa pra fazer jabá, outro blog muito bacana é o Mineiras, uai! escrito por três moças que moram em Belo Horizonte/MG (dã!). Eu leio sempre e estava para incluir na listinha ai ao lado, mas sempre faltava tempo. Agora não estou mais devendo.
Estou super-atrasada com a leitura dos blogs dos meus queridos amigos. Pois é! Eu bem que pensei em pedir pra todo mundo não escrever nada durante essas três semanas em que eu estava isolada numa casa com internet discada, mas achei que vocês iam rir da minha cara (será?!)... Então não se espantem com comentários deslocados no tempo (e no espaço também, quem sabe?) em seus posts.
No mais a vidinha anda como sempre... O pequeno está ótimo. Na verdade estou com a impressão de que ele nem está mais tão pequeno assim. Agora ele parece um papagaio, repetindo tudo que falamos... Uma delícia! O maridão também está bem e acredito que em breve dê sinal de vida por aqui (acho que vou pensar em algum tipo de chantagem pra ver se ele escreve...).
Tenho muitos assuntos na cabeça pra escrever, mas sabe como é voltar de férias... A gente tem que ir pegando no tranco, bem devagar, pra não pirar e querer voltar pra casa correndo. Aos poucos vou escrevendo tudo e postando aqui.
Por hora é só... Um grande bj e até a próxima.
5 de fevereiro de 2006
Notícias da Roça - Filminhos nas férias
Pois então. Como a história toda da pintura na casa ficou meio atrapalhada eu e o maridão resolvemos assistir à alguns filminhos básicos.
Pra começar, assistimos em dias seguintes aos seis filmes da saga Star Wars, acompanhando a ordem da história, desde os filmes mais recentes até os clássicos da Seção da Tarde. Foi delicioso! Depois o maridão vai descrever detalhes para vocês (ele escreve melhor sobre filmes do que eu..). Só posso adiantar que a sensação foi de total perplexidade. Minha gente, ficamos boquiabertos. Tudo ia muito bem enquanto assistíamos aos três primeiros filmes. Efeitos especiais bacanas, lutas muito bem coreografadas no melhor estilo Matrix (aliás, isso dá um post próprio, já que Matrix de fato revolucionou tudo que ser fazia a respeito de lutas no cinema). Tudo muito lindo e bem feito pros padrões atuais. A trama toda muito bem costurada fazendo-nos lembrar vagamente do que aconteceria nos últimos três filmes. Aí chegamos à segunda metade da saga ficamos chocados com a diferença gritante entre as duas trilogias. Não estou só falando de efeitos especiais (que na verdade eram e são muito bons, pensando na estrutura que tinham na época para fazerem). O que chamou mesmo a atenção foram as lutas sem graça. Me lembro de na época achar o máximo a luta entre o Darth Vader e o Luke, que acontece no Império Contra-Ataca, quando o Luke perde o braço. Quando vi dessa vez achei a coisa mais sem graça do mundo... Fazer o que?
Depois destes, fizemos uma seção deliciosa de reprises dos nossos filmes preferidos. Do meu lado assistimos Um Lugar Chamado Notting Hill (que eu amo de paixão e já assisti umas 20 vezes, sem exageros) e do maridão vimos Jerry Maguire, que ele se amarra. Amei.
Agora a reforma está acabando e acho que vamos poder finalmente pintar a casa. Depois mando notícias fresquinhas pra vocês. Um grande bj e até a próxima.
