31 de março de 2006

Por que as mulheres choram?

Eu ontem estava me lembrando de um professor que tive na faculdade que tinha mania de fazer piadas assim, digamos, não muito simpáticas para com as mulheres. Era sempre a mesma ladainha... mulher isso, mulher aquilo e agente (as poucas mulheres do curso) ia levando, porque não dava mesmo pra fazer muita coisa (professores machistas em cursos de engenharia mecânica tradicionais são comuns). Mas um dia ele chegou com uma afirmação que me deixou bastante pensativa: as mulheres choram. É claro que essa afirmação veio no meio de uma piada sem graça, mas eu tive que admitir que ela era verdadeira. E vou dizer mais: no dia que eu aceitei esse fato minha vida ficou muito melhor. Tá bom! Vou explicar. Acompanhem comigo.

Sabe o dia que você comprova as suas suspeitas de que aquele colega de trabalho está te sacaneando deliberadamente. Pois é! E dá aquela raiva que vem lá do estômago, sobe queimando pela garganta, e vai parar exatamente onde? Nos olhos. Rios de lágrimas correm desesperadamente pelo rosto. Só dá mesmo pra fugir e se trancar no banheiro. Mas quer saber? Depois das lágrimas vem um alívio que nada do mundo poderia dar. É só enxugar o rosto, retocar a maquiagem, sair do banheiro e começar a arquitetar um plano maquiavélico pra acabar com o sujeito. Pode ser que o dito plano nunca chegue a ser concretizado, mas nesse momento você extravasou todo o sofrimento e frustração que estava sentindo.

Ou então chegou o dia do casamento da sua melhor amiga. Não tem como segurar as lágrimas vendo ela entrar na igreja, linda, no vestido que ela te descrevia desde os 10 anos de idade. Essas lágrimas valem pelo sentimento de vitória. Ela vêm porque pelo menos uma parte do sonho que vocês tiveram quando crianças (a parte dela, no caso) está virando realidade.

Pense no dia daquela prova para a qual você estudou como uma louca desesperada. Você passa 50 minutos da prova (que teria o tempo de duração de 2 horas) e não consegue escrever uma linha. Você desiste, entrega a prova em branco para o professor e vai embora. As lágrimas vêm te fazer companhia novamente. Elas vêm apagar essa derrota e te fazer ver que nem tudo na vida acontece como desejamos. E nesses momentos o que podemos fazer é respirar fundo e começar novamente.

E lágrimas de mãe? O médico te mostra aquela coisinha roxinha e enrugada e não tem como não derramar lágrimas pelo milagre da vida. Ou então, tarde da noite e o pirralho não quer dormir. Você desesperada de sono e cansaço e ele simplesmente não quer dormir. As lágrimas vêm... acredite em mim. Mas lágrimas de mãe são assim... não precisam de explicação. Elas vêm no dia do primeiro sorriso; na hora de uma injeção doída, mas necessária; quando ele te chama de mama pela primeira vez... e acho que elas virão pela vida afora.

Não vou nem entrar nos momentos de discutir relacionamento. Nessas horas as lágrimas são tão inevitáveis quanto necessárias para aplacar a dor que vez por outra o amor nos infringe.

Como vocês podem ver, as mulheres choram sim. Choram de alegria, choram de tristeza, choram de raiva, choram de amor... Chorar faz parte da natureza feminina. E aceitar isso, quando se é mulher, traz um alívio e uma paz de espírito que fazem cada lágrima ter valido a pena.

E vou mais longe, os homens devem tentar aceitar essa verdade também. Só assim eles vão aprender que quando choramos precisamos apenas de um ombro amigo e algum tempo para botar pra fora o que nos aflige. Nós definitivamente não estamos fazendo chantagem emocional ou sendo crianças (pelo menos a maioria de nós não age assim).

Acho que fica mais fácil encontrar a felicidade se aceitarmos essa peculiaridade feminina. E chorem meninas. Lavem a alma sempre que julgarem necessário. Eu faço!

Um grande bj e até a próxima.

29 de março de 2006

Pequenas novidades

Então meus queridos. Sei que a gente tem postado umas coisinhas bem chinfrins, mas é que finalmente estamos ocupados. Isso mesmo! Estamos atarefados com nossos trabalhos para a famosa disciplina do doutorado que estamos cursando. Pois bem. Devido a este fato inédito (pelo menos nos últimos tempos) não temos tido oportunidade para escrever coisas interessantes e eu estou aqui apresentando as nossas desculpas (é, nossas porque o maridão nem sequer lembra de que tem que escrever pra um certo blog).

Só pra atualizar as informações: o nosso pequeno quebrou um pedacinho do dente da frente (é, criança levada é fogo) e fomos leva-lo ontem ao dentista (ou odontopediatra). Foi muito interessante ver aquele pingo de gente abrindo a boca (meio contra a vontade...) pra dentista (ou odontopediatra) ver como estavam as coisas. No final das contas ela só deu uma lixadinha no dente e cobrou 20 pilas. É... fazer o que?! Devia ter feito odontologia no lugar de engenharia.

Pra aproveitar a saída, fomos (os três) cortar os cabelos num esquema tipo promoção. Na verdade, eu não ia cortar porque estava cultivando um cabelo comprido pra mudar o visual cabelo-curto que estava usando desde... sei lá desde quando. Mas, de fato, o cabelão estava horroroso e mandei passar a tesoura. Resultado? Estou muuuuito mais bonita (há! Pelo menos pro maridão, né?!).

Sem mais novidades no momento...

Um grande bj e até a próxima.

Então...

Foi o que eu disse.

É que o povo vota na pessoa mais pobre, ela ganha um milhão e todo mundo fica com a consciência mais tranquila. Ou não?

Bjs.

28 de março de 2006

Finalmente



É hoje! Depois de muito blá blá blá vamos saber quem vai levar 1 milhão pra casa. Será que vai ser a Pescadora-Insossa? Ou quem sabe o Professor-Maluquinho? Mas acho mesmo que quem vai levar a bolada é a Lavadeira-Sofredora... Devagarinho ela foi mostrando sua vida dura e, como o povo brasileiro adora premiar os pobres coitados, acho que ela sai vencedora deste BBB. O mesmo aconteceu com a Cida e com o Jean. Vai entender né?! Afinal, o programa é pra divertir ou pra fazer distribuição de renda?

Eu? Pra quem eu tô torcendo??? Ora, eu queria que o Porfessor-Maluquinho ganhasse... Pelo menos ele fez a gente rir um pouco.

E vocês? Quais são as suas apostas???

Bjs.

27 de março de 2006

Esteira - Atualizado em 04/04/2006



Eu li, não me lembro onde, alguém, que eu também não lembro (minha memória é terrível mesmo) quem foi, falando sobre andar na esteira lendo um livro. Experimentei e adorei. É a melhor forma de fazer 30 minutos passarem como se fossem 5. Subo na esteira, ligo a danada, abro e livro e pronto... ando e viajo. Quando me lembro de olhar o relógio, já foi... andei até mais do que precisava. Recomendo para atletas sedentários, com eu.

P.S.: Se o dono da idéia ler isso aqui, me avisa que eu ponho o crédito.

P.S.2: Pois então. O maridão me falou (depois de séculos) que quem escreveu sobre esse assunto foi o Pedro Nunes no blog Utopia Dilucular. Quem quiser ler é só clicar aqui.

SINTOMAS DA POBREZA (Parte 2)

Bem, por total falta de tempo não vou escrever comentários sobre os sintomas que ficaram faltando, mas deixo que vocês mesmos façam seus comentários mentais...

Passar cuspe no cotovelo ressecado para amaciar.

Guardar sobras de sabonete para colar no novo e durar mais.

Convidar os amigos para um churrasco de aniversário e pedir para cada um trazer uma coisinha.

Consertar tiras de sandália Havaiana com grampeador.

Enfeitar a estante da sala com lembranças de casamento e festa de 15 anos.

Enfeitar a estante com canecas de chopp, sorvete ...

Saber da vida pessoal de todo mundo da van na qual você vem pro trabalho.

Tirar cera do ouvido com a chave do carro ou com a ponta da caneta.

Fazer a bainha da calça com fita crepe, durex ou esparadrapo.

Sair correndo para pegar o ônibus que já está saindo do ponto.

Guardar cueca furada para passar cera no carro.

Guardar escova de dente velha para limpar os cantinhos do banheiro.

Subir na laje para mexer na antena e ficar gritando lá de cima: "Melhorou?".

Ir a uma festa de aniversário sem presente e falar para o aniversariante: "a lembrancinha vem depois!"


Ir ao restaurante e antes de pedir a comida perguntar se aceita ticket.


Misturar detergente com água para durar mais.


Ter um carro velho e ferrado, e colocar um som de boate para chamar atenção.


Chegar no final de semana e limpar o carro em vez de pagar 5 reais ao porteiro para que lave para você.


Ir jantar com a namorada e ao chegar a conta, se recusar pagar os 10% do garçom.


Ver a final da Copa do Mundo numa Tv de 14".


Dormir com o ventilador de teto ligado ao invés do Ar Condicionado para economizar energia.


Ligar para parentes distantes somente nos domingos e feriados para pegar apenas 1 pulso.


Ter um telefone celular e ligar para o escritório do orelhão para dizer que vai chegar atrasado.


Encher o tanque do carro com vale transporte.


Era isso minha gente...
Um grande bj e até a próxima.

24 de março de 2006

SINTOMAS DA POBREZA (Parte 1)

Queridíssimos. Como hoje é sexta-feira vamos animar um pouco essa bodega aqui, porque nada melhor que dar umas gargalhadas pra encerar a semana. Escolhi, a dedo, uma piadinha da minha infinita caixa de piadas do Outlook. Pra ficar um pouco mais divertido (e pra vocês não dizerem que eu sou preguiçosa e não tô querendo escrever nada) eu fiz uns pequenos comentários em cada item da lista. Divirtam-se.

Vamos aos sintomas de pobreza...

Tomar cerveja em copo de requeijão ou de geléia de mocotó.
Se isso já era terrível antes, imaginem agora que o requeijão (pelo menos o Poços de Caldas, sem querer fazer propaganda...) vem em copo de plástico. Argh!

Esquentar a ponta da caneta BIC para ver se ela volta a funcionar.
Fala sério. Usar caneta BIC já é miserável... esquentar a ponta nem se fala.

Andar pendurado na porta do ônibus.
Bem... esse é um fato inevitável na vida de todo durango de cidade grande. Agora, os durangos de cidade pequena são muito mais chiques, andam de carro velho.

Lamber a tampa do iogurte.
Ah! Isso todo mundo faz. Porque é coisa de pobre? Fala sério, vai dizer que rico desperdiça alguma coisa? Heim?

Colocar BOMBRIL na antena da televisão.
Bem... essa já não vale mais... nem pobre tem mais TV com esse tipo de antena que dá pra colocar BOMBRIL (ou ASSOLAN). Ou será que tem?

Passar o domingo vendo o Faustão.
Sem comentários... melhor ficar olhando pra parede que assistir o Faustão.

Colocar biquíni ou sunga e tomar sol na laje, atrás da casa ou na varanda.
Que nada... pra “pobraiada” o que importa é ficar “quemado”.

Correr atrás do guarda-sol na praia, gritando: "Pega, pega..."
Pois é, pra ficar “quemado” vale tudo, mesmo pagar micos homéricos, como esse.

Entrar de loja em loja perguntando os preços e dizer ao vendedor: "Só estou dando uma olhadinha".
Pois é caríssimos.. c’est la vie.

Ir ao Maracanã, entrar na geral e pular para a arquibancada.
Isso era no tempo em que o Maracanã tinha geral... mas falar isso me torna uma pessoa idosa e eu sou muito jovem.

Fazer jogo de futebol com os times com camisa e sem camisa.
Coisinha básica... os meninos nem ligam pra esses detalhes. O que importa é jogar “pelada” no “campinho” da esquina. Oh pobreza!

Ficar balançando a lâmpada queimada para ver se ela volta a funcionar.
Só se o pobre em questão for retardado. Desde quando lâmpada volta a funcionar depois de queimada só porque a criatura resolveu sacudir o treco.

Ir para o trabalho de bicicleta e dizer que é só para manter a forma.
Ah, essa é fashion, além de ecologicamente correta. Nem dá muita bandeira de pobreza. Se o George Clooney pode ir à cerimônia do Oscar de carro elétrico/ecológico, porque a gente não pode ir pro trabalho de bicicleta. Ficar suado e fedendo não é um problema relevante.

Aproveitar a garrafa de Big Coke para colocar água na geladeira.
Sem comentários.

Secar tênis atrás da geladeira.
Sem comentários, again.

Receber visitas e mostrar a casa toda.
Qual o problema... eu gosto de conhecer a casa das pessoas... depois dá pra gente falar um monte de coisas, como por exemplo sobre como a decoração do quarto é cafona.

Decorar o vaso com flores de plástico.
Pelo menos elas não dão trabalho...

Guardar refrigerante com colher pendurada na garrafa para não perder o gás.
Definitivamente pobre tem que ser retardado. Qual o sentido de por uma colher na garrafa? Pelamordedeus!

Lamber a ponta da borracha para apagar o erro.
Oras! Qual o sentido de gastar dinheiro comprado um corretor? Deixa assim mesmo... o pior que pode acontecer é rasgar a folha, mas o que tem demais?

Correr a casa inteira com chinelo catando barata.
Veja bem: barata por si só já é coisa de pobre... matar com chinelo nem se fala.

Usar pregador de roupas para fechar pacotes de biscoito, feijão, arroz.
E tem um acessório mais adequado para esta função?

Fazer as sacolas de supermercado de sacos de lixo.
Ai! Chega!!! Isso todo mundo faz! Eu quero dizer: TODO MUNDO MESMO. Vai dizer que você não faz...

Jogar algodão na árvore de natal para dar efeito de neve.
Mais pobre impossível.

Se vocês gostarem na segunda eu posto o resto da lista...
Um grande bj e bom final de semana.

22 de março de 2006

Natureza Humana

A gente tava aqui conversando sobre alguns problemas relativos ao trabalho e me veio aquela terrível certeza, que me ataca vez por outra, de que o ser humano é uma criatura egoísta e mesquinha. Ai, credo! Mas é verdade e eu fico terrificada com essa certeza. Vejam vocês que o assunto em questão era de suma importância para o futuro da nossa área de trabalho e para o país, mas neguinho só pensa em como vai se dar melhor. E tem aquela cara de pau de dizer que: se for desse jeito eu não concordo, quando nós sabemos que só não concorda porque não vai ser vantajoso pra ele próprio.

Saco mesmo essa tal de natureza humana.

E esse negócio de querer sempre se dar bem não pára na hora de discutir como vai ser o aumento de salário. Tem esperto pra todo lado querendo sempre levar vantagem em tudo, seja na hora de fazer compras no supermercado, seja na hora de conseguir uma vaga pra estacionar em um shopping lotado. Já vi gente trocando etiqueta de preço em produto, só pra pagar mais barato e já vi gente totalmente capaz parar em vaga destinada aos deficientes físicos. Se o cara pode se dar bem, mesmo que seja com prejuízo de outra pessoa, não duvida em escolher a opção que é melhor para si próprio.

Aí vem aquela pergunta inevitável: é só aqui no Brasil que as coisas acontecem assim? Será que este tipo de comportamento é intrínseco ao modo de ser do brasileiro? Ou será que o ser humano, na sua totalidade, tem a tendência de querer se dar bem a qualquer custo? A gente ouve dizer por aí que os europeus são exemplo de civilidade e educação. Será que somos só nós, os latinos, que temos essa tendência?<>

Mas o que dizer daqueles casos que eu citei logo no começo? Das pessoas que cometem pequenos atos para levar vantagem? Sei lá!! Eu acho que é aí que mora a tal da natureza humana.

Vocês acharam que ficou um texto confuso? Eu também. Se quiserem me ajudar a entender esse embrólio vou ficar muito grata.

Um grande bj e até a sexta.

A arte de surpreender e ser surpreendido

Outro dia tava no carro com a patroa, saindo do trabalho, e inconscientemente comecei a cantarolar. Note isso é uma coisa bastante comum, visto que o mané aqui tá sem rádio no carro por tempo indeterminado. Ô aflição da peste. Mas então. Naquele momento, acho que por num ato falho do meu cérebro cansado, uma musiquinha muito velha veio parar nas idéias. E claro, num ato falho da minha boca, as palavras acabaram por sair e chegaram aos ouvidos alheios. Era assim:

Assim não dá/assim não dá/tenho que lutar, lutar pra reencontrar/todo o brilho do seu olhar

Bem fraquinha... eu sei. Mas a culpa não é minha, porque dublaram a música, e certamente ficou bem pior que a original. Ela olhou pra minha cara e perguntou:

− De onde você tirou essa música?
− Ué... cê não lembra não?
− ...
− Lembra daquele filme, “Tuff Turf, O Rebelde”?
− Humm... acho que sim... devo ter visto uma vez.
− Então. Eu vi algumas vezes, porque tinha gravado em casa. Essa música o mocinho canta pra mocinha num restaurante de um clube onde eles entraram de penetra. Na hora que a banda diz que vai parar uns minutos pra descansar, o cara senta no piano e começa a cantar essa música pra garota. Depois que a música acaba, os seguranças aparecem e eles saem correndo.

Depois de uns segundos de reflexão, ela me diz:
− Sabe, é engraçado como depois de tantos anos convivendo com você, você ainda consegue me surpreender.
− ...

É legal isso. É gostoso surpreender, principalmente quando é sem querer, como foi nesse caso. Mas também é muito legal ser surpreendido. A menos que seja no caso de você estar com a boca na botija, claro, porque aí não é nada bom. Ontem eu fui surpreendido por saber de uma coisa curiosa.

Estava no fim do dia, e de repente o MSN piscou. Era um colega da faculdade. Uns dias antes, esse mesmo colega tinha me pedido os arquivos com o texto da minha tese de mestrado (que foi escrito em LaTeX), para que ele pudesse usar o mesmo formato na tese dele. Beleza. Ontem, ele apareceu dizendo:

− Fala rapá!
− Fala. Tranqüilo?
− A prova de mecflu é com consulta? Tô com tua prova aqui. Pô, cê tirou 10.
− Não foi 10.
− 9.8. Mas o cara botou 10. Tu é sinistro, heim...
− Como é que tu arrumou essa prova?
− Na xerox do bloco H. Mas é com consulta, ou você fez isso tudo aqui do teu cabeção?
− Tem consulta sim. Pô, então eu sou famoso por aí! Quer um autógrafo?
− Hehe.

A conversa seguiu, comigo dando conselhos sobre a matéria. Logo depois ele saiu pra estudar. Agora veja você. Fiquei surpreso, e porque não?, satisfeito. Sobre a nota, realmente foi a mais alta da turma, seguida pela da patroa, que foi 9.3. Sem frescuras ou falsa modéstia, as notas foram reflexo do trabalho que tivemos. Não perdemos uma aula sequer, e estudávamos todas as semanas pra não perder a onda (onda, mecflu... sacou? Hein? Hein? Bah, esquece). Enfim, as notas da prova foram a recompensa de um trabalho bem feito (não só de nossa parte, mas do professor também, que é show de bola), e avaliado com justiça. Seria bom se fosse sempre assim. Fiquei satisfeito na época, quando o professor disse aos outros alunos pra usarem minha prova como gabarito. Fiquei encabulado à princípio, mas fiquei satisfeito. Mas ontem, ao saber que minha prova, feita há 7 anos atrás, ainda serve como referência pra estudo, fiquei foi muito surpreso. Virei pra patroa e falei:

− Sou famoso lá na faculdade. Quer um autógrafo?
− Você não é famoso. Você é só um nome numa prova que usam pra estudar.
− Bah. Custava entrar na história?

21 de março de 2006

Rapidinhas

Cara nova

É isso! Enchi o saco desse template!
Tô procurando alguma coisa nova e bacana. E que, principalmente, tenha a ver com a gente.

Aceito sugestões e doações (quem sabe tem algum designer lendo...)

Mas se alguém conhecer algum designer muito talentoso e que cobre uma quantia módica pelo trabalho me avisa?? É que eu tenho uma ótima idéia do que seria bacana pro nosso blog, mas preciso de um profissional.

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Sobre Feeds

Bem. Alguns dias atrás eu tinha falado aqui sobre o Bloglines, descoberto lá no blog da Palpiteira. Pois bem. Estava toda animada usando o mesmo quando o Leonardo (Indizível) sugeriu que eu usasse um feed aberto (um RSS normal, segundo ele). Aí o bicho pegou, porque euzinha não entendo nadica de nada desse negócio de Feed, RSS, e outras palavrinhas esquisitas. Pedi ajuda, e o Leonardo me indicou como leitura de dois tutoriais que ele escreveu e postou no Indizível (os links para os arquivos não estão funcionando. Se alguém estiver interessado em dar uma olhada nos textos, entre no Indizível e faça um busca pela palavra "feed" na ferramenta de busca que aparece no canto direito superior do blog).
Agora, posso dizer que Bloglines é bacana, mas tem outras cositas muito mais interessantes. Além disso, estou trabalhando nesse negócio de RSS pro nosso blog.

Resumindo: leiam os tutoriais do Indizível e façam suas escolhas, mas sabendo o que estão escolhendo.

Bjs

20 de março de 2006

Antes e Depois

Pois é. Eu tinha ficado devendo pros nosso três (número aproximado, é claro) leitores as fotos da reforma (se você é o quarto leitor e está por fora da saga da reforma leia aqui) e, como promessa é dívida, estou aqui hoje para pagar a minha.

Tenho obrigação de ressaltar que vocês podem ficar um pouco chocados com a grande mudança que ocorreu no visual do nosso palácio. Por isso tenham cuidado quando olharem as fotos que seguem. Ah, aquela coisa que aparece na frente da casa na foto do ANTES não é um alien pronto para devorar quem passasse na calçada, mas uma árvore troncha e mal cuidada. Até tentei aproveitar, mas não teve jeito. Agora o mesmo lugar está sendo ocupado por um ipê amarelo em fase de crescimento. No mais, foi mesmo muita tinta e trabalho debaixo de sol pra arrumar tudo (e umas boas semanas de pedreiro também).

Bem, quanto ao resultado... sou partidária daquela máxima que diz que uma imagem vale por mil palavras.


Um grande bj e até a próxima.

17 de março de 2006

Guerra dos Sexos



Tenho lido muito sobre esse negócio de homem e mulher, menino e menina. Acho que as discussões recentes, relativas ao Dia Internacional da Mulher, geraram um monte de dúvidas e de certezas e o povo resolveu escrever sobre o assunto pra botar tudo pra fora. Pois então. Vou botar também.

Tem gente preocupada com o fato de homens e mulheres não conseguirem se entender. Tá, tá, tá bom. Fato irrefutável. Na grande maioria das vezes é um pouco difícil de entender os seres do sexo oposto com os quais temos que conviver. Principalmente se o ser em questão é aquele com o qual dividimos a cama e o resto. Mas convenhamos que, com um pouco de prática e com muita boa vontade, a gente acaba conseguindo “captar” as coisas.

Vamos utilizar exemplos para simplificar o entendimento:

Exemplo número 1: como a mulher não entende o homem
A mulher chega em casa e encontra o marido largado na sala vendo qualquer coisa na TV. Não adianta (eu digo NÃO ADIANTA) querer que ele levante pra ajudar a pôr a mesa do jantar. Isso simplesmente NÃO vai acontecer. Nessa situação a mulher pode armar o maior barraco e dizer que ele não ajuda ou pode apenas entender que esta É (eu não estou dizendo que deveria ser, mas é e não podemos fazer nada quanto a isso) uma característica dos homens. Eles precisam chegar em casa e ficar um tempo remoendo o dia e relaxando. Eles podem até levantar e executar a tarefa pedida para agradar a digníssima esposa, mas vão ficar chatos e de mau humor. Logo, deixa o cara ver a TV e põe a mesa sozinha ou espera o período de descanso passar e janta mais tarde. Tenho certeza de que depois vai valer a pena.

Exemplo número 2: como o homem não entende a mulher
Depois de pôr a mesa, pôr o jantar, arrumar tudo, dar banho nas crianças e pô-las para dormir a mulher está cansada e desesperada por aquele banho quente e delicioso. Está sonhando em ficar uns quarenta minutos (no mínimo) debaixo daquela água escaldante, passar todos os cremes merecidos, vestir aquela camisola deliciosa e se esticar na cama. Descansar um pouco, ler um livrinho e quem sabe... uma namoradinha romântica antes de dormir. Posso garantir que essa rotina pré-sono é sonho de consumo de 10 entre 10 mulheres (com pequenas variações, é claro). Ai vem o homem e resolve desligar a TV pra tomar banho com sua amada. Até aí tudo bem – ela pensa – não vai dar pra ficar de molho no chuveiro, mas pode rolar uns carinhos interessantes. Vá lá... Mas ai o rapaz entra no chuveiro e a primeira coisa que faz é aumentar o fluxo da água porque a mesma está MUITO QUENTE. Pára tudo! Será que o moço não consegue perceber que a mulher está precisando de um banho quente pra relaxar. E não dá pra ser MORNO! Tem que ser QUENTE! Sexo morno é bom? NÃO! Banho também não é. Se a criatura insistir em repetir essa gafe vai arrumar um tremendo mau humor e nenhuma namoradinha num futuro próximo. Nessa situação ele tem duas opções: pode tomar banho antes (opção interessante porque vai poder esperar a amada na cama) ou depois (opção menos interessante, porque a amada pode resolver dormir antes dele) e ganhar muitos pontos.

Exemplo número 3: como meninas não entendem meninos
Os meninos gostam de se juntar para falar besteira (os homens também, é claro, logo serve como exemplo não apenas para seres de pouca idade). Essa peculiaridade os persegue durante toda a vida. Eles também não gostam que indivíduos do sexo oposto participem das discussões, de modo que se permitem falar qualquer tipo de bobagem e usar palavras de baixo calão nessas ocasiões. As meninas precisam entender isso e procurar ficar afastadas nesses momentos. É mais fácil. Acreditem em mim: vai ser muito pior ouvir o que não quer ou ser tratada como um dos meninos e ficar sabendo dos detalhes sórdidos da última aventura de um dos cavalheiros em um estabelecimento de venda de prazer. Não queiram saber tudo da vida dos rapazes e sejam felizes.

Exemplo número 4: como meninos não entendem meninas
As meninas telefonam. Sim! Elas pegam o telefone e ligam pra saber sobre qualquer coisa ou apenas para ouvir a voz do ser amado, mesmo que o ser amado em questão não saiba que está sendo alvo de alguma paixão. Prestem atenção: não se aborreçam se o telefone tocar e não vier nenhum som do outro lado da linha, mesmo que isso aconteça umas 10 vezes ao dia. Tenha em mente que uma menina está simplesmente precisando ouvir sua voz. E, por favor, não mandem a pobre criatura TOMAR NAQUELE LUGAR. Apenas entendam... meninas ligam. Sobre isso vale o que está no post da Palpiteira de 16 de março que transcrevi abaixo.

História da Carochinha
- Filho, basta você chegar na cidade e seu telefone começa a tocar e quando vou atender desligam na minha cara.
- Comigo também fazem isso, mãe.
- Eu acho que é alguma menina querendo falar com você.
- E por que ela desligaria quando eu atendo?
- Vai ver ela quer apenas ouvir sua voz.
- E quem seria idiota a ponto de fazer isso, de ligar apenas para ouvir a voz? -- rindo.
- Ah, eu, quando era menina, ligava.
- Não acredito, mãe! -- espantado, solta a maior gargalhada. -- Então, a menina não vai ligar mais.
- Por que, filho?
- Porque mandei tomar no cú.

Bem, acho que falei, falei e não cheguei a canto algum. Mas quem sabe essas dicas podem ajudar a gerar menos desentendimentos entre os sexos em algum lugar do planeta... Espero.

Um grande bj e até a próxima.

Amuletos

O post com os apelidos dos carros rendeu comentários muito legais. Uns me gozaram, outros relembraram os apelidos dos seus carros (ou então dos carros dos pais...) e quase choraram de saudade, outros prestaram reverência aos seus carrinhos velhos-de-guerra. Outros chegaram à conclusão de que não ligam mesmo pra carro e que nem sabem diferenciar marcas e modelos. Enfim, cada um tem seu gosto, mas no fim das contas acho que posso dizer que todo mundo deve ter tido pelo menos uma passagem da vida onde o carro ficou marcado na memória. Apesar disso ter fundamento não vou entrar nesse mérito.

A Ipiranga diz que é apaixonada por carro como todo brasileiro, e faz comerciais com grande carga de emoção. Com isso ela ajudou a criar um círculo virtuoso em torno da relação emoção x carros. Acabamos gostando de carro porque ele nos lembra de momentos emocionantes da vida, e muitos dos momentos emocionantes da vida acontecem com o carro como coadjuvante.

Tirando essa parte, digamos, mais... mais... ah, mais gay da história, acho que no Brasil as pessoas acabam gostando muito de seus carros por conta da dificuldade em comprá-los, e mantê-los, claro. É natural. Afinal, como não ter carinho por um bem durável (ou não tão durável, porque tem uns que desmancham sem bater, igual ao Leite Glória, hehe) que muitas vezes custa quase o preço de um imóvel? Para a maioria das pessoas, é muito difícil conseguir comprar um popular (popular custando mais de 25 mil?), então é natural que a pessoa cuide muito dele, faça carinho, cubra quando está frio. Para os mais abastados, vale a mesma coisa, só que o carrinho custou 50, 70, 100, 200 mil.

Bater com o carro? É mais doloroso que ficar doente,
que ver a seleção perder, que enterrar o cachorro no quintal, que levar um pé na bunda. Você agüenta tudo, menos ter que olhar pro carrinho querido do coração e vê-lo lá indefeso, com a lataria ainda retorcida, e ainda ter que ouvir a moça da seguradora dizendo que não autoriza o conserto antes que você pague a franquia. Que moça insensível pra falar em dinheiro enquanto seu carrinho agoniza! Nem adianta explicar que sua mulher não teve culpa, que ela não viu a árvore atravessar a rua correndo atrás do carro.

E olha que coisa interessante. O cidadão nem liga de proteger o próprio corpo, mas o carro tem que estar protegido pelos anjos, ou ourixás, ou seja lá o que for. Quase não se vê por aí as pessoas andando com amuletos-da-sorte pendurados no pescoço. E nos carros? É só você olhar pro espelho retrovisor que estará lá, balançando suavemente, um crucifixo benzido numa missa em Aparecida do Norte, ou fitinhas do Nosso Senhor do Bonfim, uma figa de madeira, um saquinho com areia da Terra Prometida, ou um tufo de cabelo de Buda antes dele ficar careca.

Eu mesmo não posso negar que ando (ou melhor, o c
arro anda) protegido por amuletos. E como sou um cara prevenido, tenho logo três pendurados. Dois deles são comuns (um crucifixo benzido em Aparecida e fitinhas de Bonfim compradas no camelô), e eu mesmo sapequei lá no espelho retrovisor. O terceiro, por sua vez, me foi dado junto com o carro, pelo meu avô. Trata-se de uma medalhinha que acompanhou seus carros desde seus tempos na América. Nah, nada a ver com novela não. É que antigamente todo mundo chamava os Estados Unidos simplesmente de América, como se o Brasil também não estivesse nela.

Enfim, geografia à parte, sempre que ele trocava de carro, a medalhinha era transferida de um para o outro. Só que como aquele seria seu último carro, ele a manteve no lugar. Quando entrei nesse carro pela primeira vez para ocupar o assento do motorista e me deparei com a medalhinha lá, espetada no tecido que reveste a coluna à esquerda, fiquei encantado com a delicadeza da imagem em alto-relevo e com a importância da sua presença ali. Ao redor da figura, pude ler o nome da Santa em inglês: Nossa Senhora do Bom Caminho. Fiquei alguns minutos pensando que nos últimos 50 anos a santinha protegeu os carros e guiou os caminhos do meu avô. De olhos fechados, fiz um agradecimento silencioso e girei a chave no contato.

Rapidinhas (atualizado em 20/03/06)





Mais uma dica: Bloglines

Está na moda usar uns sites para facilitar na hora de verificar se seus blogueiros preferidos postaram alguma coisa recentemente. Pois bem. Eu hoje vi na Palpiteira, fui conferir e acabei aderindo ao Bloglines. Gostei bastante. Confesso que vou fazer um período de testes antes de dizer que é A maravilha, mas acho que vale a pena. Quem quiser dar uma olhada pode começar vendo minha lista de preferências (a mesma que aparece aqui ao lado) lá no bloglines. Vocês podem também importar esta lista e acrescentar à sua própria. Outra dica é dar uma lida neste texto que esclarece bastante sobre o assunto.

P.S.: Alguns blogs que eu amo de paixão não puderam ser incluídos na lista por não terem um Site Feed disponível. São eles: Vida Besta, Uatafóc e Megeras Magérrimas. Se a coisa (bloglines) for boa mesmo eu volto aqui pra pedir pra eles darem um jeito nesse negócio.

P.S. atualizado: o Vida Besta e o Uatafóc já corrigiram o problema de Feed e estão disponíveis no bloglines. Só ficaram faltando as Megeras...

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Mozila Firefox
Eu instalei o Firefox no meu computador e foi paixão a primeira vista. Ele tem várias vantagens em relação o IE, mas a que eu mais achei relevante foi a velocidade para carregar as páginas. Recomendo que vocês experimentem. O programa é free, open source e pode ser baixado aqui.

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Estadia em Campinas
Eu sei que alguns leitores desse blog conhecem a cidade de Campinas como a palma da mão. Pois bem, esse casal aqui tá precisando de uma indicação de hotel BBB (bom, bonito e barato) pelas redondezas da Unicamp. Se alguém puder ajudar agradecemos muito. Informações pelo e-mail ai ao lado.

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Fnac
Por falar em Campinas, ontem foi dia de aula e estivemos por lá. Como tínhamos tempo sobrando fomos almoçar no Shopping D. Pedro e aproveitamos para dar uma passadinha na Fnac. Que delícia heim?? Tantos livrinhos, tantos DVDs, tantas TVs de plasma... Bobagem! Mas saí de lá com Orgulho e Preconceito da Jane Austen e uma caixa de lápis de cor (pro pequeno) que custou uma verdadeira fortuna debaixo do braço.

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E por falar em aulas
Eu tinha esquecido de avisar, mas todas as quintas-feiras nós não estaremos por aqui. É dia de aula na Unicamp. Não fiquem com saudades! Na sexta a gente volta.




Um grande bj e até a próxima.

15 de março de 2006

Apelidos carinhosos

Hoje pela manhã o escritório ficou sem internet. Caos completo. Pessoas correndo pra lá e pra cá arrancando os cabelos tentando entender porque Deus teria agido de forma tão injusta, tão cruel. Se ninguém começa o dia antes de tomar o cafezinho das oito e quinze, a moça do cafezinho nem faz o cafezinho antes de ver os e-mails. Repito: caos completo.

E eu com isso? Se eu sinto falta da internet? Claro, oras. Só que hoje pela manhã eu não estava no escritório. Rá! Tinha marcado pra resolver problemas de suma importância. Acordei cedo e levei a Baleia Branca pra fazer um checápi.

Lembro que o primeiro carro do meu pai foi o Possante. Um fusquinha vermelho com logotipo de 1300 mas com motor de 1500. Não lembro dele direito, mas também não vou esquecer nunca. O segundo foi o Ligeirinho, um Chevettinho hatch bege, que recebeu esse nome graças ao ratinho mexicano mais rápido do mundo dos desenhos animados. O terceiro foi o Cotó, um Golzinho batedeira cinza pelo qual a família (principalmente meu pai) era apaixonada, mas que recebeu o apelido mais feio de todos, só por ter a traseira mais feia da história da indústria automobilística. Dele só restou mesmo uma lembrança doída, porque ele foi tirado de dentro de nossa garagem por um ladrão sem coração. Com o roubo do Cotó, um primo do Possante, só que bege, veio passar um tempo conosco, até que pudemos trocá-lo pelo Grilo. Ou seria Gafanhoto? Acho que isso não ficou totalmente definido na época, mas o que importa é que ele era uma Brasília verde musgo que atendia pelos dois nomes. Em seguida veio a Marajó, que obviamente dispensava apelido. O nome já era engraçado – e feio – demais. Depois dela, meu pai comprou o Tubarão Branco, que vem a ser um Verona... branco. Dãã. Mas o Tubarão tem explicação. É que o carro é muito baixo (mesmo não sendo rebaixado), e olhando de trás, dá pra ver o tanque de gasolina quase arrastando no chão, como se fosse a barriga do tubarão. Ah, pra mim parece. E meu pai tá com ele até hoje.

Um pouco antes de casarmos, meio que ganhamos de presente o carro que o sogrão tinha acabado de comprar pra ele. Era dele, mas o carro ficava com a gente. O engraçado foi que nos primeiros seis meses rodamos com o carro mais do que o pai dela rodou nos três anos seguintes. Que carro era? Era não, é. É um Golzinho preto quadrado chamado Pretinho (dã de novo), que atualmente divide a garagem com a Baleia Branca. E foram só seis meses rodando com ele porque logo depois conseguimos comprar o nosso próprio. Com a ajuda do meu pai, claro, porque vida de recém-casado é braba.

O primeiro carro que pude dizer que era de fato meu, incluindo aí as despesas com IPVA, seguro etc, foi um Palio cinza com aquele motorzinho 1.0 sem ser o Fire. Credo, como era lerdo pra andar! Adivinha o apelido. Chumbinho, claro. Depois trocamos por um outro Palio, só que azul e com motor Fire. Ah, esse até voava. Só que pra voar fazia uma barulheira infernal, parecia um helicóptero decolando. Foi batizado de Trovão Azul, em alusão àquele helicóptero homônimo que foi estrela de um seriado nos anos 80. Quem tiver mais de 25 anos deve lembrar, mas quem quiser ler sobre ele veja aqui. Enfim, tivemos muito carinho por ele, mas precisou ser sacrificado em função da compra do nosso castelo.

Um pouco antes do sacrifício do Trovão, e já na iminência de ter que andar à pé, meu avô me deu um presente muito especial. Já havia alguns anos que ele não tinha mais condições de dirigir (por conta da idade), e ver seu carro lá na garagem, parado à toa, certamente lhe partia o coração. Meu avô sempre foi um amante de carros, mesmo sem falar muito à respeito. Os seus, ele próprio consertava. Limpava carburador, mexia na suspensão, regulava freio, e tudo o mais que pode ser feito na garagem de casa. E era fiel à eles. Durante os muitos anos que convivi semanalmente com ele, ele trocou de carro apenas duas vezes, sendo que na segunda ele trocou – muito à contragosto, diga-se de passagem – sua Caravan verde-água (acho que 78) pela Parati branca quadrada que tempos depois ele me deu de presente. É com ela que hoje vamos pra todo canto, e é nela que o meu moleque senta pra brincar de dirigir quando chego do trabalho, fazendo “bruummm, bruummm, tschhhhh” (o “tschhhh” foi eu que ensinei, claro...).

Anteontem a Baleia começou a fazer um barulhinho esquisito, parecia que estava com um chiado no peito. Hoje pela manhã, então, levei-a ao pronto-socorro, digo, oficina, e o rapaz aproveitou pra trocar filtros, limpar o sistema de arrefecimento, e fazer uma limpezinha de carburador. Nisso, descobriu que o segundo estágio do carburador estava grimpado. Pô, imagina um manco tentando correr. É a mesma coisa. Depois de tudo limpo, ajustado e regulado, ela roncou como uma Baleia. (Baleia ronca?) Ah, o barulhinho? Bobagem, era só o protetor do cárter que estava meio frouxo.

Na velocidade da internet

O ser humano é bastante estranho mesmo.
Eu sei que vocês lembram de um tempo (não muito distante) em que ninguém precisava da internet para trabalhar. Até porque essa maravilha nem sequer existia. Todos nós passávamos nossos dias tranquilamente, executando nossas tarefas diárias utilizando apenas papel, caneta e, no máximo, o telefone. Se fosse preciso fazer um comunicado para um determinado grupo de trabalho levantávamos da cadeira e íamos de mesa em mesa avisando ou ligávamos para os colegas.

Acontece que, nos atualmente nos vemos totalmente impossibilitados de trabalhar naqueles dias em que a internet “dá pau”. Simples assim: sentamos à frente do computador e não sabemos o que fazer. Não sabemos como começar o dia sem abrir a caixa de e-mail. Não conseguimos organizar as idéias sem ter lido o jornal e visto como estão as coisas no Brasil, no mundo e no nosso blog.

Realmente acho tudo isso engraçado. Aconteceu comigo hoje. Sem internet... sem msn... sem blogs... É claro que eu tinha muitas outras coisas pra fazer, mas fiquei ali, olhando pra tela do computador, sem saber por onde começar. Coisa estranha mesmo.

Rodei pra um lado, rodei pra outro, e depois de uma meia hora foi que consegui organizar as idéias e pensar no que poderia ser feito sem a ajuda da internet. Até que foi bom. Agendei uma apresentação importante. Escrevi um e-mail que estava protelando (para ser enviado quando a internet voltar ao normal). Busquei nos arquivos o material para a apresentação. Organizei meu quadro de avisos com as tarefas e a agenda para o mês de março (eu sei que março já começou está no meio, mas tava com preguiça). Arrumei a minha mesa, jogando fora um monte de porcaria inútil. Enfim, fiz tudo que precisava ser feito há muito tempo, mas sempre tinha algo mais importante pra fazer antes.

Conclusão: a internet é uma fonte interminável de trabalhos que, na maioria das vezes, não precisam ser feitos com a urgência que a comunicação veloz nos faz pensar. É claro que isso não é uma conclusão minha (não sou tão genial assim). Muita gente boa já cantou essa bola antes de mim. Só estou constatando pelos meus próprios meios.

Dois minutos atrás a pessoa responsável pelo suporte acabou de passar por aqui dizendo que o problema estava resolvido e que em minutos teríamos nossa conexão de volta... Ufa! Ainda bem... já tava ficando nervosa de novo por não saber o que fazer agora.

Um grande bj e até a próxima.

14 de março de 2006

Benzadeus! - Parte II

Pois bem.

Atendendo aos pedidos feitos nos comentários do post anterior aí vai uma seleção de benzadeus. Sei que ainda fiquei devendo, porque insisti no Nicolas Cage em homenagem à
Ana Paula (em outra pose, viu Tinimuzel) e não pude deixar de colocar uma do Brad (pra meu deleite mesmo). Agora, atendendo à Publicitária vai a foto do Gerard Butler e para a Janaina vai uma do Keanu e outra do Eric Bana (fiquei devendo a do Orlando Bloon, mas é que esse eu não acho tão benzadeus assim). A minha amiga Lady Sith chegou tarde e não deu pra acrescentar uma foto do Edward Norton dessa vez, mas prometo que na próxima ele entra.




É claro que não esqueci dos meninos e aí vai uma pequena seleção de beldades benzadeus. Espero que gostem... Ah,
Junior, você pode ver que eu não esqueci da Julliet Binoche. As demais vieram do meu bom gosto mesmo (eu sei sim apreciar mulheres bonitas... que bobagem!). Escolhi a Angelina, a Liv Tyler e a Jessica Alba e o maridão resolveu pela Rene. Espero que apreciem.



Um grande bj e até a próxima.

P.S.: Demorei o dia todo pra fazer essa montagem de fotos. Tentei de todo jeito (usando tabela html, como indicado pela
Denise, e usando o Photoshop, com a ajuda da minha cunhada) e finalmente consegui. No fim das contas usei mesmo o Photoshop e achei que ficou bom. Não é difícil, depois que você erra umas 350 vezes e estraga todas as fotos que pegou na internet umas 80 vezes, acaba dando tudo certo. Valeu pelo aprendizado e pelas risadas histéricas de raiva.

13 de março de 2006

Benzadeus!

Olha eu novamente entrando na onda da Denise. Mas não tive como resistir!


Nicolas Cage - Ai! Que
Homem de Família...

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Bem. Pro maridão e pros meninos que lêem a gente, ai vai a escolha da parte masculina do blog...


Charlize Theron - Maravilhosa... do jeito que o
Diabo gosta.

10 de março de 2006

Sobre meninos e homens

No post anterior, aquele homenageando as mulheres, cometi dois erros grotescos. Primeiro: no iniciozinho, disse que era muito eficiente e coisa e tal, mas eu estava tentando ser engraçado. Como mal sei escrever, saiu com um tom metido a besta, meio arrogante. Relevem, por favor. Segundo: escrevi errado o nome de um perfume famoso (não é Channel, e sim Chanel), e com isso devo ter ofendido a falecida Sra. Gabrielle ‘Coco’ Chanel. Como pude fazer isso logo num post de homenagem às mulheres. Humpf. Por favor, relevem de novo. Dito isso, prossigamos.

Outra coisa que disse no post era sobre as minhas lembranças. Muitas envolvem pelo menos uma das mulheres com as quais convivo, e outras tantas envolvem meu pai. É sobre isso que queria falar.

Nossa família sempre conviveu muito junta, desde que me entendo por gente. Meu pai e minha mãe eram minha referência. O lazer de cada um de nós era estar com os outros. Cresci assim, e acho que isso ficou impresso na minha alma, na minha forma de ser. Claro que nem sempre foi tudo um mar de rosas, mas ao longo dos anos aprendi que eles fizeram o que tinham que fazer. Se agiram assim ou assado em determinada situação, o fizeram porque julgaram que era o melhor pra mim. Afinal, tudo que eles queriam era o meu bem. Eles não eram só meus pais. Eram tutores, guias, referências, enfim. Se foram amigos? Não, não foram, e agradeço muito por isso. Acho que crianças e adolescentes precisam de limites, e se são os pais e as mães os responsáveis por impor limites, como poderão fazê-lo sendo amigos dos filhos? São duas funções incompatíveis, na minha opinião.

Pois bem. Mas o importante é que muito do que sei hoje devo à eles. Me ensinaram muitas coisas; outras que eles não podiam ensinar porque não sabiam, me deram meios pra aprender; e também com muito mérito, me ensinaram algumas coisas que não se deve fazer.

Sendo filho homem, existia aquela tendência natural de o garoto se aproximar do modelo do pai. Lembro de andar atrás dele pela casa tentando aprender tudo que ele fazia. Assim aprendi a lidar com todo tipo de ferramentas, a consertar coisas, a ler gibis e revistas, a lavar e polir o carro, e até mesmo a gostar de lavar a louça pra ajudar minha mãe. Aprendi a andar de bicicleta com ele, e sempre adorei os passeios que fazíamos juntos. Ele comprou minha primeira bicicleta com marchas quando fiz 15 anos, e se nunca me machuquei em cima dela foi porque ele me ensinou a andar com responsabilidade. Não foi ele quem me ensinou a prática da direção (já que ele não pode dirigir), mas foi ele quem me ensinou muito da teoria. Pode soar bobo, mas do mesmo jeito que nunca levei um tombo de bicicleta, nunca sofri um acidente de carro. Também me ensinou que quem trabalha não tem tempo de ganhar dinheiro, mas que mesmo assim deve-se trabalhar muito, e honestamente, para que se possa dormir um sono tranquilo. Me ensinou que deve-se procurar fazer o bem, não importando à quem.

Amadureci, constituí uma nova família, e fico muito feliz de ainda poder contar com a presença dos meus pais. Hoje, o centro de diversão deles é o neto, e muitas vezes me divirto só de vê-los brincar. Gosto de ver aquele pingo de gente puxando o braço do avô dizendo “vovô... deitá”, ficando de pé sobre as costelas do coitado dizendo “gande!” e se preparando para o gran finale da brincadeira deles, quando ele abre as pernas e cai deitado no peito do avô só pra ganhar um abraço. Assistindo à cena, penso em quantas coisas quero ensinar pra esse menino, e rezo pra ter competência pra isso. Por ora, disfarço as lágrimas com um sorriso, e aproveito os momentos.

Rapidinhas

Tava nervosa, nervosa ontem. (falo por mim, é claro, o maridão é super-cool nesse negócio de lembrar das coisas).

É que ontem fomos para nosso primeiro dia de aula no retorno ao doutorado.

Pois bem, como tava longe dos cadernos desde 2002 fiquei me sentindo completamente e definitivamente enferrujada no quesito contas e afins.

Mas vocês sabem que chegando lá entendi tudinho, tudinho que o Tio da vez explicou. Fiquei toda orgulhosa! Até que meu cérebro não apagou tudo... Ainda sirvo pra alguma coisa.

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O Júnior do Uatafóc escreveu brilhantemente hoje sobre o ocorrido no centro de pesquisas da Aracruz Celulose. Não vou ficar explicando o que já foi explicado lá. Para ler cliquem aqui e depois aqui.

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Fomos novamente convidados, dessa vez pela Ana, para fazermos nossas listas de manias. Pois bem. Como já tinhamos feito segue o link para o texto com nossas manias Não vamos fazer indicações dessa vez, porque as mesmas já foram feitas antes, mas queria pedir (PEDIR vejam bem! Não INTIMAR, como antes) pra Publicitária (minha digníssima cunhada) fazer a listinha dela...

Manias, manias... Manias da Navegadora e Manias do Test Driver.

Sem mais por hora... Bjs

A incrível capacidade de nos surpreendermos

Estava eu aqui, mergulhada em meus pensamentos sobre temas de tese mirabolantes, quando sou despertada desses devaneios pelo maridão. De fato ele vem me dizer o quanto tem se sentido feliz esses dias por estar envolvido em uma tarefa prazerosa aqui no trabalho. Fiquei feliz por ele e triste por mim. De fato, não tenho tido oportunidade de trabalhar em nada muito prazeroso nos últimos tempos e é inegável o quanto essa ociosidade tem me tornado infeliz. Acho que o ser humano não foi moldado para a ociosidade e me espanto o quanto este falta do que fazer torna os dias longos e aborrecidos. Por sinal, acabei de me lembrar que comprei e não li o livro O ócio criativo do Prof. Domenico De Mais. Seria bom se tivesse lido porque assim poderia enriquecer este texto, mas como não li nada posso acrescentar além de minhas próprias conclusões.

Mas eu não queria falar sobre o ócio não, queria mesmo escrever sobre como as pessoas podem nos surpreender, mesmo quando julgamos que as conhecemos profundamente. Vejam vocês. Depois de dizer que estava feliz, o maridão acrescentou que, como provedor do lar, se sente muito mais tranqüilo e recompensado quando está desenvolvendo alguma atividade importante. Sente-se mais completo. Neste ponto está a razão do meu espantamento: ambos provemos o sustento do lar, mas ainda assim o maridão se sente o provedor da família. Pra deixar claro, não acho que ele estivesse sendo machista ou qualquer coisa do gênero. Tenho certeza de que ele estava simplesmente expressando um sentimento genuíno que permeia a vida dos indivíduos do sexo masculino. Não importa o quanto o mundo evolua e a posição das mulheres tome destaque dentro e fora do ambiente familiar, eles ainda se sentem responsáveis por trazer o mamute pra dentro da caverna.

Nesse ponto comecei a relembrar pequenas observações que já vinha fazendo há algum tempo sobre nosso ambiente profissional e acabei por concluir que, por trabalharmos juntos, a despeito de termos a mesma formação acadêmica, acabo ficando com as tarefas mais “femininas” enquanto o maridão encara os projetos ditos masculinos. Se for preciso fazer uma viajem, o maridão vai porque afinal quem vai cuidar do pequeno? Se for preciso ir a uma reunião importante, o maridão vai e eu sei lá o motivo. Mais uma vez quero esclarecer que não somos nós que definimos quem vai aonde, mas apenas obedecemos ordens superiores, portanto não venham dizer que o maridão é um porco chauvinista. Segundo minha teoria (eu sempre tenho teorias) esses acontecimentos devem-se ao fato de trabalharmos numa instituição envelhecida e petrificada.

Vou confessar que já cheguei até a ficar aborrecida, mas não fico mais não. Algumas vezes me espanto, como aconteceu hoje, mas na maior parte do tempo procuro impor minha presença e capacidade conforme me é possível. Em algumas oportunidades sou obrigada a engolir os sapos apresentados, em outras bato na mesa e digo que não aceito a condição. Tenho fé de quem, ao longo do tempo, acabe ganhando o respeito de superiores e colegas de trabalho. Tenho como consolo o fato de saber que minha condição não é única e que essas cenas se repetem infinitamente em outras empresas. Consola-me ainda o fato de saber que mulherada bota a faca entre os dentes e vai à luta, impondo sua posição, vez por outra.

Vale ainda dizer que não estou levantando bandeiras feministas (mesmo respeitando profundamente o movimento) nem tampouco me sentindo injustiçada. Não quero ser igual aos homens, acho mesmo que somos diferentes em características e qualidades e procuro respeitar as nossas diferenças. Acredito que imagem que as pessoas fazem da gente, pessoalmente ou profissionalmente, é reflexo direto das nossas atitudes. Se eu acho que não tá bom, cabe a mim chegar e lutar por uma situação melhor. Faço isso conforme possível.

Já lá em casa... bem, lá quem manda sou eu! Eu acho...

Um grande bj e até a próxima.


P.S. Este texto foi motivado pelo e escrito no Dia Internacional da Mulher. Achei que, mesmo passada a data, valia a pena postar.

8 de março de 2006

Minhas mulheres

Dia desses a patroa me disse que eu não posto nada por aqui desde 16 de fevereiro. Eita! Humm... mas por que será que eu ando tão relapso? Ah, lembrei. É que estive trabalhando! ... Já parou de rir? Tá, pára de palhaçada. Trabalho muito, só que sou muito eficiente, então acabo rápido e fico o resto do tempo descansando. Saca Deus? Pois então, depois que ele terminou de construir o mundo ele ficou um tempão à toa, só contemplando a obra. Estou assim esses dias. Trabalho, e depois curto. Estou curtindo principalmente as coisas simples da vida. As refeições com a família, os passeios no parque, as breves visitas da minha irmã, as brincadeiras com o nosso moleque, o descanso de todas as noites junto da minha linda.

Engraçado como quase todas as minhas lembranças envolvem uma mulher. Outras tantas envolvem meu pai, mas sobre isso falarei em outra oportunidade. Por que contei tudo isso? Foi uma tentativa de expressar um pouquinho o respeito, o carinho, a admiração que sinto pelas mulheres que fazem e fizeram parte da minha vida. Em especial, três delas têm também o meu amor incondicional. Não, não sou polígamo. Sou é muito sortudo, pois tenho mãe, irmã e esposa incríveis. Cada uma adorável a seu modo. Minha mãe é pura emoção, e tudo que ela quer da vida é ficar perto do marido, dos filhos e do neto. Minha irmã é uma lutadora destemida e obstinada, que não leva desaforo pra casa, mas que tem um coração doce e uma alma honesta.

Já minha esposa é uma mistura de coisas. Talvez seja até uma mistura de contradições. Ela possui a sensibilidade e o sexto sentido típicos das fêmeas, mas quase sempre pensa como homem. Talvez seja por causa de sua formação, durante a qual conviveu com poucas meninas e muitos meninos. Não importa. O fato é que ela possui uma mente objetiva e sagaz, mas um coração genuinamente canceriano.

É vaidosa, mas detesta salão de beleza. Gosta de fazer as unhas, mas não tem a mínima paciência praqueles papinhos de dondoca. Prefere chegar ao salão e ter seu cabelo cortado e suas unhas e sombrancelhas feitas o mais rápido possível.

Não liga pra marcas e etiquetas, mas possui o dedinho-de-ouro (que só escolhe tudo do bom e do melhor, e claro, do mais caro) típico das mulheres de bom gosto. Jamais vai ao supermercado emperequetada com roupa nova, maquiagem e perfume, mas às festas mais glamurosas, vai impecavelmente vestida, realçada por uma maquiagem discreta e perfumada por gotinhas de Channel No 5 atrás das orelhas.

Sonha com o conforto proporcionado por carros de luxo, mas detesta dirigir. E diz que queria mesmo é ter um motorista particular. Certa vez, numa visita despretensiosa à uma concessionária, precisei arrancá-la de dentro de um Vectra. Quem dera poder dá-lo à ela embrulhado em uma fita azul gigante. O motorista? Eu, claro.

Eu poderia encher páginas e páginas contando todos os detalhes que me fazem adorar cada minutos dos meus dias com ela, mas não farei isso. Hoje não. Afinal, hoje não é uma data nossa, mas de todas as mulheres do mundo. Então, deixo um parabéns para todas elas, e um muito obrigado especialmente para as três mulheres que eu mais amo.

Dito isso, volto a contemplar a vida.


Este texto faz parte do esforço de blogagem coletiva liderado pela Denise Arcoverde. A lista com todos os blogs participantes você pode encontrar no Síndrome de Estocolmo.

De meninas a mulheres

Nascemos meninas e ainda na maternidade nos enfeitam com lacinhos cor-de-rosa. Em lindos vestidos de princesa parecemos bonecas com vida. De fato somos, nessa época da vida, bonequinhas ou princesas para aqueles que nos amam. Depois ganhamos nossas próprias bonecas. Essas inanimadas, é verdade, mas que serão nossas amigas, filhas e companheiras por muito tempo. Aí, num belo dia, nos aparecem com um sapatinho de salto e pronto, fomos apresentadas para aquela que é a grande companheira do sexo feminino: a vaidade. E todos podem nos ver bonequinhas de camisola longa e Francesinha dançando pela sala ao som de Dancing Days. Mais adiante nos encantamos com outra faceta do mundo feminino e somos presenteadas com panelinhas, cozinhas de plástico, ferros de passar. Utensílios que permeiam o universo das rainhas do lar. Ao mesmo tempo, conhecemos as letras e os livros. Saias plissadas, lancheiras enfeitadas e sapatos-boneca nos encantam em nosso pequeno mundo. Mas, ao fundo, ouvimos a voz de nossas progenitoras repetindo: não dependa de ninguém nessa vida minha filha; tenha a sua independência. Conflito entre panelinhas e livros. Será?! No decorrer do tempo, que transforma tudo e nos transforma junto, surgem mini-saias, maquiagens, scarpins e paqueras. Nessa fase as bonecas, nossas antigas companheiras, passam para a categoria de artigos decorativos e o aparelho de som se torna o centro do mundo. Aprendemos que mulher sangra sim, mas que isso não é uma vergonha, mas um presente divino. Aprendemos que beijar não significar namorar e que namorar não significa amar ou ser amada. Decidimos, em algum ponto entre garranchos incertos e equações do segundo-grau, que é preciso algum esforço para ganhar a vida e que os anos da escola estão ficando para trás. Vestibular, vestibular, vestibular e faculdade enfim. Mas nada é como sonhado e vemos que ainda é preciso muita luta pra chegar lá, mesmo que não saibamos exatamente onde este lá fique. E como que por acaso, mas um acaso com toques de milagre, surge o amor. Amor salvador e quente, que faz a vida tomar o rumo que devia, mesmo que não soubéssemos. Finalmente nos descobrimos mulheres. Batom, perfume e sedução. Cinta-liga, meias-pretas e sedução. E o amor quente e salvador se torna amor eterno e acolhedor. E nos vemos de beca a receber o canudo. Lágrimas, lágrimas e lágrimas. De alegria e de redenção. Finalmente atendemos ao sonho da figura feminina da geração anterior à nossa: não dependeremos de ninguém. Será? Mas o sonho de mulher habita nossos corações e vestidos de noiva rondam nossos pensamentos. Então é marcado o dia do sim e lá estamos bonecas novamente: vestido, maquiagem, sapado de salto e buquê-de-noiva. E damos vazão àquela faceta que foi moldada por panelinhas e cozinhas: montamos nossa casinha, não a de brinquedo, mas a de verdade e cuidamos dela e daquele que escolhemos pra dividir a vida. Orgulhosas rainhas do lar. Orgulhosas profissionais. Dupla jornada e felizes. A vida entra no piloto automático e os anos vão passando. Então o despertador toca e olhamos para o relógio biológico. É momento de procriar, de dar a vida a alguém. Ansiedade e preocupação. A barriga cresce e o medo também. E num dia dormimos filhas e no outro acordamos mães. Com um pacotinho azul nos braços e dois olhos de jabuticaba nos fitando nos sentimos poderosas e indefesas, num turbilhão de emoções. Amamentar, educar, criar. E a vida segue seu curso novamente, até que um dia nos redescobrimos mulheres outra vez. Redescobrimos também o amor ao nosso lado, firme e forte, apesar de fraquejar aqui e ali. Vemos finalmente que a questão não é não depender de ninguém, mas sim precisar de alguém. Podemos ser mulheres completas sozinhas, mas somos perfeitas com os nossos amores. Podemos ser profissionais maravilhosas sozinhas, mas somos pessoas incríveis com os nossos amores. O conflito entre panelinhas e livros não precisa existir. De fato, ele nunca existiu. Foi só um sonho. A vida real é doce com pitadas de sal e azul com toques de vermelho. Somos mulheres e nada é preto no branco. E tem mais: nem todas as jornadas são iguais é claro, mas todas nós somos parecidas. Tememos, amamos, choramos, lutamos, cuidamos. Somos mulheres.

Dia Internacional da Mulher




Este texto faz parte do esforço de blogagem coletiva liderado pela Denise Arcoverde. A lista com todos os blogs participantes você pode encontrar no Síndrome de Estocolmo.

7 de março de 2006

Mudando o nickname

Como eu tinha prometido faz um tempo, estava escolhendo um nickname melhor que DR (que é uma abreviação ridícula do meu nickname anterior). Pois bem. Depois de algumas sugestões totalmente sem cabimento, como a do meu amigo King, eu decidi me tornar a Navegadora. E tem explicação. Eu e o maridão sempre dissemos que gostaríamos de fazer rally juntos. De fato, só nos falta a grana pra comprar um veículo adequado e pra participar dos eventos. Ou seja, falta a grana pra tudo. Mas de todo jeito, ele seria o piloto e eu a navegadora. Juro pra vocês que eu SEI ler um mapa e sou boa de caminhos. Portanto, de hoje em diante atenderei pela alcunha de Navegadora.

Um grande bj e até a próxima.

Blogagem coletiva

Dia Internacional da Mulher

Faço minhas as palavras da Denise:
Vamos fazer uma blogagem coletiva no dia 8 de março? vale um post com um textozinho, uma pesquisa, reflexão, uma frasezinha, uma música, um poema, uma pintura, uma foto, qualquer coisa que registre o Dia da Mulher!

Quem quiser participar é só deixar um comentário
neste link que a Denise está organizando uma lista dos participantes. Podem deixar comentários neste post também e eu repassarei para a Denise. Não deixem de participar! Afinal é mais uma oportunidade para criamos laços nessa imensa blogsfera.

Um grande bj e até a próxima.

6 de março de 2006

OSCAR 2006

Vamos falar do Oscar, exibido ontem pela Globo para os mortais que não possuem tv paga, e pela TNT para os felizardos que a possuem.

Mas nem precisa se animar porque não vou falar sobre os indicados ou sobre os ganhadores e me explico: faz muito tempo que não vou ao cinema. Apesar de ser totalmente apaixonada pela sétima arte, o pequeno não tem deixado muito espaço para sairmos só os dois. Logo, estou totalmente por fora dos filmes e dos atores e não tenho nenhuma propriedade para falar sobre o assunto.

Também não vou falar sobre a moda do tapete vermelho. Explico-me novamente: aqueles que me conhecem sabem que eu não estou de forma alguma capacitada para falar sobre a roupa alheia. De fato, não tenho esse dom feminino de saber se o rosa bebê da roupa da fulana não combina com o tom da pele da mesma, ou se a cicrana está muito gordinha para usar tal decote. Além disso, convenhamos, esse papo é muito sem graça. (mesmo assim me permito um parêntese: eu achei a Charlize linda de morrer. Tem gente por aí dizendo que ela é número um na escolha errada da roupa, fato esse que só vem corroborar com minha explicação anterior. Se eu achei a moça linda e os entendidos dizem que estava feia...).

Pois então. Eu quero mesmo é falar da Globo transmitindo o Oscar. O que foi aquilo minha gente?! Eu estava lá, toda animada esperando o início da transmissão assistindo o tal do Big Brother (que por sinal já perdeu totalmente a graça. Eu sei que escrevi aqui sobre o programa na época do seu início dizendo que era maneiro e coisa e tal, mas só ficou gente chata e, mesmo o Tinho, que eu achei que era bacana ficou chato também. Por isso, já desisti totalmente de falar sobre o assunto.), e me vem aquela moça (Maria Beltrão) que transmite desfile de escola de samba, show de calouros, concurso de fantasia de cachorro e afins, junto com o José Wilker (que eu até achava que era charmossérrimo nos idos de Roque Santeiro, mas que agora não faz a menor questão de disfarçar seu lado feminino. Sem preconceitos ta?! É que eu fiquei meio decepcionada.) dizendo que os prêmios tais e tais já tinham sido entregues para fulano e beltrano. PÁRA tudo! Como assim já tinham sido entregues? Aí caiu minha ficha. A cerimônia de entrega do Oscar não começa às 23:00h (horário de Brasília), começa muuuuito mais cedo. Tarde demais para mim que finalmente percebi que eles iam pegar o bonde andando. Mesmo assim fiquei lá, firme e forte esperando a boa vontade Global. Quando finalmente se inicia a transmissão, vem uma dubladora (leia-se tradução simultânea) e estraga tudo. Eu sei, eu sei... É preciso ter uma pessoa fazendo a dublagem em tempo real e isso é muito difícil, mas vamos combinar que não dá. Simplesmente não funciona ficar lá ouvindo a moça (se esforçando) falando um monte de coisas sem sentido e nada a ver com que de fato está sendo dito. Pra piorar tudo vem o tresloucado do Wilker falar uns comentários asneiras (do tipo: eu preferia fulana!) enquanto a pobre pessoa que recebeu o prêmio está lá agradecendo. Nesse ponto eu desisti! Deixa prá lá... Quem sabe ano que vem eu já tenha conseguido recuperar minha amada tv paga e possa assistir ao programa desde o início e sem dublagem. Desliguei a tv, apaguei a luz e acordei o maridão, que já estava cochilando, e aproveitamos a o resto da noite para uma namoradinha básica porque ninguém é de ferro.

Ah! Que se dane, se todo mundo pode eu também posso. Deixo vocês com as fotos das que, em minha opinião, foram a mais linda e a mais feiosa da festa. Um grande bj e até a próxima.



Charlize Theron linda de morrer!




Michelle Williams (quem?!) com um vestidinho amarelinho muito do safado...

3 de março de 2006

Piadinha...

Pra alegrar o final de semana pós-carnaval.

Conta a história que num casal de recém casados (com apenas 2 semanas de casamento) o marido, apesar de feliz, tava já com uma vontade reprimida de sair com a galera pra fazer a festa. Assim lhe diz para sua queridinha:

- mor já to voltando...

- Onde vc vai meu docinho...? (com expressão de recém casados)

- Ao barzinho, tomar uma geladinha.

A mulher bota a mão na cintura e lhe responde:

- Quer cervejinha, meu amor???

E nesse momento abre a porta da geladeira e lhe mostra 25 marcas diferentes de cervejas de 12 países, alemãs, holandesas, japonesas, americanas, mexicanas etc.

O marido sem saber o que fazer, lhe responde:

- Meu docinho de coco... mais no bar... você sabe... o copo é gelado.

O marido não terminava de falar, quando a esposa interrompe a sua conversa e lhe fala:

- Quer copo gelado, mor?

Nesse momento a esposa pega da geladeira um copo bem gelado, branco, branco, que até tremia de frio.

Aí o marido responde:

- Mais meu céu, no bar tem aqueles salgadinhos gostosos... Já tou voltando tá?

- Quer salgadinho meu amor???

A mulher abre o forno e tira 15 pratos de salgadinhos diferentes: coxinha, pastel, pipoca, amendoim, coração de galinha, queijo derretido, torresmo...

- Mas minha Pixunguinha... lá no bar... você sabe.... as piadas, os palavrões tudo aquilo.....

- Quer palavrão meu amor???

ENTÃO VAI PRO INFERNO, MAS DAQUI VOCÊ NÃO SAI, SEU F$%&@ DA P*%$#!!!


Bem, de fato essa é mais pras meninas, mas diverte do mesmo jeito.
Um grande bj e bom final de semana.

Bíblia Sacaneada

Pausa para um jabazinho básico.

Pra quem é fã do Marco Aurélio, famoso escritor do Jesus, me chicoteia!
(entre outras pérolas, como o Balde de Gelo e o Chicote Verbal): a Ará!!! criou uma comunidade no Orkut chamada Bíblia Sacaneada que tem como objetivo fazer nosso amigo Marco postar um texto bíblico por semana em seu fantástico blog. Para isso foi feita a aposta de que em um mês a comunidade teria 100 membros. (feito similar foi conseguido pela comunidade do não menos fantástico Emontiorélio).

Para quem não conhece o Jesus, me chicoteia! (coisa que eu acho difícil): vão lá, leiam e depois entrem na comunidade.

Ah! A comunidade foi criada em 22 de fevereiro e conta hoje com 12 membros. Logo temos pouco tempo para atingir a meta de 100 participantes. Por isso, entrem na comunidade e divulguem. AGORA!

Vale notar que o Marco ainda não aceitou a aposta, mas vamos tentar assim mesmo. Note ainda que eu puxei bastante o saco do cara aqui pra ver se ele se comove e aceita a brincadeira.

Um grande bj e até a próxima.

2 de março de 2006

Depois da folia...

Pois bem, passado o período carnavalesco podemos iniciar os trabalhos (pelo menos até a Copa do Mundo).

Pra resumir, passamos ótimos dias em casa, com a família e uma amiga que veio do Rio junto com a cunhada. Foi ótimo. O maridão pintando o que ainda precisava ser pintado (muita coisa por sinal) e eu dando aquela ajuda básica na cozinha pra mulherada da casa. Ainda aproveitamos para levar o pequeno pra aprender a pular carnaval. E não é que o nosso indiozinho se amarrou? Coisa mais linda do mundo sambando.

Aliás, vale a oportunidade pra ressaltar que cidade do interior ainda tem carnaval de rua de qualidade. Aqui na Roça encontramos na praça principal uma bandinha tocando marchinhas pra criançada, bem no meio da tarde. Sem confusão e sem medo de assalto. Foi tudo de bom! Recomendo fortemente para quem tem criança uma visita a qualquer cidadezinha do interior no carnaval do ano que vem.

No mais, tudo em ordem. Estamos aguardando pra iniciar as aulas do bendito curso de doutorado na próxima semana. Vamos tentar tirar a ferrugem do cérebro porque o negócio tá feio... Nada que umas duas semanas revendo umas equações diferenciais não resolvam.

Um grande bj e até a próxima.

P.S.1: A brincadeira
das manias rendeu bastante e estou listando abaixo alguns blogs que aderiram (e se tiverem paciência vão seguindo os links e descubram outros blogs). Visitem e divirtam-se.

Jana
Cláudia
Tinimuzel
Kingofthefools
Lady Sith
Luis Mauro
B.
Junior
Roberta
Flávia
Roseane
Sardas

P.S.2: Eu prometo (PROMETO mesmo) que vou tentar arrumar um nickname melhorzinho do que este DR. Aceito sugestões.